Fatos & Comentários com José Aécio Costa

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CONTATO 

Atualidades - Política - Economia - Por José Aécio Costa


 

Dezesseis anos de código do consumidor

Embora poucos se lembrem, é notável que após 16 anos da publicação do Código de Defesa do Consumidor, muito se evoluiu de lá para cá. Sim, porque os consumidores se conscientizaram de seus direitos e aprenderam a cobrá-los quando necessários, enquanto as empresas mudaram o comportamento e passaram a cumprir deveres conforme a legislação, de forma que os efeitos nesse campo têm sido visíveis.

Se bem que ainda existem exceções, as quais devem ser mantidas sob  vigilância dos cidadãos conscientes que podem buscar ajuda nos órgãos competentes, a exemplo dos Procons. Contudo, apenas para ilustrar, os bancos se enquadram ainda entre os focos de resistência à boa convivência com os clientes. Fazer funcioná-los de forma a que a clientela não seja massacrada nas filas quilométricas das agências não tem sido tarefa fácil.

Também fazê-los manter equipamentos dos serviços de auto-atendimento bem conservados e funcionando satisfatoriamente, tem sido outro direito do consumidor e dever dos bancos afetados. A questão é que, a manutenção para o uso desses equipamentos representa custo, e bancos parecem que só querem saber mesmo de lucro.

Afora exceções assim, os cidadãos deste país têm muito a comemorar nestes 16 anos de vigência desse instrumento de defesa dos seus direitos nas relações de consumo.

Enviado por José Aécio Costa em 14.03.2007 CONTATO TOPO   

 

NOTAS ANTERIORES 

. Importância dos trabalhos censitários
. Sucessão em chapa de consenso
. Combate ao efeito estufa
. Fortalecendo o turismo natalense

. Quem avista, amigo é

. A crônica superlotação hospitalar

. Quem paga mais pelo peixe

. Cientistas do mundo todo em Natal

. Ainda na ressaca do Carnaval

. O Carnaval de índices do RN

. É mais um verão... E nada!

. RN de índices para cima

. CPMF de provisória a permanente

. Um progama de resultados

. Remédio contra juros absurdos

. Arquivo F & C

Importância dos trabalhos censitários

Dois importantes trabalhos censitários estão sendo preparados pelo IBGE para ser iniciados a partir de 16 de abril. Um é o censo agropecuário que vai levantar dados sobre a mais completa estrutura e a produção da agricultura e da pecuária brasileiras. Esse censo vai atualizar informações defasadas em mais de uma década.

O outro é a contagem da população, uma operação censitária realizada entre dois censos demográficos, ou seja, no meio de cada década. Este tem como objetivo atualizar as estimativas de população, incorporando mudanças ocorridas no território nacional, desde o Censo Demográfico 2000.

Portanto, como se vê pelas informações acima, esses censos já deviam ter sido realizados há muito tempo. Entretanto, por falta de recursos financeiros eles deixam de ser feitos no tempo certo, retardando a atualização de dados tão importantes para a vida do país, dos Estados e dos municípios.

Por exemplo: o cenário agrícola brasileiro mudou bastante nos últimos dez anos. Foi exatamente nesse período que o setor agropecuário mais se transformou, cresceu e contribuiu para a geração de saldos importantes na economia brasileira.

Já a contagem da população tornou-se um instrumento essencial para o atendimento de demandas de informações demográficas por parte de vários setores da sociedade. Basta dizer que a contagem populacional será fundamental, neste momento, para atualizar dados que vão ser de grande utilidade na eqüidade da distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). 

Enviado por José Aécio Costa em 12.03.2007 CONTATO TOPO   

Sucessão em chapa de consenso

Com a eleição do empresário Wagner Patriota (Drogarias Globo) para suceder seu colega Marcelo Fernandes de Queiroz na presidência do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do RN, está se confirmando o que já havia sido adiantado neste espaço da coluna (comentário sobre “Comércio fortalece lideranças” postado dia 15/01/2007).   

Na ocasião, foi comentado que o empresário farmacista Marcelo Queiroz estava sendo preparado para a eleição da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo, a Fecomércio/RN, da qual atualmente é vice-presidente. De fato, o assunto hoje é de conhecimento público e está nas colunas da mídia impressa, ratificando o que havia sido dito.

Queiroz deverá ser o sucessor do atual presidente Marcantoni Gadelha, já concluindo seu segundo mandato. Tudo indica e leva a crer, em chapa consensual, sem a disputa acirrada dos últimos dois pleitos da entidade, que rachou seu colegiado e trouxe muitas brigas internas. O candidato faz o tipo pacificador, é uma peculiaridade de seu perfil.

