OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 


 

Mudanças de humor

            Wellington Medeiros*

 

Que pensar de um ano que começa com a saúde em estado de calamidade pública e agora chegando até mesmo a ameaçar o direito de nascer. Em que o veraneio tem início com as pessoas temendo ir para as casas de praia, diante da notória insegurança pública tanto lá como cá. Ou de um ano que se inicia sob o signo do caos, em sendo mesmo verdade a desordem administrativa deixada por alguns prefeitos não reeleitos ou que não fizeram os sucessores. Começa 2009 que na primeira semana foi desenhado sisudo e cinzento, fazendo com que chegasse mesmo a desaparecer da face dos políticos o sorriso largo que se via há três meses.

Assim, se configura a largada de um ano tenso. Primeiro, pelas mudanças nas bases - os municípios - com a posse de novos prefeitos e vereadores. Depois, por anteceder a outro a ser marcado por importante processo sucessório. Daí, o começo das avaliações que refletem no ambiente político-administrativo. São coisas que a reengenharia irá aos poucos colocando todos nos seus devidos e às vezes até indevidos lugares. E para completar esse “nariz de cera”, nada melhor que uma frase de Stanislaw Ponte Preta: “A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento”.

Bem, se o cenário político-administrativo é este, nada melhor do que procurar contrapontos que, aliás, logo de saída podem esbarrar também em novas e urgentes preocupações, como o pagamento de dívidas contraídas no período natalino, a aquisição do material escolar, a chegada dos carnês de IPTU, IPVA, daqui a pouco o Imposto de Renda ao mesmo tempo em que surgem os acenos do comércio para que os consumidores continuem comprando. Quem tiver juízo vai perceber que o cenário não é fácil. Basta anotar um dos indicadores da economia que bate diretamente no bolso de cada um: os alimentos tiveram em 2008, alta de 11,11%, a maior desde 2002.

Uma prova de que nem tudo é baixo astral é lembrar a festa dos mais de 5.600 aprovados no vestibular da UFRN. E falar em festa, o ano que será repleto de feriados no começo ou final de semana. Dos 11 feriados nacionais, apenas o da Proclamação da República, 15 de novembro, cairá no domingo. Em se tratando de ano pré-eleitoral, é apenas uma questão de tempo e em breve os governos estarão abrindo as “caixas de bondades” e o mau humor será coisa do passado. Quem viver verá – como diz Jurandy Nóbrega, diariamente bem cedo na rádio 104, FM e agora também no blog - jurandynobrega.blog.uol.com.br. Serão obras virtuais saindo pelo vídeo, nos fazendo sentir num paraíso de primeiro mundo.

A irreverência e o bom humor de Jurandy é o gancho que encontro para lembrar que já faz quatro anos da morte de outro bem humorado jornalista e escritor. Celso da Silveira, falecido no primeiro domingo de 2005, aos 75 anos, e sobre o qual escrevi um artigo, aberto com uma frase dele: “Estou enjoado de política”. Refletia, como ainda hoje reflete o sentimento de pessoas cada dia mais decepcionadas com muitos dos personagens dessa atividade. O Assu, terra onde nasceu e que representou e exaltou durante toda a existência, está devendo uma homenagem expressiva a Celso, como afirmava há poucos dias o especialista em reabilitação oral, Francisco das Chagas Pinheiro.

E o Dr. Chaguinha tem tudo a ver com o humor das pessoas. Enquanto sob os cuidados dele busco neste começo de ano mais segurança para aplacar a sisudez é na redação da TV Tropical onde dificilmente existe espaço para o mau humor. Anoto momentos tensos que surgem por conta dos horários – deadline – o trânsito que segura a equipe em meio ao caos urbano ou a autoridade-fonte ao não se dar conta de que os eventos programados para final de tarde ou começo de noite ou são editados na correria ou a repercussão arquivada para o dia seguinte, perdendo o resultado desejado.

Mesmo assim, não há como resistir ao bom humor de Ana Paula Davim, Juliana Fernandes, Eliane Bezerra, Mara Godeiro, Heloísa Guimarães e Kaline Mesquita, esta apesar do estresse natural da chefia da Redação no período da tarde. De Glauber Nascimento, ora de férias e do editor de imagens Hermes Monteiro que, apesar de circunspecto, não esconde a alegria e o sorriso pela aprovação do filho Felipe Carlos no vestibular de Farmácia da UFRN. Isso sem falar no superintendente jornalista Jânio Vidal, cuja presença na redação, na maioria das vezes é para testar o bom astral da moçada. Aí – solidários – ao lado de Franklin Machado ainda rimos da nossa inexorável desigualdade etária.

 

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado inicialmente no Jornal de Hoje, edição de 12.01.2009

 

 

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Leia também a coluna Notícias, de Wellington Medeiros, no Site da Rede Tropical

 

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