domingo, 08/10/17

AUTO-HEMOTERAPIA - INFORMAÇÕES SOBRE A TERAPIA QUE CURA ATRAVÉS DO SANGUE

 

Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do Rio de Janeiro.

 


O que é

Auto-hemoterapia?

 

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangue da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo.

Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias.

A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete) em 7 (sete) dias.

Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeção no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo.

 


Aplicação

Protocolo de AHT


 

ASSISTA AO DVD DO

DR. LUIZ MOURA


ARTIGOS

 

Breve história da Auto-hemoterapia

"Fraude" forjada no Fantástico

O médico do CFM baixou o nível

Parecer do Cremerj é cheio de falhas

Parecer do CFM é cheio de dúvidas

Superficialidade no Parecer do CFM

Anvisa confusa sobre a AHT

CFM recua e permite Tampão/AHT

Uma proibição ilegal da Anvisa

Comprovação desde 1924: doutorado

Perguntas sem respostas do CFM

SUS precisa adotar Auto-hemoterapia

 


EFICÁCIA

Usuários da auto-hemoterapia continuam mostrando sua eficácia no Portal do CFM. As mensagens são inúmeras; mais de 400 pessoas compartilharam o assunto.

É importante ler os comentários e acrescentar relatos sobre o uso dessa técnica que vem tratando, curando e salvando vidas há mais de cem anos.

Acesse o Portal Médico e veja o que já foi relatado:

facebook.com/conselhofederaldemedicina/



 A Bioética, ao contrário do CFM e da ANVISA,

 recomenda pesquisas sobre Auto-hemoterapia

--- Walter Medeiros*

As autoridades que deviam tratar do problema com seriedade, elaboraram uma resposta irreal e a vem repetindo há mais de dez anos, sempre que questionadas sobre o uso da Auto-hemoterapia no Brasil 

As autoridades da área de saúde – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Enfermagem – COFEN e outros atuam com uma resposta pronta para repetir um discurso que já era falso há dez anos, e que nos dias atuais está mais escandaloso ainda, em detrimento da saúde dos brasileiros. Com isso, deixam nas mãos dos laboratórios farmacêuticos os estudos e pesquisas que apenas referendam, reforçando o desenvolvimento da indústria da doença e fazendo com que cada vez mais as pessoas se vejam diante de médicos que receitam medicamentos para as pessoas tomarem “pelo resto da vida”.

A Bioética não condena, enquanto Anvisa e CFM não aceitam o uso regular da auto-hemoterapia, conforme mostra artigo dos Doutores, Eduardo Jose FICAGNA, Patrícia Barth RADAELLI e Márcio4 BATTISTI, intitulado “A CONCEPÇÃO BIOÉTICA SOBRE A VALIDAÇÃO DA POLÊMICA DA AUTO-HEMOTERAPIA”. O trabalho compreende um estudo acerca da auto-hemoterapia, a qual consiste na retirada de sangue de uma pessoa e sua aplicação no próprio doador, com o objetivo de instigar o sistema imunológico a se fortificar. “Este estudo objetiva traçar um possível entendimento para as inúmeras divergências que envolvem diferentes órgãos e instituições médicas a respeito da validação ou não da auto-hemoterapia.”, afirmam os autores, no resumo.

Segundo o artigo, “A bioética, na importância de órgão moral, não condena a auto-hemoterapia e, pelo contrário, incentiva o desenvolvimento de pesquisas sobre. Já em âmbito nacional, respeitando também os limites éticos, mas baseados principalmente nos pilares social, econômico e político, a ANVISA e o CFM condenam a prática, alegando a falta de evidências comprovativas.”. Dizem os autores que “Ao contrário do que se pensava a comunidade médica e farmacêutica internacional já produziu estudos clínicos sobre a AH conforme exposto na base de dados PubMed, do NIH (Instituto Nacional de Saúde Americano), a maior base de dados médicos do mundo. E por mais que o número de estudos seja ainda singelo, já é possível contrapor os pareceres do CFM e ANVISA sobre a não produção de saber cientifico sobre o assunto.”. Fazem, porém uma observação: “Porém há de se concordar que o Brasil não tenha produção cientifica em humanos. Ainda nesse banco de dados, o único estudo brasileiro cadastrado, foi realizado em bovinos.”.

Acrescentam os autores que “Isso abre discussão para outro assunto: a validação do saber científico, e nesse sentido a concepção da bioética médica retorna ao centro das atenções. Esse ciclo, vicioso ou não, poderá ter fim quando o investimento em pesquisas for coerente e as fundamentações teóricas a respeito do método de ação da AH forem comprovadas e aceitas em esfera mundial.”. Explica que “A pesquisa visa compreender as diversas perspectivas a respeito da validação da técnica como ciência, assim como as discussões da comunidade médica a respeito do tema.”. Traz ainda informações importantes sobre o uso da técnica, além de repetir as posições autoritárias, arbitrárias e injustas dos órgãos que impedem o uso da técnica pelos médicos e outros profissionais nos serviços de saúde.

