OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 


 

Folclore do riso

            Wellington Medeiros*

 

É comum este símbolo - - ser visto em diferentes lugares. Em alguns, até acompanhados do próprio significado: “Sorria, você está sendo filmado”. Tem origem na linguagem virtual já adotada pela Seleções, a revista há mais tempo em circulação no Brasil na seção “Rir :) É o melhor remédio”. Já é fato comprovado pelos cientistas e adotado por celebridades hoje exemplos de longevidade, como o Sílvio Santos, Hebe Camargo, Chico Anísio entre outros e em nível local o receituário do bom humor já é marca registrada do escritor e acadêmico Valério Mesquita, através de artigos e livros, entre eles “Poucas e Boas”  contando “causos” da vida política, cultural e social do Rio Grande do Norte.

No começo do ano, enquanto uns se preocupam com o pagamento de dívidas contraídas no período natalino, IPTU, material escolar, há os que mantêm o censo de humor e até lembram que saber rir dos nossos problemas ajuda a solucioná-los. Outros, apelando mesmo para o bom humor, através da frase “Não se leve muito a sério”, como sugere o jornalista Walter Medeiros (www.rnsites.com.br) , ao me enviar alguns “causos” que ele encontrou na internet com Seu Lunga, o cearense Joaquim Rodrigues dos Santos, de 83 anos, personagem que já saiu no Fantástico, que o rotulou como o homem mais mau-humorado do Brasil. Conterrâneo do humorista Tom Cavalcante – hoje considerado o melhor da televisão e teatro -  mostra o outro lado espontâneo desta arte bem dominada pelos cearenses.

Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à Marinha para entrevista: - Você sabe nadar? Pergunta o oficial. – Sei não senhor. – Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à Marinha? – Quer dizer que se eu fosse para a Aeronáutica, tinha que saber voar!? // Seu Lunga espremendo um limão no copo com Coca-Cola: Alguém pergunta – Isso é limão, seu Lunga? – Não, é o meu colírio. E pinga o limão no olho // Seu Lunga chega à lanchonete. – Quanto custa um café? – Um real o copo, seu Lunga. E o açúcar? – O açúcar é de graça... – Então suspenda o café e me dá dois quilos de açúcar!

São muitas as estórias originais e engraçadas atribuídas a ele, algumas sem comprovação, muitas marcadas pelo exagero a mostrar o lado irascível do personagem que está no folclore cearense: O funcionário do banco foi avisar: Seu Lunga, a promissória venceu. – Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória // De outra vez, entrando numa loja de produtos veterinários, perguntou: - Tem veneno pra rato? – Tem! Vai levar? – Pergunta a balconista. – Não, vou trazer os ratos pra comer aqui // No elevador subsolo da garagem, alguém pergunta: - Sobe? Seu Lunga: - Não, esse elevador anda de lado.

São na família, algumas das mais famosas. Durante a madrugada, a mulher de seu Lunga passa mal. – Lunga! Tá me dando uma coisa... – Receba!, Disse ele. – Mas é uma coisa ruim! – Então devolva! // Seu Lunga dava uma surra no filho e o menino gritava: - Tá bom, pai! Tá bom, pai. – Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa que eu paro //  Com sede, seu Lunga manda um sobrinho trazer um pouco de leite. E o garoto pergunta: - No copo, seu Lunga? – Não, bota no chão, vem empurrando com um rodo fi de rapariga.

Seu Lunga foi à Igreja e o padre, muito satisfeito, pois o homem não era muito de rezas, perguntou todo feliz: - Orando a Deus Seu Lunga? Seu Lunga, procurando conter a raiva, respondeu: “Não, seu padre, só estou aporrinhando o cão com reza // Com muita saúde, mesmo assim um dia achou de ir ao médico para saber de umas dores chatas. Chegando ao consultório, o médico foi logo perguntando: - O que é que o senhor tem? Seu Lunga foi dando meia volta e vociferou: - Se eu soubesse não estava aqui e sabe de uma coisa, vou procurar um adivinho, pelo menos tenta adivinhar e o senhor nem isso, vai logo fazendo pergunta besta!.

Sem tolerar perguntas apenas para puxar conversa, ele estava passeando na calçada com o cachorro. – Passeando com o cachorrinho, seu Lunga? – Não, respondeu – é meu passarinho – pegando o pobre do poodle pela coleira e o fazendo voar // Viajava de ônibus e a poltrona ao seu lado está vazia. Uma senhora entra e chegando perto de seu Lunga pergunta: - Senhor, nessa cadeira tem gente? Seu Lunga olha para o lado e resmunga: - Se tiver eu to cego // Seu Lunga leva a família para almoçar num restaurante e pede uma coca-cola. O garçom pergunta: - É família? . Seu Lunga reage: - E você, por acaso está vendo alguma quenga aqui seu fi de uma égua... Estas foram, então, poucas das muitas e boas estórias do seu Lunga.

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado também no Jornal de Hoje, edição de 25.01.2010

 

 

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Leia também a coluna Notícias, de Wellington Medeiros, no Site da Rede Tropical

 

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