Fatos & Comentários com José Aécio Costa

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CONTATO 

Atualidades - Política - Economia - Por José Aécio Costa


 

É mais um verão... E nada!

Mais um verão está chegando ao fim, sem que a praia de Caraúbas, no litoral norte, a uns 70 km de Natal, tenha estradas de acesso que ofereça uma opção razoável. A praia, um lugarejo pertencente a Barra de Maxaranguape, só se chega até lá por estradas de barro em péssimas condições de tráfego.

Existem pelos menos três alternativas ao se deixar a BR 101: uma por Barra de Maxaranguape, outra mais adiante depois de Muriú e, ainda, a terceira mais à frente por Maracajau, onde fica o Manoa – equipamento turístico de grande atração.  Este trecho, sim, está asfaltado faz tempo. Mas só até lá.

Porém, de lá até Caraúbas que fica vizinha, a cerca de dez minutos, o trecho é a barro e sem oferecer as mínimas condições. Muito já se prometeu fazer um desses acessos asfaltado até Caraúbas. Até este verão, porém, nada. Talvez, só quando os gringos chegarem por lá. Assim, não se faz bom turismo.

Prefeitura de Barra e governo do Estado precisam se entender em relação a esse investimento tão esperado pela comunidade de nativos e veranistas. 

Enviado por José Aécio Costa em 14.02.2007 CONTATO TOPO

 

NOTAS ANTERIORES 
. RN de índices para cima
. CPMF de provisória a permanente
. Um progama de resultados
. Remédio contra juros absurdos
. Litoral transforma-se em eldorado
. Cooperativismo para baixar custos
. Safra de reformas e choques
. Pois é, quem diria, o Carrefour
. Receio de perda da Transnordestina
. Arquivo F & C

 

 

RN de índices para cima

Mais um índice que nos é favorável e nos coloca como o primeiro no ranking nacional: agora é o de energia, conforme saiu no jornal de domingo 11. Sim, senhor. O Rio Grande do Norte também é o primeiro em consumo de energia elétrica, com o registro de incremento de 8,8% no segmento residencial referente ao ano de 2006, dados da Cosern.

Esse é o maior índice do Nordeste, segundo a reportagem dominical da Tribuna do Norte, da repórter Emídia Felipe. Nos setores de comércio e indústria, os aumentos foram de 9,9% e 5,9%, respectivamente. Essas taxas porcentuais elevaram a média de consumo no Estado para 6,1%, o que é superior aos índices do Nordeste (4%) e do Brasil (3,8%).

Pois é, na nota anterior (de sexta-feira 9/02) já haviam sido citados outros índices do RN. O do comércio varejista da Grande Natal que apresentou faturamento real de 17,27% em 2006 sobre o ano anterior. Esse índice colocou o Estado como líder nacional em crescimento de vendas.

Depois houve mais um índice também favorável ao RN. Dessa vez foi o de emprego formal. O Rio Grande do Norte saiu na frente com crescimento de 5,46%, segundo o Ministério do Trabalho, em apuração feita pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e divulgado pela imprensa local.  Novamente, o crescimento ficou acima da média nacional.

Isso quer dizer que, guardada as proporções em relação aos Estados maiores, estamos numa fase excelente de consumo, de mais empregos de carteira assinada e de consumo de energia, que representa também desenvolvimento. Maravilha! Então, o que nos falta para sermos potência? 

Enviado por José Aécio Costa em 12.02.2007 CONTATO TOPO 

Natal vira capital do consumo

Chama a atenção pesquisa realizada pela Fecomércio-RN sobre consumo na Grande Natal, que lidera nacionalmente no faturamento do setor varejista, referente ao ano passado. “O faturamento real do setor, descontada a inflação, foi nada menos que 17,27% maior no ano passado que em 2005”, diz a assessoria de imprensa da entidade.

Toda essa robusta taxa de crescimento bateu de longe as demais regiões metropolitanas do país, pois quem chegou mais perto foi o Estado de Tocantins com 11,21%. São Paulo, por exemplo, aquela potência econômica,coitadinha, teve desempenho de apenas 4,30%. E Rio de Janeiro segurou a laterninha com 1,20%, juntamente com Maringá, 0,81%, de acordo com o ranking nacional exibido.