AUTORITARISMO DA ANVISA

O Artigo Científico intitulado “A Concepção Bioética sobre a Validação da Polêmica da Auto-Hemoterapia”, publicado na  Revista Thêma et Scientia – Edição Especial de Medicina 137, mostra que “Há anos, a comunidade científica médica depara-se com uma incógnita que parece estar longe de ser solucionada: a Auto-Hemoterapia (AH)”, afirmando que “O principal rumo dessa prática visa decifrar a atuação do sangue autólogo como fonte de anticorpos e resistência imunológica”. Explica que  “Essa prática [...] consiste na retirada de sangue por punção venosa e sua imediata administração por via intramuscular ou subcutânea, em que o doador e o receptor são o mesmo indivíduo. Também é conhecida como terapia do soro, imunoterapia ou auto-hemotransfusão.”.

Mostra também que. “De acordo, ainda, com esses autores (referindo-se a LEITE, BARBOSA e GARRAFA, 2008, p.184), a auto-hemoterapia baseia-se na estimulação de uma resposta imune do organismo diante de uma série de problemas, infecciosos ou não, cuja explicação se baseia no raciocínio do foco da infecção.”. Diz que Nesse sentido, percebe-se que a auto-hemoterapia levanta dúvidas sobre sua eficácia, o que sustentaria a afirmação da ANVISA e diversos outros autores contrários ao uso dessa prática: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), por meio da Nota Técnica nº 1/2007 e do Comunicado Eletrônico Auto-Hemoterapia, respectivamente, não reconhecem a auto-hemoterapia como prática hemoterápica. Em sua nota técnica, a ANVISA orientou as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais a enquadrar o procedimento como infração sanitária, segundo o Decreto nº. 77.052/1976, considerando sua prática sujeita às penalidades previstas pela Lei nº 6.437/1977.

NOTA TÉCNICA TENDENCIOSA

Já demonstramos em várias ocasiões que a Nota Técnica da Anvisa é estapafúrdia e tendenciosa. Que a população brasileira está vivendo uma situação incomum que, em decorrência de um processo de incomunicação está causando prejuízos aos usuários e defensores da Auto-hemoterapia. O uso da técnica, que consiste na retirada de sangue por punção venosa e a sua imediata administração por via intramuscular na própria pessoa, não poderia estar proibido, mas uma sucessão de fatos e arbitrariedades levou a tal estado de coisas.

O que ocorreu foi que a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, levada pela divulgação do assunto, solicitou parecer ao CFM - Conselho Federal de Medicina. O CFM emitiu um parecer superficial, mas a própria ANVISA divulgara a Nota Técnica em abril de 2007, na qual, entre outras afirmações, diz que “O procedimento ‘auto-hemoterapia’ pode ser enquadrado no inciso V, Art. 2º do Decreto 77.052/76, e sua prática constitui infração sanitária, estando sujeita às penalidades previstas no item XXIX, do artigo 10, da Lei nº. 6.437, de 20 de agosto de 1977”. Em seguida, determina que “As Vigilâncias Sanitárias deverão adotar as medidas legais cabíveis em relação à referida prática”.

MEDIDAS LEGAIS

Quando alguém cita um texto de lei e vincula seu conteúdo ao assunto em discussão, é normal que se ache tratar-se de algo correto, ainda mais quando a citação é feita por órgão público do Governo Federal. Entretanto, uma busca mais acurada é o suficiente para detectarmos possíveis enganos capazes de transformar as afirmações da Nota Técnica no que se refere à legislação em algo sem nenhum significado.

Na medida em que a informação divulgada na imprensa através de espaços publicitários do Governo Federal e dos Conselhos de Medicina deixavam dar a entender que se tratava de uma proibição, pouca atenção era dada a estes detalhes. E não havia interesse da ANVISA ou do CFM de esclerecer que a auto-hemoterapia não está legalmente proibida, pois não existe nenhuma lei que a cite como atividade nociva à sociedade 

NADA CONTRA

Para não deixar de capitular o procedimento nem que fosse de forma tangencial, a ANVISA citou em sua nota técnica, como vimos o Decreto 77.052/76 e a Lei 6.437/77. Pois bem: sabe o que dizem aqueles textos legais?

1. O Decreto Nº 77.052, de 19 de janeiro de 1976, que dispõe sobre a fiscalização sanitária e dá outras providências reza, em seu Art. 2º que “Para cumprimento do disposto neste Decreto as autoridades sanitárias mencionadas no artigo anterior, no desempenho da ação fiscalizadora, observarão os seguintes requisitos e condições: (...) V - Métodos ou processos de tratamento dos pacientes, de acordo com critérios científicos e não vedados por lei, e técnicas de utilização dos equipamentos.”

