Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ.


INFORMAÇÕES SOBRE AUTO-HEMOTERAPIA, A TERAPIA QUE CURA ATRAVÉS DO SANGUE

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12.03.2011

Auto-hemoterapia em gestantes, quimioterapia e diabetes

O uso de auto-hemoterapia por mulheres grávidas, pessoas submetidas a tratamento com quimioterapia e diabéticos são alguns dos assuntos esclarecidos pelo Dr. Luiz Moura, no DVD que trata daquela técnica. Segundo o médico, as mulheres grávidas podem fazer auto-hemoterapia, pois não há perigo nenhum. Afirma que “Amamentando, o leite vai conter mais anticorpos do que se ela não fizer a auto-hemoterapia” e que “A criança vai receber um reforço imunológico”.  Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há 180 anos e foi difundida pelo Dr. Luiz Moura, do Rio de Janeiro.

O médico carioca defende que as pessoas que estão fazendo quimioterapia devem fazer a auto-hemoterapia. Explica que no caso da radioterapia não há necessidade de fazer a auto-hemoterapia, porque não vai acrescentar nem beneficiar nada. “Como a quimioterapia afeta negativamente o Sistema Imunológico - porque ela atua como imunossupressora, não só sobre as células neoplásicas ou cancerosas, mas também sobre as células boas, de defesa - então a auto-hemoterapia feita simultaneamente evita que o Sistema Imunológico baixe demasiadamente”, diz Dr. Moura, acrescentando: “Porque não existe ainda uma quimioterapia que seja dirigida especificamente para as células cancerosas, ela debilita também as células de defesa e aí a auto-hemoterapia vai contrabalançar, vai reduzir seus efeitos nocivos”.

A respeito do uso da auto-hemoterapia nas complicações de diabetes defende que seria válido, exemplificando que tratou de uma paciente que teve uma úlcera de pé, que pegou o tornozelo e já se via até os tendões. O caso chegou no nível de amputação, que estava marcado para 2 (dois) ou 3 (três) dias depois. A senhora era diabética havia muitos anos, ele foi chamado para atendê-la e achou que deveria ser tentada a auto-hemoterapia, para evitar a amputação. Ela fez o tratamento de algumas semanas, a úlcera fechou e não teve que amputar.

Recorda que “A mulher veio a falecer uns vinte anos depois, com o seu pé. Ela faleceu em conseqüência da diabetes - de um acidente vascular agudo, enfarto do miocárdio, porque a diabetes produz esses acidentes vasculares. Mas ela morreu com o pé que seria amputado uns vinte anos antes”.  Observa que com a auto-hemoterapia “ela ganhou vinte anos de uma qualidade de vida maior, porque já podia caminhar, andar perfeitamente, sem uso de nenhum aparelho.

Quanto aos casos de cegueira, mostra que diabetes produz uma arterite, uma inflamação na íntima das artérias, e é por isso que leva à cegueira, à falta de oxigenação dos tecidos em função do entupimento. A auto-hemoterapia pode realmente influenciar em alguma coisa, porque dá uma proteção maior à célula, aumenta a sua resistência a essa irritação da glicose. “Não que ela cure - ela não atua curando a diabetes, de maneira nenhuma - mas ela, pelo menos, protege a célula e os efeitos adversos levam mais tempo para ocorrer”, comenta. Assegura também que “É uma forma de retardar a destruição celular que ocorre em função da diabetes, que vai afetando todo o sistema vascular - não só os pequenos vasos, afeta os maiores depois”. Considera que “É uma doença que precisa ser combatida com muitos medicamentos que atuam contra os radicais livres” e que “Não é só controlar a glicose; é necessário evitar agressão à célula pelos radicais livres, isso com vitaminas A, E e C, selênio e várias substâncias que protegem a célula.


09.03.2011

Remédio para vermes ajuda a tratar artrite e outras doenças

Artrite reumatóide, Mal de Hansen, Brucelose e Herpes são doenças que podem ser tratadas com auto-hemoterapia associada a Ascaridil, segundo informa o Dr. Luiz Moura, no DVD em que aborda essa técnica, que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. O médico carioca explica que o Ascaridil é um medicamento usado para vermes, cuja matéria-prima genérica chama-se Cloridrato de Levamisol. Conta que “A ação imuno-moduladora do Ascaridil foi descoberta por acaso por médicos americanos que, fazendo uma campanha contra a verminose na Califórnia, verificaram que os pacientes com leucemia tinham melhorado. Eles resolveram estudar o Cloridrato de Levamisol e descobriram que ele tinha um enorme potencial de estímulo imunológico, e funcionava em uma série de doenças”.