O desempenho no faturamento das empresas natalenses é engrossado sobretudo pelos segmentos de supermercados (29%), concessionárias de veículos (17,6%) e de combustíveis e lubrificantes (12,3%).

Quer dizer, no ano de 2006, que é o que se refere a pesquisa, os natalenses andaram abrindo a carteira nesses três segmentos, comprando mais comida e bebidas, automóveis e enchendo o tanque de seus carros. 

Isso chama atenção porque, como se sabe, Natal é uma capital de salários baixos. Imagine os outros municípios da região metropolitana. Então, o curioso é saber o que de fato está incrementando o consumo local. Por exemplo: será que o turismo tem tudo a ver com isso? Pode ser.

A sondagem é feita pela Federação do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo do RN em parceria com a Consulte, empresa de pesquisas com nome conhecido na praça. Mas não ofende questionar: será que a metodologia das pesquisas é a mesma para que se possa fazer essa comparação com as outras regiões metropolitanas?

Em caso afirmativo, volta-se ao ponto principal desse questionamento: por que o consumo aqui anda tão disparado?

Enviado por José Aécio Costa em 09.02.2007 CONTATO TOPO

CPMF de provisória a permanente

Quem esperava a CPMF acabar, aquela tributação gerada por movimentação financeira, vá tirando o cavalinho da chuva. Na verdade, a CPMF que foi criada como contribuição provisória, tornou-se de fato permanente, e as promessas de que a alíquota seria reduzida até um dia desaparecer, o governo deu marcha à ré.

Resultado: fomos todos ludibriados. Isso foi no que deu a invenção de se criar neste país um imposto único. A rigor, se criou mais um imposto, em vez de único. Sonho acalentado, à época, pelo empresário – e ex-deputado federal potiguar – Flávio Rocha, com apoio do mundo empresarial.  Lembram-se?

Na entrevista que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deu para o jornal O Globo segunda-feira, deixou claro que o governo Lula mudou de idéia. Pelo contrário, na verdade, o governo quer prorrogá-la por mais dez anos. Já são dois governos que prometem acabar com a CPMF e nada.

Primeiro, foi o governo FHC, que criou a tal contribuição denominada de provisória, mas também não cumpriu com a promessa de acabá-la. Agora, Lula. E assim a tal CPMF vai passando de governo a governo e ficando.

Enviado por José Aécio Costa em 07.02.2007 CONTATO TOPO

Um programa de resultados

Tem um programa aí que está fazendo a diferença em termos de políticas públicas. Trata-se do Protec, que quer dizer programa de apoio tecnológico às micro e pequenas empresas, desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o Sebrae-RN.

Pode até se pensar que seja mais um sigla para efeito de mídia. Mas no balanço que se fez dele em relação ao ano passado, percebe-se que seu desenvolvimento tem surtido os efeitos positivos de acordo com as expectativas geradas.

Em 2006, por exemplo, esse programa atendeu 61 municípios do Rio Grande do Norte, onde foram aplicados recursos em torno de R$ 1,385 milhão em 52 projetos tecnológicos. Ele atendeu a 433 empresas formais dos setores industriais e de serviços, de diversos segmentos de atividades, promovendo a capacitação de cerca de 8.000 pessoas.

Além disso, foram capacitados 1.500 produtores informais do setor de agronegócios (incluindo os segmentos da ovinocaprinocultura, bovinocultura leiteira, fruticultura e a apicultura). Com mais esses números, durante o ano passado, foram capacitados cerca de 9.500 pessoas, compreendendo, nesse universo, pequenos empreendedores.

Criado em 2004, o Protec tem como proposta promover a melhoria e a inovação de produtos, assim como de processos produtivos para elevar o patamar tecnológico e aumentar a competitividade dos pequenos negócios. O programa foi concebido a partir da necessidade de promover o desenvolvimento local por meio da inserção de tecnologia no dia-a-dia das pequenas empresas do Rio Grande do Norte. 