Até aqui, nada proíbe a auto-hemoterapia. Se alegarem que precisa estar de acordo com critérios científicos, ela pode enquadrar-se por analogia no que dizem as resoluções do CFM que permitem práticas alternativas provisoriamente enquanto as pesquisas consolidam os procedimentos. No que se refere a vedação legal, não existe nenhuma lei tratando do assunto. E quanto a equipamentos, a auto-hemoterapia não necessita de nada além de seringas, garrotes, algodão e álcool.

2. A Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, por sua vez, “Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências”. Reza, no seu Art. 10, que “São infrações sanitárias: (...) XXIX - transgredir outras normas legais e regulamentares destinadas à proteção da saúde:”, estabelecendo Pena – de “advertência, apreensão, inutilização e/ou interdição do produto; suspensão de venda e/ou fabricação do produto, cancelamento do registro do produto; interdição parcial ou total do estabelecimento, cancelamento de autorização para funcionamento da empresa, cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento, proibição de propaganda”.

Como se vê, também nesta Lei citada pela ANVISA, nada enquadra a auto-hemoterapia. Vejamos porquê. Os princípios de direito são claros e inarredáveis. Não há crime sem lei que o preveja. Então como um órgão público federal trata de um assunto de forma tão genérica, ao ponto de tentar fazer um vínculo com o “transgredir outras normas legais e regulamentares destinadas à proteção da saúde”?.

ENQUADRAMENTO

O texto da Lei existe para ser utilizado com as outras normas legais. Para fazer enquadramento, a ANVISA precisaria dizer em quais normas legais estaria passível de punição a auto-hemoterapia. Muito claro, não?

Mas ainda foi incluído mais um item na Nota Técnica, o item 8, que diz:”As Vigilâncias Sanitárias deverão adotar as medidas legais cabíveis em relação à referida prática”. Conforme vimos, para adotar as medidas legais cabíveis será necessário informar em quais leis o assunto estaria enquadrado. E na legislação brasileira o assunto ainda não foi capitulado.

Para não deixarmos sem abordar mais um aspecto da incomunicação da ANVISA em sua Nota Técnica nº 1, de 13 de abril de 2007, lembremos que ela justifica a criação do documento citando “os questionamentos recebidos pela Gerência de Sangue e Componentes – GGSTO/ANVISA, sobre a prática denominada de ‘auto-hemoterapia’” e logo no seu primeiro item adianta: “1. A prática do procedimento denominado auto-hemoterapia não consta na RDC nº. 153, de 14 de junho de 2004, que determina o regulamento técnico para os procedimentos hemoterápicos (...)”. Pois bem: não consta, mas bem que poderia constar. Esta pode ser a hora de fazer uma emenda àquele regulamento, para resolver muitos problemas de saúde pública no nosso país.

SALVO CONDUTO

Diante de tanta confusão, espera-se que as autoridades adotem providências visando corrigir esta situação, que vem causando prejuízos à população que utiliza ou defende o uso da auto-hemoterapia. O uso da técnica não vai de encontro aos tratamentos médicos convencionais, pois o próprio Dr. Luiz Moura recomendava que fossem mantidas as orientações e prescrições dos médicos assistentes.

Ademais, é preciso que o Governo Federal, através da ANVISA volte a tratar desse tema, pois durante mais de dez anos da publicação da Nota Técnica muita coisa mudou no âmbito das pesquisas sobre a técnica, no mundo inteiro, derrubando, dia após dia, o Parecer do CFM feito de forma superficial e sem conteúdo suficiente para recomendar a proibição da prática da auto-hemoterapia. É preciso que seja feita consulta pública e estimulada a realização de pesquisas que consolidem todas as práticas vitoriosas da auto-hemoterapia ao longo dos seus mais de 100 anos de benefícios e curas.  

UM “PARECER” CHAMADO “REFUTAÇÕES”

“O CFM demonstra que não está do lado da ciência nem da comprovação de eficácia científica. Está contra a auto-hemoterapia e as consequências disso sabemos que são muitas.”

“A Concepção Bioética sobre a Validação da Polêmica da Auto-Hemoterapia”, Artigo Científico publicado na Revista Thêma et Scientia – Edição Especial de Medicina 137, que trata do que chamou de “O posicionamento bioético sobre a validação da polêmica auto-hemoterapia”, considera que “O Conselho Federal de Medicina é ainda mais contundente ao emitir oficialmente o parecer nº 12/2007 sobre a auto-hemoterapia, ao manifestar que a mesma ‘não foi submetida a testes genuínos, não foi corroborada, e nada há, além de indícios, casos isolados, narrados com dramaticidade, que pouco se prestam a provar coisa alguma perante a ciência em que ampare o seu valor, sendo seu uso atual em seres humanos uma aventura irresponsável”.

