OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 


 

Anjos de branco

            Wellington Medeiros*

 

Dentre as profissões que mais evoluíram nas últimas décadas está a de Enfermeiro (a), cujo Dia Mundial foi celebrado na última quarta-feira, 12, embora as atenções se voltem também para o dia 20 de maio, quinta-feira próxima, data em que é lembrada a pioneira da atividade no Brasil, Anna Justina Ferreira Nery (13 de dezembro de 1814 – 20 de maio de 1880). O Dia Nacional dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, que fecha a semana alusiva ao Enfermeiro - é em homenagem a baiana que serviu nas forças armadas durante a Guerra do Paraguai, integrando o Batalhão de Voluntários que partiu de Salvador em agosto de 1865.

Anna Nery ficou na história pela coragem e ousadia que, a exemplo da pioneira mundial na profissão, a britânica Florence Nightingale, enfrentou os perigos da guerra atuando no tratamento de feridos. A profissão que nasceu voluntária, hoje regulamentada está presente em todas as etapas do restabelecimento da saúde desde a prevenção de doenças, da educação à execução de atividades técnicas. Atualmente, para exerce r a profissão se faz necessário freqüentar cursos de nível técnico ou superior e obter o registro no Conselho de Enfermagem de cada Estado – COREN.

Uma nota que nos foi enviada pelo COREN-RN, informa que no Estado existem cerca de 20 mil desses profissionais legalmente registrados. E faz questão de alertar: mais que outras profissões, as atividades da saúde devem ser fiscalizadas, pois qualquer erro pode provocar prejuízos à vida. Assim, acompanhar, orientar e fiscalizar as ações da Enfermagem é estritamente necessário, tendo em vista que esse profissional participa de todo o atendimento ao paciente. Do centro cirúrgico, passando pela emergência, programas de saúde dos governos, postos de saúde, à formação de novos profissionais, a figura do enfermeiro (a) tornou-se essencial e hoje se estima que 58% dos trabalhadores da saúde são da área de Enfermagem.

Sempre atento à qualidade de vida e à segurança dos pacientes quer seja em UTI, maternidade, pediatria, oncologia ou na aplicação de curativos, tem ainda a função de coletar dados sobre o estado dos doentes e de ajudar na elaboração do diagnóstico, num auxílio imprescindível no auxílio ao médico sobre a conduta a ser seguida em cada caso. Depois é o responsável pela higiene, alimentação e orientação aos pacientes nos quais, sob a orientação médica, ministra remédios e curativos se necessários. Exercem assim um trabalho diário às vezes estafante, através de plantões noturnos, fins de semana e feriados. E provam que sem a presença do pessoal da Enfermagem, não há condições de promover a saúde do paciente e haveria um colapso.

A preocupação em formar pessoal qualificado no Rio Grande do Norte vem desde o médico Januário Cicco, nos anos 50, com a criação da Escola de Auxiliares de Enfermagem de Natal, culminando com o ensino de graduação criado em 1973 – com a primeira turma de 30 alunos ingressando em 1974. A partir de 1999, Escola de Enfermagem de Natal e desde 2004,funciona no Campus Universitário em modernas instalações físicas, agora em nível até mesmo de doutorado. Daí a existência de mais de 20 mil profissionais atuando hoje nos diferentes níveis, todos com algum tipo de qualificação. Mostra que o mercado evoluiu para acompanhar os visíveis investimentos realizados no setor tanto pelo SUS - o sistema único de saúde - como pela iniciativa privada.

Se no passado, quem sabia aplicar uma injeção ou borrifar um ferimento com mercúrio cromo e cobrir com gaze e esparadrapo era chamado de enfermeiro, hoje quem recorre ao trabalho desses profissionais tem a certeza de que – salvo raras exceções – não está nas mãos de amadores. São pessoas devidamente preparadas para acompanhar a evolução do paciente e as responsabilidades de lidar com a vida muitas vezes em risco. Enfermeiros e enfermeiras que em meio ao sofrimento, a tristeza e a dor lembram – como diria o poeta – anjos de branco espalhando esperança e carinho numa atividade marcada pela dedicação, renúncia, disciplina e amor.

 

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado também no Jornal de Hoje, edição de 17.05.2010

 

 

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Leia também a coluna Notícias, de Wellington Medeiros, no Site da Rede Tropical

 

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