Dado o êxito que o programa vem obtendo entre sua clientela, fortalecido pela parceria da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Sebrae-RN, o programa renovado em 2006 se estenderá por este ano também, com recursos da ordem de R$ 2 milhões. Desse total, o Sebrae participa com R$ 1,5 milhão e o governo do Estado R$ 500 mil.

Em resumo, o Protec sobressai como a força-motriz para importantes segmentos da economia potiguar, a exemplo dos arranjos produtivos locais (APLs) e demandas individuais de microempresários. 

Enviado por José Aécio Costa em 05.02.2007 CONTATO TOPO 

Remédio contra juros absurdos

Uma senhora mostrava-se esta semana indignada com o tamanho dos juros cobrados no rotativo do cartão de crédito em um desses hipermercados natalenses que oferecem facilidades no limite disponível de consumo.

Pois é, só há mesmo um jeito de derrubar esses juros absurdos: não comprar mais no rotativo do cartão e zerar a conta. Depois, para qualquer compra que fizer, se for ainda no cartão de crédito, tem que ser para pagar tudo até o vencimento. Não deixe nenhum saldo devedor.

É esse o cavalo de Tróia dos vivórios para consumidores incautos, ou seja, o que faz a festa deles.

Do contrário, os agiotas oficiais vão continuar metendo a mão em seu dinheiro sem pena, coisa para lhe ver mesmo enforcado. Porque o que é cobrado de juros além do que você realmente deve, não é nada civilizado. É dinheiro para se fazer outra compra igualzinha a que gerou os juros.

Então, essa política de juros exorbitantes, injustos e desumanos, só interessa mesmo a Meirelles (Henrique Meirelles, presidente do Banco Central) e sua turma de banqueiros & companhia. Tudo isso sob o manto da empulhação de controlar a inflação.

Na verdade, a classe média brasileira tem que tomar consciência e deixar de encher os bolsos desses agiotas disfarçados de cavalheiros. Na mais extrema das medidas a saída é quebrar mesmo os cartões, jogar tudo na lata do lixo. Garanto que se faz melhor negócio e o dinheiro renderá no final do mês.

Enviado por José Aécio Costa em 02.02.2007 CONTATO TOPO

Passos da inclusão digital

A exemplo do rádio e depois da televisão, o acesso à internet tende a se popularizar rapidamente com as políticas públicas de inclusão digital em desenvolvimento. Isso vai ser possível com as novas investidas que o poder público está fazendo nessa área.

Notícia recente informa que o governo federal está finalizando acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço de Telefone Fixo Comutado (Abrafix) para integrar a parte de conexão à Internet ao programa Cidadão Conectado-Computador para Todos, o PC Conectado.

Essa medida visa facilitar o acesso da população de baixa renda à Internet, conforme fonte da Presidência da República informou pelos meios de comunicação.  O valor previsto para o acesso é de R$ 7,50.

Contudo, isso ainda está sendo negociado com as operadoras. A questão é saber se a quantidade de horas em relação a esse valor vai ser dez ou 15 horas. O preço sugerido refere-se ao acesso na residência da pessoa por telefonia fixa. Então, acertado isso aí, qualquer pessoa que tenha telefone fixo vai poder ter acesso à internet.

No Rio Grande do Norte, o processo de inclusão digital começa a ganhar corpo nos municípios do Estado, chegando até as áreas rurais. Até outubro do ano passado, pelo menos 50 escolas dessas já estavam em funcionamento, como parte da ação governamental, por meio do programa de apoio à pesquisa e inovação para o desenvolvimento social.

Enviado por José Aécio Costa em 31.01.2007 CONTATO TOPO

Litoral transforma-se em eldorado

O litoral do Rio Grande do Norte, a partir de sua capital Natal, vem se tornando num eldorado dos investimentos imobiliários internacionais. Basta acompanhar o que está acontecendo nesse setor para constatar essa realidade. Por exemplo, a notícia mais recente é a de que dois conceituados nomes do mercado local (a Ecocil e a Abreu Imóveis) firmaram parceria com grupo italiano para importante investimento condominial.