Dr. Moura acrescenta que os médicos americanos descobriram que “Em herpes (o ascaridil) funcionava muito bem - herpes simples, herpes zoster” e que até em hanseníase ele foi usado com ótimos resultados. Foi usado ainda para tratar artrite reumatóide e câncer, estimulando o Sistema Imunológico. Adianta que usavam como coadjuvante da quimioterapia e da radioterapia. “Misteriosamente, o produto com esta finalidade, que se chamava Stimamizol foi retirado do mercado” – estranha, para revelar que “Como eu tenho a cópia da bula do Stimamizol, juntei com a cópia da bula do Ascaridil e dou essas cópias para meus pacientes, para que compreendam o motivo de receitar remédio contra vermes para curar artrite reumatóide, herpes, etc”. 

“O Cloridrato de Levamisol é um modulador imunológico, ele não é apenas um estímulo imunológico”, afirma o Dr. Moura, defendendo que “Somando o Cloridrato de Levamisol à auto-hemoterapia - um modulando, o outro estimulando - funciona muito bem nas doenças auto-imunes”. Garante o médico que “Tomando 2 (dois) comprimidos por semana durante oito semanas  - depois dando um intervalo de um mês para descansar, liberar o organismo do produto - e repetindo o que foi feito, vai ajudar muito numa doença auto-imune que chama-se artrite reumatóide”. Além disso, assegura que funciona no mal de Hansen, na brucelose e dá excelentes resultados no herpes simples e zoster - os dois tipos: genital e labial. Os dois comprimidos de Ascaridil, na dose de 150mg devem ser tomados em (2) dois dias seguidos, um por dia, durante as oito semanas. 

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Leia o conteúdo completo da entrevista do Dr. Luiz Moura no link http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-1.htm


03.03.2011

Efeito da auto-hemoterapia em Ictiose, Aids e Hepatite

 

O tratamento de doenças com ictiose, Aids e hepatite através da auto-hemoterapia também faz parte da abordagem do Dr. Luiz Moura, no DVD que gravou contando suas experiências de mais de sessenta anos com a técnica. A Auto-hemoterapia combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo e vem salvando vidas há mais de cem anos.

No relato a respeito do doente com ictiose, o Dr. Moura informa que não foi uma cura rápida: “Ele levou mais ou menos 1 ano para a pele dele mudar completamente e deixar de apresentar aquelas, como se fosse escamas de peixe, e a secura também da pele, que era muito grande, dava uma aflição, ele sentia um prurido,uma coceira terrível, ele não podia se controlar”. Revela que se tratava de um auxiliar de enfermagem, e isso prejudicava os contatos dele com os pacientes, que ficavam com medo dele.

“Com esse tratamento, com a auto-hemoterapia”, o médico diz que “ele foi gradualmente melhorando, melhorando, é verdade que eu dei também vitamina E, remédios que atuavam na pele, vitamina A, mas o que realmente atuou foi a auto-hemoterapia, foi o mais importante de todo tratamento”, afirma, explicando: “dei minerais também para ele, porque a pele dele não tinha vitalidade nenhuma, uma pele ressecada, como se fosse estrias, toda ela estriada, e com aquelas relevos como se fosse escamas de peixe”. Foi o único caso que ele teve de Ictiose; não lembra de outros.

AIDS

Sobre o uso da auto-hemoterapia por enfermos com AIDS, Dr. Luiz Moura informa que “Tem muitos pacientes aidéticos que fazem a auto-hemoterapia e estão se dando bem. Eles mantêm as taxas que chama-se CD4 em níveis razoáveis, agora como eles fazem uso também de outros medicamentos, eu não posso atribuir só à auto-hemoterapia”. Adianta, entretanto, que “Há uma melhora, o paciente vive bem, eu tenho paciente com muitos anos já vivendo com AIDS, e vida normal, agora, mas eles também fazem uso destes coquetéis junto com a auto-hemoterapia” - repete.

Como a auto-hemoterapia só atua na parte imunológica e a doença é uma doença que atinge o sistema imunológico, é uma imunodeficiência adquirida, ele observa que “pode ser que a auto-hemoterapia esteja dando uma contribuição nesta sobrevida de boa qualidade que há em alguns pacientes que eu trato, não é minha área, eu não sou infectologista, então, não é minha área, mas eu dou como um complemento junto com outros tratamentos que eles fazem, e tem dado bons resultados”.