Conforme já mostramos em artigo intitulado “Estranhas Refutações”, O Parecer 12/07 do Conselho Federal de Medicina – CFM que critica a auto-hemoterapia e afirma que essa técnica não seria eficaz desqualifica-se por si só, pois declara que muitos trabalhos de pesquisas científicas deixaram de ser considerados porque estavam escritos “em outros idiomas”. Acreditem: isto está no Parecer do CFM. Deixaram de considerar trabalhos científicos de vários países porque estavam “escritos em outros idiomas”.

Para ter uma ideia da falta de cuidado do CFM, está escrito no seu Parecer que “Das 91 indicações da base de dados referida, 26 não estão escritas em inglês, senão nos idiomas dos países em que foram publicadas: 3 em polonês, 6 em russo, 7 em alemão, 1 em chinês, 3 em espanhol, 2 em francês, e 4 em italiano. Desses 91 artigos, apenas 39 apresentam abstracts disponíveis e 18 estão em idiomas não identificados pela fonte”. 

TRADUTORES JURAMENTADOS

Caso o órgão quisesse tratar do assunto de forma correta, caberia mandar todos esses trabalhos para tradutores juramentados e utilizar o seu conteúdo na análise do assunto. A propósito, a certa altura o Parecer afirma que “Grebnev e Shumkii (1995), em periódico soviético, relatam a melhora de pacientes com estomatite herpética crônica com auto-hemoterapia magnética e afirmam ter demonstrado uma tendência à normalização de alguns parâmetros da imunidade celular e humoral em pacientes assim tratados. Este trabalho, publicado há 12 anos na Rússia, não foi analisado no original e, portanto, não é possível determinar o seu nível de evidência.”

Dá para ter uma ideia do descaso com que o assunto foi tratado. Primeiro, o trabalho mostra a melhoria dos pacientes e o Parecer confessa que “não foi analisado no original”. Em seguida, opina de forma tendenciosa, que “É improvável que este estudo tenha tido algum impacto no Ocidente em face do idioma em que está publicado, da precária distribuição internacional da revista em apreço e da ausência de publicações sob o tema.” 

PUBMED JÁ TINHA 106 ESTUDOS

Ao contrário do que está colocado no parecer do CFM, o médico Alex Botsaris – autor de livros como “Sem Anestesia”, que teve grande repercussão na área de saúde – afirma que “não é verdade que essa terapêutica não tenha nenhum fundamento, nem que não haja nenhum trabalho publicado sobre ela na literatura mundial ou nacional, como afirma a SBHH” (Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia). Ele define a Auto-hemoterapia como “um recurso terapêutico simples que consiste em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo”.

O Dr. Alex Botsaris informa que “Na base de dados pubmed, do NIH (Instutito Nacional de Saúde americano), considerada a maior base de dados médicos do mundo, existem cerca de 106 estudos científicos publicados sobre auto-hemoterapia, a maioria sendo clínicos.” Segundo ele, “É um numero modesto, mas mostra que alguma pesquisa já foi realizada.” Cita que “Um estudo, inclusive, foi realizado no Brasil. O artigo do Dr. Botsaris está publicado no link http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm .

REFUTAÇÕES E SEU PORQUE

Outro aspecto do partidarismo do CFM pode ser visto no portal médico mantido pela entidade, onde a chamada para o Parecer recebeu o sintomático título de “Refutações à Auto-Hemoterapia”. Ou seja, o CFM demonstra que não está do lado da ciência nem da comprovação de eficácia científica. Está contra a auto-hemoterapia e as consequências disso sabemos que são muitas. Até porque o CFM permite oficialmente que seus membros, os médicos, recebam presentes dos laboratórios farmacêuticos. E a cada comprovação de eficácia da auto-hemoterapia as pessoas deixam de precisar de medicamentos.

Tortuoso caminho, pois logo, logo, teve de voltar atrás e atender reclamações dos anestesiologistas que, através da sua Sociedade, exigiram a permissão para continuar usando a auto-hemoterapia através do procedimento denominado Tampão Sanguíneo Peridural, pelo qual a pessoa recebe uma injeção de sangue para fazer face a fortes dores de cabeça que sentem no pós-operatório.

Como se a população não merecesse qualquer justificativa, também de forma estranha, é permitido o uso da auto-hemoterapia através do Plasma Rico em Plaquetas. Mas aí deve ser tão somente porque o uso por médicos resulta em bons retornos, já que são cobradas altas quantias pelas aplicações, que chegam até a R$ 4.000,00.

Outros usos ficaram confusos, mas as autoridades de saúde fogem do assunto: são os casos, por exemplo, dos resultados obtidos na área da genética e do cordão umbilical, e o efeito no pós-operatório, que foi objeto inclusive da pesquisa do Dr. Jessé Teixeira e resultou no trabalho denominado “Complicações Pulmonares Pós- Operatórias: Autohemotransfusão” (http://www.rnsites.com.br/artigo_jesse_teixeira.pdf ) .