Trata-se dos investidores italianos Davide Bizzi e Paolo Dini, sócios-fundadores do grupo Bi & Di Real Estate que vão fazer seu primeiro investimento no Brasil e optaram por Natal para isso.

O investimento do grupo destina-se a construção do condomínio residencial Estrela do Atlântico, que ficará localizado na Rota do Sol, próximo a Ponta Negra. A parceria com as empresas locais prevê que caberá à Ecocil edificar o empreendimento e à Abreu Imóveis comercializar.

Esse grupo europeu tem sede em Milão e atuação destacada nas principais cidades italianas, como Milão, Roma e Bologna, nos países bálticos (Estônia e Letônia), além de Espanha, México e Cuba. Atualmente, prepara-se para fazer chegar seus investimentos a Nova Iorque.

Fala-se muito bem desse grupo que, com apenas seis anos de atuação internacional, dedica-se à avaliação da rentabilidade de investimentos e a novas oportunidades de negócios, viabilizando assim projetos habitacionais rentáveis para seus parceiros e compradores.

O exemplo acima é apenas ilustrativo do que acontece no litoral do RN, pois muitos outros investimentos estão aportando por aqui. Basta dizer que, ultimamente, veranistas nativos estão recebendo ofertas irrecusáveis para vender sua casa de praia. Conta-se que a especulação anda solta, duplicando e até triplicando preços de imóveis.  

Enviado por José Aécio Costa em 29.01.2007 CONTATO TOPO

Cooperativismo para baixar custos

Vira-e-mexe, o cooperativismo que já esteve em alta neste país em tempos passados, volta a ser alternativa.  Principalmente, em tempos de juros altos e encargos financeiros pesados. Atividades produtivas no Rio Grande do Norte estão recorrendo a esse sistema para atenuar custos operacionais.

É com essa concepção que está em gestação a Credcom, ou seja, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários da Região Metropolitana de Natal.

Com a idéia no papel, um grupo de entidades empresariais partiu para fazê-la valer na prática. A Credcom é uma iniciativa da Fecomércio/RN, CDL/Natal e Seturn. O grupo pretende assim promover redução dos custos das operações financeiras e facilitar o acesso ao crédito das empresas cooperadas do comércio, serviços e turismo.

Não é só. A cooperativa visa gerar lucros para seus associados com uma política de crédito produtiva e orientada para possibilitar a manutenção dos recursos e, em conseqüência, seu crescimento. E mais: o sistema acena com taxa de juros inferior a do mercado.

A Credcom inicia atividades com 93 cooperados mas pretende ter alcance muito maior, conquistando um mercado potencial de 16 mil empresas da região da Grande Natal.

Enviado por José Aécio Costa em 26.01.2007 CONTATO TOPO

Safra de reformas e choques

Curioso é que até aqui não se sabe bem com que objetivo foi feito a reforma administrativa do governo do Rio Grande do Norte. Não se pode creditá-la apenas ao desejo de acomodação dos quadros políticos como apontam as especulações. Uma reforma administrativa deve ir muito além disso e ter objetivos claros, definidos e justificáveis.

Também é difícil acreditar que seja apenas pelo impulso do modismo. Reformas administrativas e choques de gestão estão na ordem do dia. Mas deve existir de fato uma razão sustentável. Por exemplo, o governo cearense fez sua reforma administrativa e já mostrou o que pretende com ela: o enxugamento da máquina com uma economia de R$ 60 milhões por ano.

Por aqui se tem notícia de que a reforma da governadora Wilma de Faria criou uma estrutura governamental maior de órgãos e cargos, que, a princípio, é inegável que não concorra para aumento de mais despesas do erário estadual. 

Governos são assim: um faz, o outro desmancha e a história se repete sucessivamente. Agora mesmo, por exemplo, duas empresas que estão sendo criadas, uma na área da habitação (Cehab) e outra na do turismo (Emprotur) ambas já existiram no passado. Mas num desses enxugamentos, elas foram extintas. Pois bem, elas estão de volta. E é assim que caminham os governantes, os de hoje e os de ontem.