CURA

Ele destaca, no entanto um caso de cura de AIDS, de um dentista, que se contaminou com o vírus do HIV no consultório; não era um paciente de risco, mas não se protegia como dentista das feridas de clientes com Aids que ele tratava no seu consultório. E fez um exame e deu o HIV positivo. “Eu mandei que ele repetisse, porque eu sabia que ele não era promíscuo, só vivia com a mesma mulher, era meu cliente desde os 4 anos de idade, era um mestre em soltar pipa, esse eu conheci desde pequenininho, tratei de asma dele. Curei a asma dele quando ele era pequenininho, com 5 anos”.

Conta que “Então eu resolvi fazer a auto-hemoterapia para ele, para ver o que dava aquilo, depois do 2º exame que deu positivo, foram 2 semestres. Primeiro fez em vários laboratórios. E 6 meses depois fez, e deu positivo de novo. Quando chegou no 3 º exame, 6 meses depois, ele me telefonou, véspera de Natal, dizendo que tinha uma grande notícia para me dar e a notícia era que tinha dado negativo. Então eu falei com ele: olha não festeja já, não. Repete esse exame em outro laboratório. Ele repetiu e deu negativo. Isso já se passaram uns 6 anos, nunca mais deu positivo. Está negativado até hoje”. 

Questiona “se isso foi porque ele tinha uma saúde muito boa e a auto-hemoterapia foi a força a mais do sistema imunológico que derrotou o vírus HIV e conseguiu acabar com ele, eu não sei dizer, viu”, pois lembra que “foi um doente em que eu tratei em condições muito boas ainda, desde o início, a maioria dos outros são doentes que já eu trato quando já estão com o HIV há 3 anos,  5 anos, 8 anos,  é diferente. Esse foi logo no primeiro, vamos dizer, com 2 meses de HIV que eu comecei o tratamento”.

Hepatite C

Outro caso importante foi um paciente com hepatite C, sobre o qual comenta: “Ele se deu muito bem, quer dizer, conseguiu controlar a doença. Não teve progresso nenhum a doença, ao longo de anos, e vem se dando muito bem com a auto-hemoterapia. Ele não chegou a fazer uso destes tratamentos modernos, que é o Interferon Peguilado, ele nunca chegou a fazer”. Adverte que ele não está negativado: “não, ele não tem mais sintomas de qualidade nenhuma, tem as provas de atividades hepáticas muito boas, sempre normais. Mas o vírus, os marcadores de vírus permanecem, mas isso vai permanecer o resto da vida, porque todos os casos de hepatite sempre os marcadores permanecem. A pessoa pode curar a doença, mas fica a marca” – conclui.


24.02.2011

BREVE HISTÓRIA DA AUTO-HEMOTERAPIA

 

A auto-hemoterapia foi definida como método terapêutico em 1912, pelo médico francês Paul Revaut, consistindo em injectar debaixo da pele dum doente alguns centímetros cúbicos do seu próprio sangue. Revaut descreveu a auto-hemoterapia, sua técnica e indicações pela primeira vez num importante artigo publicado em 1913. Segundo Dr. Luiz Moura (Auto-hemoterapia - http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf ), em 1911, Ravaut registrou o modo de tratamento empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usou a auto-hemoterapia em casos de asma, urticária e estados anafiláticos, conforme Dicionário Enciclopédico de Medicina, T.1, de L. Braier, também citado por Dr. Luiz Moura.

Foi lendo os trabalhos de Mayer e Linser, na Alemanha, que Ravaut pensou, modificando-os, lançar a idea da auto-hemoterapia. Com efeito estes autores tiveram pela primeira vez em 1911 a idéia de tratar uma doente atingida de herpes gestationis por injecções de soro de sangue duma mulher grávida sã porque eles pensavam que a evolução normal da gravidez se fazia à custa da neutralização das toxinas por formação de anti-toxinas correspondentes. Injetando na doente soro sanguíneo duma mulher grávida sã, Mayer e Linser esperavam suprir a insuficiência de anti-toxinas e curar assim a herpes gestationis.