 Marcelo Queiroz, que deixa agora o sindicato de produtos farmacêuticos, dirige a Unifarma, rede de pequenas e médias farmácias agregadas sob essa marca, criada por ele e outros companheiros para enfrentar no mercado as grandes redes varejistas do setor.

Enviado por José Aécio Costa em 09.03.2007 CONTATO TOPO   

Combate ao efeito estufa

Numa boa iniciativa, o Horto Pitimbú, ONG parceira da Prefeitura de Natal, sai na frente e contribui para reduzir o aquecimento do efeito estufa nesta bela cidade. Mantém em seu horto 25 mil mudas, das quais cerca de 10 mil são destinadas à arborização desta capital.

É um exemplo a ser seguido diante das ameaças do efeito estufa em relação às suas conseqüências para a natureza e a humanidade deste planeta, haja vista a discussão em torno do assunto.

Criada em 1989, no bairro natalense de Cidade Satélite, a ONG atua nas questões ambientais urbanas de Natal, com espécies típicas da flora local. Faz muito bem a todos nós, pois o calor que vem marcando os termômetros nos últimos anos na cidade é literalmente intolerável.

Essa é uma prova de que a cidade está precisando de mais verde para amenizar a temperatura. O trabalho desenvolvido no horto é quase que exclusivamente para a manutenção e estoque de mudas. As mudas estocadas são distribuídas somente para os que desejam ajudar no plantio em canteiros ou praças desta cidade.

Mas, além disso, a ONG faz também o trabalho educativo, promovendo palestras direcionadas às escolas e universidades, tendo como foco central o planejamento urbano e a questão do meio ambiente. Quem ainda não conhece esse horto pode visitá-lo. O horto recebe cerca de 600 visitas anuais.

Enviado por José Aécio Costa em 07.03.2007 CONTATO TOPO   

Fortalecendo o turismo natalense

A Coohotur, que vem ser a Cooperativa de Desenvolvimento da Atividade Hoteleira e Turística, responsável pela gestão do Centro de Convenções de Natal, está de agenda lotada até junho. São 35 eventos agendados até lá e outros em negociação, que deverá fazer com que o índice de ocupação do equipamento, que atualmente é de 230 dias por ano, bata recorde em 2007.

Isso tem sido motivo de sobra para a entidade comemorar, haja vista que tais resultados contribuem para o fortalecimento do turismo potiguar, especialmente o crescimento da atividade nesta capital.

Um exemplo dado pela Coohotur do trabalho que vem realizando é o do evento ocorrido no último dia 27. Com programação de test-drives, jantares e convenções, a Fiat promoveu o lançamento do novo Pálio no Brasil, com a presença de diretores e convidados de 18 países, consolidando o Centro de Convenções como estrutura capaz de sediar eventos de porte internacional.

A Coohotur desfila outros eventos que ocorrerão neste primeiro semestre, como o VI Salão Imobiliário de Natal agora em março, que contará com mais de 200 estandes e deverá movimentar cerca de 1.500 pessoas por dia entre os dias 21 e 24 deste mês.

Além disso, consta também na agenda eventos locais, a exemplo do "Strike Brasil", "Fenafit", Congresso do Rotary Club Brasil, "Encontro Nacional de Internautas" e a "Bienal do Livro", entre outros.

Na verdade, esse é um trabalho de nove anos de administração, colhendo atualmente os resultados esperados. Isso torna o Centro de Convenções de Natal auto-sustentável, pois não gera qualquer ônus para o governo do Rio Grande do Norte, graças às receitas advindas da realização de eventos. O faturamento em 2006 girou em torno de R$ 4,92 milhões.

Nesse ritmo, a diretoria da Coohotur espera muito mais para o ano em curso, o que faz sentido. Hoje o Centro de Convenções de Natal está mais moderno e bem equipado para receber eventos de porte e incentivar o setor.

Enviado por José Aécio Costa em 05.03.2007 CONTATO TOPO   

Quem avisa, amigo é

É de esperar que o governo do Estado (ou Prefeitura de Natal) se mexa em tempo hábil para evitar que a obra de duplicação do viaduto de Ponta Negra não se torne inócua depois de concluída, por falta da segunda parte do projeto, conforme já avisou o diretor do Dnit/RN, Narcélio Sousa.

Afinal, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura dos Transportes está concluindo sua parte e a outra depende do poder público local. Pois, de acordo com o projeto, para que o congestionamento ali seja solucionado nas horas de pico, no sentido Centro-Ponta Negra, é preciso que uma passarela para pedestres seja instalada logo depois do viaduto. 