A publicação do CFM, por seu título, deixa grande dúvida: a sociedade precisa saber por que refutações. Por que CFM age contra a Auto-hemoterapia, se àquele órgão caberia, ao contrário, colaborar na promoção de estudos para comprovar ou não a sua eficácia. O que está bem claro é que a ordem era proibir a Auto-hemoterapia. Mas a sociedade não se rendeu ao arbítrio e à injustiça. A cada dia essa comprovação vem chegando e os órgãos responsáveis pela saúde vão ter a auto-hemoterapia como certas pessoas um dia tiveram Zagalo na Seleção Brasileira. Aí cabe a metáfora, onde a auto-hemoterapia diz à Anvisa e ao CFM: “Vocês vão ter que me engolir”.

Tudo isso começou com a repercussão do DVD da entrevista do Dr. Luiz Moura sobre o assunto: http://www.youtube.com/watch?v=N-dmpGfkKN0 . 

AUTORITARISMO NA APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS

“O princípio da precaução não pode nem deve ser empregado de forma autoritária, mas exige participação e diálogo com os interessados; o que não foi realizado em nenhuma circunstância pela ANVISA.”

A questão dos 4 Ps - prevenção, proteção, precaução e prudência – sobre práticas de saúde também é abordada no texto  “A Concepção Bioética sobre a Validação da Polêmica da Auto-Hemoterapia”, artigo Científico publicado na Revista Thêma et Scientia – Edição Especial de Medicina 137, que trata do que chamou de “O posicionamento bioético sobre a validação da polêmica auto-hemoterapia”. Diz o documento que É fácil identificar a preocupação da ANVISA em relação a práticas que possam trazer impacto social, pois se baseia, segundo Denise Leite et al. (2008), nos pilares dos ‘Quatro Pês – prevenção, proteção, precaução e prudência’ numa área designada de Bioética da Intervenção que fiscaliza os referenciais práticos e teóricos frente as novas tecnologias de serviços e produtos para a saúde bem como os procedimentos utilizados para a manutenção desta.”. O trabalho diz que “A falta de pesquisas que informem e confirmem o método de funcionamento e desenvolvimento de respostas imunológicas para a AH cabe aos quatro pés e preenche-se, principalmente, nas delimitações da prevenção e precaução.”.

O movimento pela liberação do uso da Auto-hemoterapia no Brasil vem produzindo ao longo desses últimos anos um conjunto de abordagens importantes para comprovar a eficácia da técnica mais que centenária, que certamente servirá de suporte para o estabelecimento das bases de uso quando esta permissão chegar. Apesar de todo descaso das autoridades do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, do Conselho Federal de Medicina – CFM e outros conselhos e entidades que deveriam tratar o assunto de forma mais profissionais e menos tendenciosa, aos poucos vai ficando bem claro para a sociedade o que move esta ânsia de evitar o uso da AHT. 

DISCUSSÃO ESCLARECEDORA

Diariamente aparecem novos casos impressionantes de cura e melhora de pessoas doentes que usaram a auto-hemoterapia como recurso para sanar seus problemas de saúde. Aparecem pessoas interessadas em buscar a verdade dos fatos, a despeito dos que tentam denegrir a técnica. E vão se somando também as discussões esclarecedoras, como no caso dos princípios de responsabilidade da bioética, citados pela Anvisa em resposta ao então Senador Eduardo Suplicy, quando questionou sobre a proibição e recebeu mais uma resposta distorcida, e pelo artigo "Auto-hemoterapia, intervenção do estado e bioética" publicado na Revista da Associação Médica Brasileira – RAMB. Tratava-se, já, dos chamados 4 Pês: Prevenção, Proteção, Precaução e Prudência.

Diz o artigo, publicado em março de 2008, que "A Bioética de intervenção considera os "Quatro Pês" (...) como referenciais teóricos e práticos indispensáveis em questões que envolvam o uso de tecnologias em situações de vulnerabilidade, gestão da "coisa pública" e equilíbrio ambiental. O tema da prevenção é usado em questões que envolvam possíveis danos e iatrogenias de tecnologias existentes; a precaução é evocada em situações em que se desconhecem os riscos envolvidos; a prudência é lembrada com relação aos cuidados necessários frente aos avanços tecnológicos; enquanto o referencial da proteção objetiva trabalhar o tema da vulnerabilidade, da proteção indispensável aos mais frágeis, aos necessitados". 