Mais tarde estes autores substituíram esta hetero-seroterapia pela auto-seroterapia e estenderam as suas indicações aos prurigos, urticárias e eczemas, sendo então que Ravaut se lembrou de fazer a auto-hemoterapia obtendo os mesmos resultados que os autores alemães, e assim êle preferia injectar o sangue global, porque na fibrina e nos glóbulos poderiam encontrar-se substâncias ou corpos microbianos especiais cuja reabsorção pelo organismo provocasse reações úteis. Neste artigo se vê quanto a técnica é simples, os seus raros incidentes, as vantagens sobre a auto-seroterapia e como ela é empregada em numerosas afecções da pele, constituindo um processo a escolher nestas dermatoses tão rebeldes a qualquer outro tratamento.
Anteriormente a Ravaut, já Sicard e Oultman tinham realizado em larga escala a auto-hemoterapia, julgando-se até os inventores, motivo porque perante a Sociedade Médica dos Hospitais em 1912 fizeram uma comunicação contra Ramond reclamando para si a prioridade de invenção do método.
Apesar dos trabalhos de Ravaut e de tão brilhantemente ter posto as suas indicações e a sua técnica, documentando com numerosas observações, o método não é aceito por todos os clínicos, dada a ignorância do seu mecanismo e ele assim permaneceu num estado latente até que Widal e os seus discípulos Abrami e Brissaud com o choque hemoclásico tentam lançar luz sobre o processo, ao mesmo tempo que estendem as suas indicações, ingressando-o como terapêutica nos capítulos das febres tifóides e da asma.
Com esta nova fase e enquanto as teorias se sucedem, para explicar a ação dos métodos hemoterápicos, o processo entra definitivamente na prática dermatológica e na clínica geral, chegando até ao médico português Alberto Carlos David (A auto-hemoterapia nas dermatoses - http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf ), sendo utilizado sistematicamente na clínica de Dermatologia do Exmo Prof. Luís Viegas e por muitos Exmos clínicos, como o atestam as observações do seu trabalho e tantas outras que conheceu, que sempre recorrem à auto-hemoterapia todas as vezes que lhe aparecem doentes em que possa ser aplicada.

Anteriormente, em 1831, no Jornal de Medicina e Cirurgia Prática o médico italiano M. Mansizio recomendava como panacea uma operação que constituiu assunto duma nota apresentada à Academia de Medicina. Consistia em apertar um membro superior como para uma sangria vulgar, abrir em seguida uma veia, colocar aí a cânula duma seringa, de tal maneira que se pudesse fazer correr o sangue para depois o introduzir de novo na torrente circulatória, continuando durante alguns minutos a operação. M. Mansizio utilizou a prática durante dois anos, em duas mil operações semelhantes e aplicava-as em todos os casos onde as sangrias, as sanguesugas e mais tarde as disenterias tivessem as suas indicações.
David refere-se a Jolieu, informando que para ele aquela operação não era verdadeiramente a auto-hemoterapia, mas sim uma auto-transfusão, contudo ela constituiu uma maneira rudimentar de praticar a auto-hemoterapia. David acrescenta em 1924 que alguns autores têem querido explicar pelo mecanismo da auto-hemoterapia a ação terapêutica das ventosas secas e neste caso a auto-hemoterapia teria uma origem muito mais remota. Observa que com efeito o hematoma sub-cutáneo produzido pela aplicação das ventosas é para Moutier e Rachet uma auto-hemoterapia sub-cutánea; assim estes autores, em apoio das suas afirmações, fizeram análises comparativas do sangue de 7 doentes tratados por auto-hemoterapia e ventosas secas, encontrando modificações hematológicas perfeitamente paralelas nos dois métodos terapêuticos, consistindo num síndroma hemoclásico e num sindroma leuco-excitante, explicando até a acção terapêutica do processo por esta hiperleucocitose manifesta.
Apesar destas tentativas de aplicação do processo, faltava alguém que estabelecesse concretamente a sua técnica, as suas contra-indicações e indicações, acidentes, dosagem, etc., e finalmente o seu mecanismo. Paul Ravaut, então, pela primeira vez descreveu a sua técnica e indicações no seu importante artigo, publicado pelos "Anais de Dermatologia e Sifiligrafia”, de 1913, subordinado ao título: “Ensaio sobre a auto-hemoterapia em algumas dermatoses”.
Em outubro de 1924, o médico português Alberto Carlos David conclui doutoramento na Faculdade de Medicina do Porto, na qual afirma que a sua Tese – A AUTO-HEMOTERAPIA NAS DERMATOSES - surgiu por ter conhecimento de curas brilhantes obtidas na furunculose por auto-hemoterapia, pelo que resolveu escrever algumas considerações sobre este moderno processo terapêutico de indicações tão vastas, tornando-o no caso restrito às dermatoses.
Pretendeu mostrar o estado na época da resolução do problema e muito principalmente as suas vantagens e as suas aplicações práticas. Pediu aos Clínicos da cidade os casos que tivessem tratado por auto-hemoterapia para os observar e registar, juntando-os aos do Serviço da Clínica de Dermatologia e Sifiligrafia do Hospital da Misericórdia, sobre a direção do Prof. Dr. Luís Viegas, e assim formaou um quorum de documentos que permitiu justificar o estudo. Tendo percorrido toda a literatura sobre a auto-hemoterapia, conseguiu reunir 20 observações clínicas que antecederam as suas considerações. Percorrendo-as, vê-se quanto é largo, mesmo dentro das dermatoses, o emprego da auto-hemoterapia e como os doentes, pelos resultados obtidos, beneficiam deste método tão simples na sua técnica, libertando-os de afecções impressionantes, como a zona e o liquen plano e, duma maneira geral, as doenças pruriginosas. Dr. José Aroso forneceu alguns casos clínicos.