Com essa providência, o semáforo existente no local poderá ser removido, deixando livre o trânsito que demanda em direção a Ponta Negra e outros bairros da zona sul. Sem as adequações necessárias nas avenidas Engº Roberto Freire e Ayrton Senna, a obra do Dnit, cujo objetivo é melhorar o fluxo de veículos que usam o viaduto sobre a BR 101, de pouco valerá, advertiu o diretor.

Ainda mais que, com a conclusão da obra, o trânsito pelo local deverá aumentar consideravelmente, conforme prevê o Dnit. É preciso, então, que a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos – ou quem de direito – apresse a complementação do tão esperado projeto de melhorias naquela área de movimentado comércio.

Enviado por José Aécio Costa em 02.03.2007 CONTATO TOPO 

A crônica superlotação hospitalar

Pelos jornais se fica sabendo que a situação de superlotação do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, voltou a se complicar depois do Carnaval, lotando seu Pronto-Socorro Clóvis Sarinho. Por lá, entende-se que isso ocorre por uma questão até mesmo cultural da população, em virtude, é claro, do alto índice de resolutividade dado pelo hospital.

Sem dúvida, o HWG, apesar de ser público, ainda é o único bem equipado e preparado para atender casos de urgência ou emergência no Estado, com respostas satisfatórias. Poderia até ter atendimento melhor, se todos os problemas não convergissem apenas para lá, mas apenas aqueles a que se propõem suas funções. 

Afinal, atualmente são 320 leitos e 95 macas para atender a demanda de casos de urgência e emergenciais, condições consideradas suficientes pela direção, para um atendimento normal. 

Para isso, no entanto, como diz a médica Hélida Bezerra, diretora do pronto-socorro, é preciso que a rede municipal de saúde cumpra sua finalidade, realizando triagem dos casos que buscam assistência, nem sempre considerados de urgência ou emergência. Como a população não encontra essa assistência nos postos, acorre ao hospital que é referência maior nos serviços de alta complexidade.

E aí é que se pergunta: cadê aquele projeto de policlínicas para os municípios da Grande Natal que iria ajudar a desafogar o Hospital Walfredo Gurgel, sobretudo seu pronto-socorro? Não se tem notícia mais dele.

Enviado por José Aécio Costa em 28.02.2007 CONTATO TOPO 

Quem paga mais pelo peixe

Nem precisa ser Semana Santa, período de maior tradição de consumo de peixe,  para se deparar com a venda de peixes a preço proibitivo. Basta ir a qualquer supermercado ou peixaria para encontrar lá o pescado de melhor qualidade com preços que giram entre R$ 15 e R$ 18 o quilo – ou até mais que isso. Pelo menos é o que se constata aqui em Natal, num giro pelos locais de venda.

Com preços assim, bem mais elevados do que para a carne bovina, o consumo de peixe é só para quem pode neste país. A princípio, a culpa do preço elevado é atribuída aos atravessadores do pescado, que compra barato na fonte do produto e repassa aos pontos de venda a um preço que encarece.

Se bem que os supermercados, por exemplo, devem carregar também no preço para o consumidor final, que é infelizmente quem paga caro pelo produto. Não se entende por que não existem políticas públicas para baratear o pescado, já que é um produto recomendável para uma dieta saudável e o nosso mar é uma fonte inesgotável. Portanto, a questão não é essa.

Além disso, existe até isenção de ICMS para o consumo de óleo diesel pelos barcos de pesca. No entanto, aparentemente, sem nenhum benefício para o consumidor final que, se quiser de fato se alimentar de peixe, terá que desembolsar uma boa grana.

Quer dizer, esse tipo de política de incentivo sem fiscalização, na prática torná-se inócua, tendo em vista que seus efeitos não chegam até o consumidor, mas se perde nos meandros da especulação. 

Enviado por José Aécio Costa em 26.02.2007 CONTATO TOPO

Cientistas do mundo todo em Natal

O Rio Grande do Norte que tem buscado se desenvolver por meio de pleitos econômicos frustrados, a exemplo da fábrica de barrilha, refinaria de petróleo e o pólo gás-sal, não pode deixar de aproveitar a oportunidade que está sendo dada em outra área, a da ciência.

É fato hoje que o RN tornou-se privilegiado ao ser o escolhido para instalação de uma das mais importantes instituições científicas de projeção mundial, com a instalação do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, o IINN, já em construção e desenvolvendo atividades.

Por força desse projeto, trouxe para cá a realização do 2º Simpósio Internacional de Neurociência, um dos mais expressivos eventos na área de conhecimento científico. O encontro vai reunir durante três dias, a começar desta sexta-feira 23 até domingo, cerca de 700 cientistas entre conferencistas e pesquisadores, muitos deles de renome mundial.

Aqui, esses estudiosos do cérebro humano repassarão conhecimentos e ações realizadas pela ciência, para que se inicie assim importante processo de descentralização.