CONTRAMÃO

Prestando bem atenção ao que está escrito no referido artigo, parece que a formulação, ao se posicionar a favor da proibição do uso da AHT, faz o caminho inverso do que seria razoável esperar, quando se refere ao Princípio da Prevenção. Ao contrário do que mostram, a auto-hemoterapia visa sanar doenças, e historicamente tem feito isto. Percebe-se que os pesquisadores fizeram uma busca superficial, a exemplo do Parecer do CFM, sobre o assunto. O certo é que o princípio da prevenção é entendido usualmente pela Saúde Pública como intervenção voltada para evitar a ocorrência de um problema específico. A confirmar a aplicação deste princípio, constata-se que as instituições de saúde não estão cumprindo o seu papel relacionado com pesquisas e esclarecimento dos fatos.

O segundo princípio aplicado seria a Proteção, e aqui também se constata que a interpretação dos fatos é feita no caminho inverso, pois precisaria definir a população ou os grupos populacionais a serem protegidos em suas necessidades específicas. Certamente não o fizeram por ser trabalhoso, já que o CFM, por exemplo, deixou de considerar inúmeros trabalhos científicos estrangeiros "por estarem escritos em outros idiomas". A verdade é que para aplicar o princípio da Proteção as instituições devem esclarecer as partes atingidas sobre as medidas protetoras, senão estarão agindo de forma paternalista e/ou arbitrárias. Os cientistas mostram que a proteção surge quando objetivos sanitários são publicamente aceitos como inevitáveis por serem indispensáveis, e isto não se aplica ao caso da Auto-hemoterapia, já que nenhum problema concreto foi apresentado.

AUTORITARISMO

No que se refere ao princípio da Precaução, mostramos que a Anvisa o alegou para proibir a Auto-hemoterapia, mas como se sabe nos meios jurídicos e administrativos, este princípio não pode nem deve ser empregado de forma autoritária, conforme alerta a Desembargadora Marga Inge Barth Tessler, mas exige participação e diálogo com os interessados, o que não foi realizado em nenhuma circunstância pela ANVISA. Ademais, nada foi mostrado que ateste a alegada falta de comprovação científica da auto-hemoterapia. Apenas, de forma estranha, apareceu a nota proibindo um procedimento médico que era utilizado havia 150 anos no mundo inteiro e no Brasil havia mais de sessenta anos, sem qualquer queixa concreta de algum mal resultante da sua aplicação.

Prudência - em quarto lugar - devia ter sido virtude dos que proibiram o uso da Auto-hemoterapia. Eles deviam ter lançado um olhar mais responsável sobre o assunto, providenciando mais esclarecimentos, antes de adotar decisão tão drásticas e desumana. Na compreensão desses "Quatro Pês", é considerado também o conceito de Risco, como chance ou possibilidade de ocorrência de uma consequência prejudicial ou ruim, em virtude de uma ação ou omissão.

Vê-se, portanto, que os princípios PPPP foram mal aplicados e mal explicados pela Anvisa e pelos articulistas. Este fato gerou sérios prejuízos à saúde pública, comprometendo a credibilidade de órgãos importantes e que continuam devendo muitas explicações ao povo brasileiro. Mas há a certeza de que a verdade prevalecerá, comprovando os resultados da prática da auto-hemoterapia durante todos esses anos, com os relatos que surgem aos milhares, mostrando a eficácia da técnica defendida e explicada pelo Dr. Luiz Moura, bem como mostrando que não é em vão a luta dos brasileiros para transpor as barreiras injustas que colocaram em seu caminho. Esperamos que estes princípios sejam cada vez mais discutidos e esclarecidos, para evitar que o seu mau uso e a sua má interpretação continuem gerando tantos prejuízos.

CONHECIMENTO PRODUZIDO PELA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

“O médico, quando abre mão da terapêutica e se preocupa essencialmente com a diagnose, [...] Deixa por conta da indústria farmacêutica a produção de conhecimento e insumo terapêuticos, e passa a ser um mero prescritor, na maioria das vezes na linha da supressão de sintomas.”

As consequências do afastamento dos médicos do âmbito da auto-hemoterapia são abordadas no artigo “A Concepção Bioética sobre a Validação da Polêmica da Auto-Hemoterapia”, publicado na Revista Thêma et Scientia – Edição Especial de Medicina 137, que trata do que chamou de “O posicionamento bioético sobre a validação da polêmica auto-hemoterapia”. Segundo o documento, “a bioética mesmo estabelecendo limites não impede a realização da AH (Auto-hemoterapia) afirmando que a técnica não possui nenhuma comprovação de eficácia e muito menos um resultado negativo. Para isso, ela ressalta que os estudos devem acontecer em consentimento da ANVISA, dos limites éticos e das pessoas envolvidas.”

Explica que “Contudo, esses experimentos levam a outra discussão a respeito da sua validação perante a comunidade científica e as regras impostas a eles para que sejam considerados experimentos válidos. A validação de um procedimento médico se dá por relações entre observações e pesquisas demoradas e comprovadas – chamados de Estudos Duplo-Cego Randomizados ou Randomized Controlled Clinical Trials (RCCT)6.(COSTA, 2013,p. 5.). E isso interfere na prática médica diretamente porque o médico deve abrir mão da terapêutica e voltar-se para a diagnose, como Teógenes Costa (2013) ressalta em seu debate em Congresso Latino Americano de Sociologia no Chile usando excertos de Almeida (2011)”.

