OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 


 

Fins de semana

            Wellington Medeiros*

 

Coisas da vida. Durante esses 45 anos e um mês de atividade profissional, nas mais diversas fichas funcionais não há o registro de um só dia de afastamento do trabalho por motivo de doença. Daí, costumo responder a algumas saudações de colegas, amigos e conhecidos, enaltecendo o fato de estar sempre com saúde. E completo: “o resto a gente administra”. E noto que não é um bordão com marca de exclusividade. Hoje, as pessoas comemoram e agradecem a Deus quando têm a saúde preservada ou se sentem livres das mazelas que surgem a cada dia.

Capricho do destino. Paradoxalmente, há cerca de três semanas sou obrigado a conviver com o absenteísmo compulsório, motivado por doença em parente próximo e para o qual conto em todas as horas com o apoio e a compreensão da empresa e dos colegas da TV Tropical, neste Outono – literalmente - cujo prazo de validade começa a entrar para a garantia estendida. Mesmo sem dispor de tempo para as tarefas profissionais diárias, consigo alguma brecha nos domingos para manter esta sequência de artigos que neste dia 22 de março completa ininterruptos seis anos, sempre as segundas-feiras, perfazendo com este um total de 297.

Há seis anos eles foram acrescentados ao meu programa de lazer, do qual subtrai algumas atividades de fins de semana, entre estas algumas não muito recomendáveis para a saúde. Talvez, por isso, nunca escrevo de mau humor - com a bílis como se costuma dizer – e repassando os temas percebo que valeu a pena pela revirada nos arquivos, mexida na memória e até mesmo na análise de fatos e temas do dia-a-dia, para exercitar com serenidade essa tarefa de semanalmente ter algo a expor nessa página “Opinião”, que muito bem lembra uma tribuna livre, pelo acatamento à liberdade de expressão preservada durante esses 12 anos do JH.

Não bastasse, vejo na internet uma informação de que pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade norte-americana de Rochester estudaram atentamente o chamado “efeito fim-de-semana” e descobriram que nesses dois dias – da sexta à noite até a tarde do domingo – as pessoas que sentem mais completas, realizadas, saudáveis e até mais eficientes. Por três semanas, 74 adultos entre 18 e 62 anos, que trabalham mais de 30 horas por semana, foram monitorados três vezes ao dia.

Ao serem “bipados” deveriam preencher um curto questionário descrevendo sua atividade naquele momento e usando uma escala de 1 a 7, classificavam-nas, levando em conta sentimentos positivos como prazer e felicidade ou negativos como estresse, raiva e depressão. Efeitos físicos como dor de cabeça, problemas digestivos e respiratórios e falta de ânimo também era anotados. No final, o resultado mostrou que homens e mulheres sentem-se bem melhor nos fins de semana, independentemente do salário, escolaridade, horas trabalhadas nível de educação e se atuam no comércio, indústria ou prestação de serviços. E um dos motivos principais para essa boa sensação é a liberdade de escolher o que fazer.

Hoje, nesse clima de liberdade, aproveito para um agradecimento especial à equipe médica do Natal Hospital Center, cujos elevadores, corredores, salas e apartamentos se transformaram nos últimos vinte dias na extensão de casa. Tudo por conta de uma cirurgia cardíaca, custeada pela Unimed-Natal e que salvou a vida de dona Maria da Luz, hoje em plena e franca recuperação. Além da liderança do Dr. André Nunes, ressalte-se a dedicação e a competência do cirurgião Waldo Émerson, anestesiologista Rafael Bruno e dos clínicos Ricardo Queiroz, Antônio Régis e Ormuz Dumont. E de toda a equipe de enfermagem, fisioterapia, nutricional e pessoal de apoio do NHC.

Pelo êxito dos procedimentos aplicados e por toda atenção recebida durante todo esse período, além de agradecer, fica um registro especial. O da segurança e tranqüilidade que todos os médicos conseguiam passar a cada dia para mim e os filhos de que tudo ia dar certo. Ouviam sempre como resposta: “Se Deus quiser”. E Ele quis.

 

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado também no Jornal de Hoje, edição de 22.03.2010

 

 

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Leia também a coluna Notícias, de Wellington Medeiros, no Site da Rede Tropical

 

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