Mas esse esforço empreendido poderia ser poupado de se dizer que precisa contar com apoio das autoridades governamentais locais. Afinal, a capital do RN ganha notoriedade numa área de conhecimento invejável, que qualquer outra cidade brasileira gostaria de conquistar esse feito. Seja pelo que esse evento, assim como a instituição, representam para o país, seja pela relevância dessa área de estudos da neurociência.

Enviado por José Aécio Costa em 23.02.2007 CONTATO TOPO

Ainda na ressaca do Carnaval

Estamos retornando às atividades de rotina, ainda na ressaca do Carnaval, com dois sérios problemas, em duas áreas vitais da administração estadual, que aguardam soluções do governo do Rio Grande do Norte. Um se refere à segurança pública e o outro ao setor de saúde.

No primeiro caso, temos uma greve de policiais militares que comprometeu em parte o serviço de policiamento desta capital, concorrendo para maior número de ocorrências em relação ao Carnaval de 2006. Isso é fato já divulgado pelos meios de comunicação, inclusive, admitido por autoridades policiais. A Polícia Militar reivindica cumprimento de acordo remunerativo firmado e não cumprido.

O outro problema se passa no setor de saúde com uma greve também, esta dos médicos do Estado, que fincaram o pé e ameaçam pedir demissão em massa, caso o governo não atenda as reivindicações específicas da categoria. Não concordam com o plano de cargos, carreira e remuneração (PCCR) criado para os servidores da Secretaria Estadual de Saúde e querem tratamento diferenciado. Ainda bem, que os hospitais da capital funcionaram sem problemas no decorrer desses dias de Carnaval, conforme as notícias dadas.

Com essas categorias, de acordo com o que afirmam suas lideranças, o governo Wilma de Faria havia se comprometido em atendê-los, quando das primeiras reações no ano passado, antes das eleições de outubro.

Bem, a questão aí não é saber quem tem razão. O que a sociedade norte-rio-grandense não aceita é a precariedade desses serviços públicos, a ponto de afetar a segurança da população e colocar sob risco de vida o atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde. Por isso, pede-se bom senso de ambos os lados e respostas rápidas para solução dos problemas aí expostos.

Enviado por José Aécio Costa em 21.02.2007 CONTATO TOPO

O Carnaval de índices do RN

Mais um índice de 2006 coloca o Rio Grande do Norte como destaque em outro ranking nacional. Como se não bastasse o de maior faturamento real do comércio varejista, de mais emprego formal e de maior consumo de energia no segmento residencial, desta vez o RN destaca-se como o maioral que mais paga ICMS por contribuinte, de acordo com a média nacional e da região Nordeste.

O valor do ICMS per capita do contribuinte potiguar representa R$ 662,58. Isso deixa o Estado acima das médias nacional (R$ 494,85) e nordestina (R$ 524,80). Na comparação com os demais Estados, o RN tem o maior ICMS per capita do Nordeste e o 14º maior do país.

A fonte, a exemplo do ranking do faturamento real do varejo, novamente é a Fecomércio/RN, que tem se dedicado a fazer incursões nessa área de seu interesse. Diz o estudo que a receita de ICMS no Rio Grande do Norte de janeiro a dezembro de 2006 foi em torno de R$ 1,9 bilhão, um valor 13,45% maior do que todo o montante arrecadado no ano passado.

Com esses índices, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN demonstra a importância do setor para o Estado, fortalecendo futuras políticas da entidade. Mais um motivo para cair na folia que está começando e que só pára na quarta-feira de cinzas.

Enviado por José Aécio Costa em 16.02.2007 CONTATO TOPO

É mais um verão... E nada!

Mais um verão está chegando ao fim, sem que a praia de Caraúbas, no litoral norte, a uns 70 km de Natal, tenha estradas de acesso que ofereça uma opção razoável. A praia, um lugarejo pertencente a Barra de Maxaranguape, só se chega até lá por estradas de barro em péssimas condições de tráfego.

Existem pelos menos três alternativas ao se deixar a BR 101: uma por Barra de Maxaranguape, outra mais adiante depois de Muriú e, ainda, a terceira mais à frente por Maracajau, onde fica o Manoa – equipamento turístico de grande atração.  Este trecho, sim, está asfaltado faz tempo. Mas só até lá.

Porém, de lá até Caraúbas que fica vizinha, a cerca de dez minutos, o trecho é a barro e sem oferecer as mínimas condições. Muito já se prometeu fazer um desses acessos asfaltado até Caraúbas. Até este verão, porém, nada. Talvez, só quando os gringos chegarem por lá. Assim, não se faz bom turismo.