Em 1938, numa tentativa de encontrar um tratamento eficaz para infecção ela (a auto-hemoterapia) voltou a ser empregada, conforme registra o Dr. Alex Botsarias no seu artigo  - “Auto-hemoterapia é um tratamento ainda experimental” – ( http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm ) . Nessa época os antibióticos ainda não estavam disponíveis, e isso levou o médico francês Gaston de Lyon a propor injetar sangue da própria pessoa no membro afetado para evitar amputação, conforme o relato do Dr. Botsaris. Ele registra ainda que “Nessa época já se sabia que o sangue possuía capacidade de curar infecções e a tentativa era aumentar a quantidade de sangue para defender o organismo, injetando-o na região comprometida. O tratamento gerou alguns resultados, motivo pelo qual se popularizou na Europa até a década de 50. Depois, foi perdendo o seu apelo, com a introdução de novas drogas antimicrobianas”.

Resgatando a história da técnica, o Dr. Luiz Moura registra que em 1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológicas, pg 37, cita: Auto-hemoterapia, método de tratamento que consiste en injetar a uno indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y glóbules), tomada de este mismo indivíduo. H. Dousset – Auto-Hemoterapia – Técnicas indispensáveis. É útil em certos casos para dessensibilizações – 1941. Stedman – Dicionário Médico – 25ª edição – 1976 – pág 129 – Autohemotherapy – Auto-hemoterapia – tratamento da doença pela retirada e reinjeção do sangue do próprio paciente. Referem-se também ao ano de 1977, citando Index Clínico – Alain Blacove Belair – Auto-hemoterapia -  terapêutica de dessensibilização não específica.

O método foi aplicado com bons resultados por Dr. Luiz Moura, desde o tempo em que era estudante de medicina, em 1943, na Faculdade Nacional de Medicina, situada na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Seu pai, cirurgião geral, foi professor daquela faculdade e aplicava a auto-hemoterapia nas pessoas que operava. Dr. Moura afirma que nunca houve problema nenhum e que seu pai teve com o procedimento uma das taxas menores de infecção hospitalar já vista até hoje. Para tanto baseavam-se no trabalho do professor Jesse Teixeira - que foi feito especificamente para evitar infecções pós-operatórias e que obteve um sucesso enorme.

Dr. Moura afirma que foi o professor Jésse Teixeira que provou que o (Sistema Retículo-Endotelial) S.R.E. era ativado pela auto-hemoterapia, em seu trabalho “Complicações Pulmonares Pós-Operatórias - Autohemotransfusão” (http://www.rnsites.com.br/artigo_jesse_teixeira.pdf ) publicado e premiado em 1940 na Revista Brasil – Cirúrgico, no mês de Março. Jésse Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substância irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora, chegando após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias, e finalmente declinou para 5% no 7º dia após a aplicação.

Por sua vez, Ricardo Veronesi, em 1976 apresentou trabalho “Imunoterapia: O impacto médico do século” (http://www.rnsites.com.br/artigo_ricardo_veronese.pdf ) explicando as ações do estímulo do S.R.E comprovado por Jésse Teixeira.

Desde os anos setenta Dr. Luiz Moura voltou a utilizar a auto-hemoterapia e muitos outros estudos surgiram a respeito do assunto, conforme observam alguns pesquisadores. Atualmente, temos conhecimento de uso da técnica em muitos países, além do Brasil, principalmente na França, Alemanha, Portugal, México, Rússia, Argentina, Estados Unidos, Bélgica, Itália, Suíça, Angola, Cabo Verde, Austrália, Bulgária, Japão e Reino Unido.

 



 

1. O que é auto-hemoterapia?

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangue da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo.

Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias.   

A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete) em 7 (sete) dias.   

Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeção no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo.   

TESE DE DOUTORADO MOSTRA EFICÁCIA DA AUTO-HEMOTERAPIA JÁ EM 1924

NOTA TÉCNICA DA ANVISA SOBRE AUTO-HEMOTERAPIA: UM FORTE ABUSO DE PODER

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