Considera que “O médico, quando abre mão da terapêutica e se preocupa essencialmente com a diagnose, [...] Deixa por conta da indústria farmacêutica a produção de conhecimento e insumo terapêuticos, e passa a ser um mero prescritor, na maioria das vezes na linha da supressão de sintomas. [...] A diagnose é a esfera da atividade médica responsável por produzir teoria sobre as doenças, ou seja, responsável por organizar e sistematizar teorias sobre o processo de adoecimento [...] Já a terapêutica diz respeito ao processo do saber lidar, do tomar decisão acertada, da conduta médica. Intervenção que demanda saberes tanto no âmbito da cultura, quanto no da biologia (fisiologia e farmacologia).”

Acrescenta que “[...] é preocupante a diminuição da importância da terapêutica, ou seja, da prática médica propriamente dita. [...] por conta de as pesquisas médicas serem financiadas por representantes da indústria farmacêutica, há um distanciamento entre a prática médica [...] e a produção de pesquisas no intuito de desenvolver medicamentos, e não tratamentos inovadores [...] (ALMEIDA apud COSTA, 2013, p. 8 e 9).”. Mostra também que “Teógenes (2013) ainda faz comparação entre a validação científica de tempos passados e a medicina moderna por meio de experimentos e observações, como visto nos seguintes trechos: Desde Platão e Aristóteles, discute-se sobre o peso e importância dado à experiência e/ou à teoria, daí é que surgem os filósofos do empirismo e do racionalismo, os primeiros acreditando estarem localizados na experiência os fundamentos básicos de qualquer ‘agir’, e os racionalistas acreditando estar no desenvolvimento teórico (racional) a base das ações. [...] Além de recorrerem à filosofia, os médicos modernos ainda modificam, com frequência, os procedimentos metodológicos, empregados nos desenvolvimentos de sua área, como parâmetro para validar ou não os desenvolvimentos em se tratando dos processos saúde/doença, [...] (COSTA, 2013, p.8 e 11).”

Em seguida, os articulistas observam que “Isso tudo apresentado com relação à validação do experimento científico como meio de se provar a eficácia de uma técnica secular só ressalta o desafio que o conhecimento médico tem em reconciliar as dimensões científicas e históricas de modo a permitir o diálogo entre essas partes sem que haja afirmação ou hegemonia de uma das partes, conforme Counter, também citado por Teógenes (2013) para dar base a sua perspectiva. Discutido a validação do saber científico e seus métodos de produção, basta avaliar no âmbito da auto-hemoterapia os posicionamentos a respeito da validação dessa prática crescente. Vale ressaltar a dificuldade que se tem ao conseguir posicionamentos consistentes visto que por ser uma prática ilegal, testemunhos sobre o assunto viram casos de perseguição como exposto por Teógenes Costa (2015). Tal fato deixa o experimento que poderia manter uma base científica no anonimato e dificulta principalmente que os questionamentos a respeito cessem.”.

“No entanto, para alguns a proibição não intimida a prática como forma de potencialização do sistema imunológico, tratamento de alergias e doenças auto-imunes. Esses defensores ainda acreditam que o conhecimento que se tem sobre a AH, ainda que pouco, não deixa de ser científico, pois, pode ser testado e pesquisado ainda. De modo geral, como discutido anteriormente no aspecto diagnose e terapêutica, o que importa, para os defensores da AH, é a cura do paciente independente dos riscos e legalidade do assunto. Segundo entrevista apresentada por Teógenes Costa (2015) à revista Contraponto da editora da UFRGS, de um médico que utiliza a prática atualmente [...] o único compromisso é aliviar o sofrimento dos pacientes e, quando possível, curar, mesmo que para isso não possam ser respeitados os padrões científicos, pois a técnica não é comprovada cientificamente. ‘Se ele produz benefícios para o paciente, é um tratamento científico, mesmo que nós não saibamos qual o mecanismo de ação deste tratamento’ ( COSTA., 2015, p. 30).”

Os autores comentam que “Percebe-se, com o trecho da fala do médico a entrevista, certa aproximação no sentido de ingenuidade e imoralidade, visto que há um reconhecimento de que a prática é, atualmente, ilegal.”. Conforme demonstramos detalhadamente em artigo anterior, não é verdade que o procedimento seja ilegal, nem que os usuários da auto-hemoterapia tenham reconhecido tal situação. Ao contrário, vimos mostrando há mais de dez anos a postura ilegal, arbitrária e autoritária dos órgãos que deviam conduzir esse assunto de forma profissional, em busca do verdadeiro benefício para a saúde pública.  