Prefeitura de Barra e governo do Estado precisam se entender em relação a esse investimento tão esperado pela comunidade de nativos e veranistas. 

Enviado por José Aécio Costa em 14.02.2007 CONTATO TOPO

RN de índices para cima

Mais um índice que nos é favorável e nos coloca como o primeiro no ranking nacional: agora é o de energia, conforme saiu no jornal de domingo 11. Sim, senhor. O Rio Grande do Norte também é o primeiro em consumo de energia elétrica, com o registro de incremento de 8,8% no segmento residencial referente ao ano de 2006, dados da Cosern.

Esse é o maior índice do Nordeste, segundo a reportagem dominical da Tribuna do Norte, da repórter Emídia Felipe. Nos setores de comércio e indústria, os aumentos foram de 9,9% e 5,9%, respectivamente. Essas taxas porcentuais elevaram a média de consumo no Estado para 6,1%, o que é superior aos índices do Nordeste (4%) e do Brasil (3,8%).

Pois é, na nota anterior (de sexta-feira 9/02) já haviam sido citados outros índices do RN. O do comércio varejista da Grande Natal que apresentou faturamento real de 17,27% em 2006 sobre o ano anterior. Esse índice colocou o Estado como líder nacional em crescimento de vendas.

Depois houve mais um índice também favorável ao RN. Dessa vez foi o de emprego formal. O Rio Grande do Norte saiu na frente com crescimento de 5,46%, segundo o Ministério do Trabalho, em apuração feita pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e divulgado pela imprensa local.  Novamente, o crescimento ficou acima da média nacional.

Isso quer dizer que, guardada as proporções em relação aos Estados maiores, estamos numa fase excelente de consumo, de mais empregos de carteira assinada e de consumo de energia, que representa também desenvolvimento. Maravilha! Então, o que nos falta para sermos potência? 

Enviado por José Aécio Costa em 12.02.2007 CONTATO TOPO 

Natal vira capital do consumo

Chama a atenção pesquisa realizada pela Fecomércio-RN sobre consumo na Grande Natal, que lidera nacionalmente no faturamento do setor varejista, referente ao ano passado. “O faturamento real do setor, descontada a inflação, foi nada menos que 17,27% maior no ano passado que em 2005”, diz a assessoria de imprensa da entidade.

Toda essa robusta taxa de crescimento bateu de longe as demais regiões metropolitanas do país, pois quem chegou mais perto foi o Estado de Tocantins com 11,21%. São Paulo, por exemplo, aquela potência econômica,coitadinha, teve desempenho de apenas 4,30%. E Rio de Janeiro segurou a laterninha com 1,20%, juntamente com Maringá, 0,81%, de acordo com o ranking nacional exibido.

O desempenho no faturamento das empresas natalenses é engrossado sobretudo pelos segmentos de supermercados (29%), concessionárias de veículos (17,6%) e de combustíveis e lubrificantes (12,3%).

Quer dizer, no ano de 2006, que é o que se refere a pesquisa, os natalenses andaram abrindo a carteira nesses três segmentos, comprando mais comida e bebidas, automóveis e enchendo o tanque de seus carros. 

Isso chama atenção porque, como se sabe, Natal é uma capital de salários baixos. Imagine os outros municípios da região metropolitana. Então, o curioso é saber o que de fato está incrementando o consumo local. Por exemplo: será que o turismo tem tudo a ver com isso? Pode ser.

A sondagem é feita pela Federação do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo do RN em parceria com a Consulte, empresa de pesquisas com nome conhecido na praça. Mas não ofende questionar: será que a metodologia das pesquisas é a mesma para que se possa fazer essa comparação com as outras regiões metropolitanas?

Em caso afirmativo, volta-se ao ponto principal desse questionamento: por que o consumo aqui anda tão disparado?

Enviado por José Aécio Costa em 09.02.2007 CONTATO TOPO

CPMF de provisória a permanente

Quem esperava a CPMF acabar, aquela tributação gerada por movimentação financeira, vá tirando o cavalinho da chuva. Na verdade, a CPMF que foi criada como contribuição provisória, tornou-se de fato permanente, e as promessas de que a alíquota seria reduzida até um dia desaparecer, o governo deu marcha à ré.

Resultado: fomos todos ludibriados. Isso foi no que deu a invenção de se criar neste país um imposto único. A rigor, se criou mais um imposto, em vez de único. Sonho acalentado, à época, pelo empresário – e ex-deputado federal potiguar – Flávio Rocha, com apoio do mundo empresarial.  Lembram-se?

Na entrevista que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deu para o jornal O Globo segunda-feira, deixou claro que o governo Lula mudou de idéia. Pelo contrário, na verdade, o governo quer prorrogá-la por mais dez anos. Já são dois governos que prometem acabar com a CPMF e nada.

