Públio José

06.02.2007

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OS NÚMEROS (IMPRESSIONANTES) DO SEXO

 

            Públio José

Os números dão atualmente uma musculatura extraordinária às atividades que tratam de produtos direcionados ao sexo. Tudo em volta dessa atividade cresce ininterruptamente e impressiona mais – a cada dia. A sofreguidão com que o sexo é encarado pelas gerações atuais tem elevado às alturas as caixas registradoras de fabricantes, hotéis, motéis, agências de viagem, indústria farmacêutica e tudo, enfim, que se relaciona ao assunto, fazendo as cifras grandiosas e os resultados financeiros mais ainda. Só para se ter uma idéia – segundo números da Revista Ultimato, em sua edição de dezembro passado – “entre os dez medicamentos mais vendidos atualmente quatro têm relação direta com o sexo”. São eles o Viagra, o Cialis, o Yasmin e o Diane 35. Isso sem se falar na camisinha, preservativo que caiu no gosto popular, responsável, de acordo com a propaganda dos fabricantes, por tornar o sexo seguro.

Entre os remédios, o Viagra é o campeoníssimo do ranking, sendo capaz, sozinho, por catapultar o faturamento do laboratório que o fabrica para mais de cinco bilhões de dólares anuais, só nos Estados Unidos. O Cialis, por sua vez, abocanhou o terceiro lugar entre os dez mais, sendo responsável, juntamente com o Viagra, pela solução de problemas de ereção entre homens de idade avançada. Já o público feminino, para despreocupar seus momentos sexuais, se vale do Yasmin (o quinto mais vendido) e do Diane 35, este o oitavo da lista. A função dos dois produtos voltados para as mulheres é tornar possível a relação sexual sem o perigo da concepção. Essas quatro jóias da coroa da atividade farmacológica, destinadas a solucionar questões que envolvem diferentes aspectos do sexo, são responsáveis pelo aumento, em bilhões e bilhões de dólares, do faturamento que alegra os empresários do setor.

Outro número que impressiona é o que diz respeito à atividade hoteleira mais voltada para o sexo. A cada dia aumenta o número de hotéis e motéis em cidades médias e grandes, enquanto nas pequenas localidades já começam a surgir os primeiros empreendimentos para dotá-las de “equipamentos turísticos” capazes, por sua vez, de torná-las parte do crescente mercado mundial do sexo. Só no Japão, ainda segundo dados da Revista Ultimato, são movimentados por ano em torno de 37 bilhões de dólares, num segmento que alcançou o estratosférico patamar de 17 mil “hotéis do amor” no país – para uma população de 99 milhões de japoneses. No trabalho desenvolvido em torno do assunto, e com os dados levantados, a Revista Ultimato indaga se “estaria ocorrendo, em nossos dias, uma obsessão por sexo”, ou algo parecido como “sem sexo não há salvação?”.

É claro que vários fatores têm contribuído para a avassaladora onda sexual que varre nossos dias. Um deles, por sinal de peso considerável, diz respeito ao extraordinário avanço das práticas médicas e das pesquisas no âmbito da indústria farmacêutica – com suas pílulas, comprimidos e que tais criando um novo horizonte para a atividade sexual. Outro importante componente desse quadro é a liberalidade de costumes nascida no pós-guerra e implementada com o advento da “revolução hippie” nos anos 60. Outras razões podem ser ainda apontadas, como a força da mídia, a globalização, a inclusão da mulher no mercado do trabalho, o surgimento do mercado gay... Mas todos esses fatores são conseqüência dos anteriores. O inquestionável mesmo, o indiscutível, é que sexo dá dinheiro. E a cada dia essa verdade vai ficando mais palpável. O lucro sempre crescente da atividade que o diga. 

 

 

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