Enviado por José Aécio Costa em 24.01.2007 CONTATO TOPO

Pois é, quem diria, o Carrefour

Esse gigante que é o Carrefour, a rede mundial de hipermercados francesa, esteve prestes a fechar no Brasil e bater em retirada.  Isso foi há pouco mais de um ano, quando seu presidente, o espanhol José Luís Duran, ameaçou sair do Brasil num prazo máximo de dois anos caso os resultados locais da empresa não melhorassem e os negócios não voltassem a crescer na velocidade desejada.

Bem, quem conta essa história é o portal da revista Exame que, por sua vez, atribui tal revelação a uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal, divulgada há poucos dias.

Na época, segundo o portal da Exame, os negócios da subsidiária brasileira do Carrefour vinham minguando. A rede sofria de uma aparentemente crônica incapacidade de crescer, diante de seus principais concorrentes – o grupo Pão de Açúcar e o Wal-Mart – que expandiam rapidamente suas operações no país, cada vez mais.

Tanto era assim que, há seis anos, o Carrefour brasileiro participava com 12% do faturamento global da empresa. Atualmente, essa participação é de apenas 5%, segundo a notícia do portal. Por isso, o Brasil deixava de ser atrativo. Então, reagir e evitar a saída do gigante era a única alternativa para os executivos locais.

E foi assim que fizeram. Nos últimos meses, a rede passou por uma reestruturação que incluiu da renovação do quadro de funcionários ao corte brutal de custos, ainda de acordo com a notícia.

No entanto, a ameaça de abandono do mercado brasileiro ainda é tabu na sede do Carrefour, localizada no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Conta-se que os executivos não admitem oficialmente, mas por vários meses o ultimato assombrou o negócio.  

Aqui, em Natal, a rede francesa opera com dois hipermercados, um na zona sul (mais antigo) e outro na zona norte (inaugurado recentemente).

Enviado por José Aécio Costa em 22.01.2007 CONTATO TOPO

Receio de perda da Transnordestina

Nem Pernambuco, que nos levou a refinaria de petróleo, escapa do receio de ser passado para trás. Editorial do Jornal do Commercio manifesta o temor de aquele Estado ficar de fora do projeto da Transnordestina, importante obra ferroviária prevista para a região, da qual foi excluído o Rio Grande do Norte, mais um projeto perdido.

Segundo o JC edição do dia 15 último, “há rumores de que a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) só iria construir o trecho ferroviário do Ceará”. Diante disso, reclama o artigo de que tal informação foi dada por aquele veículo e até aquela data ninguém se mexeu para dizer que se tratava de equívoco.

Em seguida diz lá o bravo jornal: “Isso é muito ruim para Pernambuco e os rumores incomodam. Até porque dar esse tratamento preferencial a um trecho destinado a fortalecer o porto de Pecém significaria evidente prejuízo para Suape, que é concorrente do porto cearense”.

Mais adiante tenta desconversar: “Claro, não queremos acreditar que esteja ganhando forma na calada da noite nenhuma atitude que signifique discriminação contra Pernambuco. Entretanto, o povo, muito sabiamente, costuma alertar: onde há fumaça...”.

Daí justifica que “cumpre a todas as autoridades de Pernambuco, à sua elite dirigente, organizações empresariais, trabalhistas, cobrarem uma definição da Companhia Ferroviária do Nordeste.”

Enquanto isso, políticos norte-rio-grandenses continuam arengando, em vez de se unirem pela obra estrutural e imprescindível do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Se não cuidarem, perderemos mais essa.

      Enviado por José Aécio Costa em 19.01.2007 CONTATO TOPO

 

José Aécio Costa é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) na turma de 1979. Atuou como repórter do jornal Tribuna do Norte, em Natal, por mais de uma década em várias editorias. Trabalhou na extinta revista RN Econômico como repórter especial e colunista de economia. Exerceu também o cargo de editor-chefe do Jornal de Natal e de redator-chefe da revista FOCO, da qual atualmente é colunista da editoria de Opinião. CONTATO TOPO

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