Primeiro, foi o governo FHC, que criou a tal contribuição denominada de provisória, mas também não cumpriu com a promessa de acabá-la. Agora, Lula. E assim a tal CPMF vai passando de governo a governo e ficando.

Enviado por José Aécio Costa em 07.02.2007 CONTATO TOPO

Um programa de resultados

Tem um programa aí que está fazendo a diferença em termos de políticas públicas. Trata-se do Protec, que quer dizer programa de apoio tecnológico às micro e pequenas empresas, desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o Sebrae-RN.

Pode até se pensar que seja mais um sigla para efeito de mídia. Mas no balanço que se fez dele em relação ao ano passado, percebe-se que seu desenvolvimento tem surtido os efeitos positivos de acordo com as expectativas geradas.

Em 2006, por exemplo, esse programa atendeu 61 municípios do Rio Grande do Norte, onde foram aplicados recursos em torno de R$ 1,385 milhão em 52 projetos tecnológicos. Ele atendeu a 433 empresas formais dos setores industriais e de serviços, de diversos segmentos de atividades, promovendo a capacitação de cerca de 8.000 pessoas.

Além disso, foram capacitados 1.500 produtores informais do setor de agronegócios (incluindo os segmentos da ovinocaprinocultura, bovinocultura leiteira, fruticultura e a apicultura). Com mais esses números, durante o ano passado, foram capacitados cerca de 9.500 pessoas, compreendendo, nesse universo, pequenos empreendedores.

Criado em 2004, o Protec tem como proposta promover a melhoria e a inovação de produtos, assim como de processos produtivos para elevar o patamar tecnológico e aumentar a competitividade dos pequenos negócios. O programa foi concebido a partir da necessidade de promover o desenvolvimento local por meio da inserção de tecnologia no dia-a-dia das pequenas empresas do Rio Grande do Norte. 

Dado o êxito que o programa vem obtendo entre sua clientela, fortalecido pela parceria da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Sebrae-RN, o programa renovado em 2006 se estenderá por este ano também, com recursos da ordem de R$ 2 milhões. Desse total, o Sebrae participa com R$ 1,5 milhão e o governo do Estado R$ 500 mil.

Em resumo, o Protec sobressai como a força-motriz para importantes segmentos da economia potiguar, a exemplo dos arranjos produtivos locais (APLs) e demandas individuais de microempresários. 

Enviado por José Aécio Costa em 05.02.2007 CONTATO TOPO 

Remédio contra juros absurdos

Uma senhora mostrava-se esta semana indignada com o tamanho dos juros cobrados no rotativo do cartão de crédito em um desses hipermercados natalenses que oferecem facilidades no limite disponível de consumo.

Pois é, só há mesmo um jeito de derrubar esses juros absurdos: não comprar mais no rotativo do cartão e zerar a conta. Depois, para qualquer compra que fizer, se for ainda no cartão de crédito, tem que ser para pagar tudo até o vencimento. Não deixe nenhum saldo devedor.

É esse o cavalo de Tróia dos vivórios para consumidores incautos, ou seja, o que faz a festa deles.

Do contrário, os agiotas oficiais vão continuar metendo a mão em seu dinheiro sem pena, coisa para lhe ver mesmo enforcado. Porque o que é cobrado de juros além do que você realmente deve, não é nada civilizado. É dinheiro para se fazer outra compra igualzinha a que gerou os juros.

Então, essa política de juros exorbitantes, injustos e desumanos, só interessa mesmo a Meirelles (Henrique Meirelles, presidente do Banco Central) e sua turma de banqueiros & companhia. Tudo isso sob o manto da empulhação de controlar a inflação.

Na verdade, a classe média brasileira tem que tomar consciência e deixar de encher os bolsos desses agiotas disfarçados de cavalheiros. Na mais extrema das medidas a saída é quebrar mesmo os cartões, jogar tudo na lata do lixo. Garanto que se faz melhor negócio e o dinheiro renderá no final do mês.

Enviado por José Aécio Costa em 02.02.2007 CONTATO TOPO

Passos da inclusão digital

A exemplo do rádio e depois da televisão, o acesso à internet tende a se popularizar rapidamente com as políticas públicas de inclusão digital em desenvolvimento. Isso vai ser possível com as novas investidas que o poder público está fazendo nessa área.

Notícia recente informa que o governo federal está finalizando acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço de Telefone Fixo Comutado (Abrafix) para integrar a parte de conexão à Internet ao programa Cidadão Conectado-Computador para Todos, o PC Conectado.

Essa medida visa facilitar o acesso da população de baixa renda à Internet, conforme fonte da Presidência da República informou pelos meios de comunicação.  O valor previsto para o acesso é de R$ 7,50.

Contudo, isso ainda está sendo negociado com as operadoras. A questão é saber se a quantidade de horas em relação a esse valor vai ser dez ou 15 horas. O preço sugerido refere-se ao acesso na residência da pessoa por telefonia fixa. Então, acertado isso aí, qualquer pessoa que tenha telefone fixo vai poder ter acesso à internet.

No Rio Grande do Norte, o processo de inclusão digital começa a ganhar corpo nos municípios do Estado, chegando até as áreas rurais. Até outubro do ano passado, pelo menos 50 escolas dessas já estavam em funcionamento, como parte da ação governamental, por meio do programa de apoio à pesquisa e inovação para o desenvolvimento social.

Enviado por José Aécio Costa em 31.01.2007 CONTATO TOPO

Litoral transforma-se em eldorado

O litoral do Rio Grande do Norte, a partir de sua capital Natal, vem se tornando num eldorado dos investimentos imobiliários internacionais. Basta acompanhar o que está acontecendo nesse setor para constatar essa realidade. Por exemplo, a notícia mais recente é a de que dois conceituados nomes do mercado local (a Ecocil e a Abreu Imóveis) firmaram parceria com grupo italiano para importante investimento condominial.

Trata-se dos investidores italianos Davide Bizzi e Paolo Dini, sócios-fundadores do grupo Bi & Di Real Estate que vão fazer seu primeiro investimento no Brasil e optaram por Natal para isso.

O investimento do grupo destina-se a construção do condomínio residencial Estrela do Atlântico, que ficará localizado na Rota do Sol, próximo a Ponta Negra. A parceria com as empresas locais prevê que caberá à Ecocil edificar o empreendimento e à Abreu Imóveis comercializar.

Esse grupo europeu tem sede em Milão e atuação destacada nas principais cidades italianas, como Milão, Roma e Bologna, nos países bálticos (Estônia e Letônia), além de Espanha, México e Cuba. Atualmente, prepara-se para fazer chegar seus investimentos a Nova Iorque.

Fala-se muito bem desse grupo que, com apenas seis anos de atuação internacional, dedica-se à avaliação da rentabilidade de investimentos e a novas oportunidades de negócios, viabilizando assim projetos habitacionais rentáveis para seus parceiros e compradores.

O exemplo acima é apenas ilustrativo do que acontece no litoral do RN, pois muitos outros investimentos estão aportando por aqui. Basta dizer que, ultimamente, veranistas nativos estão recebendo ofertas irrecusáveis para vender sua casa de praia. Conta-se que a especulação anda solta, duplicando e até triplicando preços de imóveis.  

Enviado por José Aécio Costa em 29.01.2007 CONTATO TOPO

Cooperativismo para baixar custos

Vira-e-mexe, o cooperativismo que já esteve em alta neste país em tempos passados, volta a ser alternativa.  Principalmente, em tempos de juros altos e encargos financeiros pesados. Atividades produtivas no Rio Grande do Norte estão recorrendo a esse sistema para atenuar custos operacionais.

É com essa concepção que está em gestação a Credcom, ou seja, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários da Região Metropolitana de Natal.

Com a idéia no papel, um grupo de entidades empresariais partiu para fazê-la valer na prática. A Credcom é uma iniciativa da Fecomércio/RN, CDL/Natal e Seturn. O grupo pretende assim promover redução dos custos das operações financeiras e facilitar o acesso ao crédito das empresas cooperadas do comércio, serviços e turismo.

Não é só. A cooperativa visa gerar lucros para seus associados com uma política de crédito produtiva e orientada para possibilitar a manutenção dos recursos e, em conseqüência, seu crescimento. E mais: o sistema acena com taxa de juros inferior a do mercado.

A Credcom inicia atividades com 93 cooperados mas pretende ter alcance muito maior, conquistando um mercado potencial de 16 mil empresas da região da Grande Natal.

Enviado por José Aécio Costa em 26.01.2007 CONTATO TOPO

Safra de reformas e choques

Curioso é que até aqui não se sabe bem com que objetivo foi feito a reforma administrativa do governo do Rio Grande do Norte. Não se pode creditá-la apenas ao desejo de acomodação dos quadros políticos como apontam as especulações. Uma reforma administrativa deve ir muito além disso e ter objetivos claros, definidos e justificáveis.

Também é difícil acreditar que seja apenas pelo impulso do modismo. Reformas administrativas e choques de gestão estão na ordem do dia. Mas deve existir de fato uma razão sustentável. Por exemplo, o governo cearense fez sua reforma administrativa e já mostrou o que pretende com ela: o enxugamento da máquina com uma economia de R$ 60 milhões por ano.

Por aqui se tem notícia de que a reforma da governadora Wilma de Faria criou uma estrutura governamental maior de órgãos e cargos, que, a princípio, é inegável que não concorra para aumento de mais despesas do erário estadual. 

Governos são assim: um faz, o outro desmancha e a história se repete sucessivamente. Agora mesmo, por exemplo, duas empresas que estão sendo criadas, uma na área da habitação (Cehab) e outra na do turismo (Emprotur) ambas já existiram no passado. Mas num desses enxugamentos, elas foram extintas. Pois bem, elas estão de volta. E é assim que caminham os governantes, os de hoje e os de ontem.

Enviado por José Aécio Costa em 24.01.2007 CONTATO TOPO

Pois é, quem diria, o Carrefour

Esse gigante que é o Carrefour, a rede mundial de hipermercados francesa, esteve prestes a fechar no Brasil e bater em retirada.  Isso foi há pouco mais de um ano, quando seu presidente, o espanhol José Luís Duran, ameaçou sair do Brasil num prazo máximo de dois anos caso os resultados locais da empresa não melhorassem e os negócios não voltassem a crescer na velocidade desejada.

Bem, quem conta essa história é o portal da revista Exame que, por sua vez, atribui tal revelação a uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal, divulgada há poucos dias.

Na época, segundo o portal da Exame, os negócios da subsidiária brasileira do Carrefour vinham minguando. A rede sofria de uma aparentemente crônica incapacidade de crescer, diante de seus principais concorrentes – o grupo Pão de Açúcar e o Wal-Mart – que expandiam rapidamente suas operações no país, cada vez mais.

Tanto era assim que, há seis anos, o Carrefour brasileiro participava com 12% do faturamento global da empresa. Atualmente, essa participação é de apenas 5%, segundo a notícia do portal. Por isso, o Brasil deixava de ser atrativo. Então, reagir e evitar a saída do gigante era a única alternativa para os executivos locais.

E foi assim que fizeram. Nos últimos meses, a rede passou por uma reestruturação que incluiu da renovação do quadro de funcionários ao corte brutal de custos, ainda de acordo com a notícia.

No entanto, a ameaça de abandono do mercado brasileiro ainda é tabu na sede do Carrefour, localizada no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Conta-se que os executivos não admitem oficialmente, mas por vários meses o ultimato assombrou o negócio.  

Aqui, em Natal, a rede francesa opera com dois hipermercados, um na zona sul (mais antigo) e outro na zona norte (inaugurado recentemente).

Enviado por José Aécio Costa em 22.01.2007 CONTATO TOPO

Receio de perda da Transnordestina

Nem Pernambuco, que nos levou a refinaria de petróleo, escapa do receio de ser passado para trás. Editorial do Jornal do Commercio manifesta o temor de aquele Estado ficar de fora do projeto da Transnordestina, importante obra ferroviária prevista para a região, da qual foi excluído o Rio Grande do Norte, mais um projeto perdido.

Segundo o JC edição do dia 15 último, “há rumores de que a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) só iria construir o trecho ferroviário do Ceará”. Diante disso, reclama o artigo de que tal informação foi dada por aquele veículo e até aquela data ninguém se mexeu para dizer que se tratava de equívoco.

Em seguida diz lá o bravo jornal: “Isso é muito ruim para Pernambuco e os rumores incomodam. Até porque dar esse tratamento preferencial a um trecho destinado a fortalecer o porto de Pecém significaria evidente prejuízo para Suape, que é concorrente do porto cearense”.

Mais adiante tenta desconversar: “Claro, não queremos acreditar que esteja ganhando forma na calada da noite nenhuma atitude que signifique discriminação contra Pernambuco. Entretanto, o povo, muito sabiamente, costuma alertar: onde há fumaça...”.

Daí justifica que “cumpre a todas as autoridades de Pernambuco, à sua elite dirigente, organizações empresariais, trabalhistas, cobrarem uma definição da Companhia Ferroviária do Nordeste.”

Enquanto isso, políticos norte-rio-grandenses continuam arengando, em vez de se unirem pela obra estrutural e imprescindível do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Se não cuidarem, perderemos mais essa.

      Enviado por José Aécio Costa em 19.01.2007 CONTATO TOPO

 

José Aécio Costa é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) na turma de 1979. Atuou como repórter do jornal Tribuna do Norte, em Natal, por mais de uma década em várias editorias. Trabalhou na extinta revista RN Econômico como repórter especial e colunista de economia. Exerceu também o cargo de editor-chefe do Jornal de Natal e de redator-chefe da revista FOCO, da qual atualmente é colunista da editoria de Opinião. CONTATO TOPO

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