AÇÃO “SINISTRA” DA ANVISA E DO CFM 

Há um século, a Auto-hemoterapia já era usada no Brasil em guerra, contra hemiplegia, gonorréia, sífilis, herpes, reumatismo, artrite, psoríase, alergia, drogadicção, etc

A Auto-hemoterapia através da história também foi objeto de abordagem no artigo científico “A Concepção Bioética sobre a Validação da Polêmica da Auto-Hemoterapia”, publicado na Revista Thêma et Scientia – Edição Especial de Medicina 137, que trata do que chamou de “O posicionamento bioético sobre a validação da polêmica auto-hemoterapia”. Relata o texto que “Outra base para a fundamentação da auto-hemoterapia como ciência verídica e benéfica é a correlação histórica, pois se sabe que no passado a AH foi bastante utilizada no período da 1ª Guerra Mundial (...). Esse método foi utilizado com sucesso, segundo relato da época, no tratamento de afecções como hemiplegia, gonorréia, sífilis, herpes, reumatismo, artrite, psoríase, alergia, drogadicção, etc.(COSTA, 2013,p. 8)”.

Segundo os autores, “Isso leva a uma contradição que nem mesmo a união médica consegue explicar, pois práticas existentes nos dias de hoje fazem referência as técnicas derivadas da AH que utilizam do mesmo princípio, porém são legalizadas pela comunidade médica esportiva e estética. [...] a AH tem sua utilização autorizada em determinados contextos da prática médica [...] medicina desportiva [...]: Plasma Rico em Plaquetas – PRP e anestesiologia [...]: Tampão Sanguíneo Peridural – TSP. [...] estas técnicas são variações da AH, pois se baseiam no mesmo princípio, a retirada de sangue autólogo e seu uso no próprio paciente em tratamento, diversificando-se apenas no fato deste sangue passar ou não por tratamento físico (centrifugado, no caso do PRP), ou sua utilização tal qual a AH, como é o caso do TSP. [...] a medicina estética importou a técnica conhecida como PRP para realizar tratamentos de beleza (COSTA, 2015,p. 34 e 35).

Os articulistas identificam que “A realidade apresentada pela prática torna-se, porém, de interesse político, social e, principalmente, econômico e muitas vezes, os posicionamentos decorrem desses julgamentos antes de recorrer ao experimento. Fato semelhante, discutido anteriormente, sobre a abstenção da comunidade médica na produção do saber científico, deixando a cargo da farmacologia a produção teórica sobre os experimentos de conseqüências desconhecidas. Tal fato pode ser comprovado pelo trecho da tese de Teógenes Costa (2015) [...] é possível perceber pelo menos três dimensões da realidade social compondo a presente questão [da proibição da AH]: [...] o parecer do CFM e a Nota Técnica da ANVISA são dimensões práticas da política. A [...] dimensão econômica [...] emitiam juízos de que a AH era ou não pesquisada, devido ao fato desta técnica de saúde não produzir lucros, no entanto [...] há quem defenda que a economia não exerça influência alguma no processo de proibição da técnica [...]. Por fim, sugere-se que a área científica também influencia o objeto aqui em análise devido ao fato de se ter percebido que é na arena científica onde será travada a ‘batalha’ por uma legitimação à prática da AH (COSTA, 2015, p. 20).”.

Ao finalizar o trabalho, dizem os autores que “Por fim, agora, cabe a população, em seu nível de consciência e necessidade, procurar o auxílio e entendimento sobre a prática antes de recorrer a ela de maneira desesperada. De mesmo modo, procurar saber sobre a validade cientifica junto de órgãos fiscalizadores e profissionais da área.”. Acontece que o quadro traçado é, no dizer da juventude atual – “Sinistro!”, pois a ANVISA emitiu uma nota atabalhoada, extrapolando seus poderes; o CFM, pior, partiu do título “Refutações à Auto-hemoterapia”, para produzir um parecer fajuto, incompleto e tendencioso. Portanto, as autoridades que deviam tratar do problema com seriedade, elaboraram uma resposta irreal e a vem repetindo há mais de dez anos, sempre que questionadas sobre o uso da Auto-hemoterapia no Brasil.

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*Jornalista e usuário da Auto-hemoterapia

--- Leia mais sobre o assunto no site www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm .

08.10.2017


 

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DR. LUIZ MOURA

Quem é o Dr. Luiz Moura

 

Dr. Luiz Moura - o maior difusor da auto-hemoterapia e um dos muitos médico que a receitam – nasceu no Rio de Janeiro em 04 de maio de 1925, filho de médico. Estudou na Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ, quando a universidade ainda ficava na Praia Vermelha, mesmo lugar em que o seu pai se formara nos idos de 1918.

Médico clínico geral, Dr. Luiz Moura foi vice-diretor do Hospital Cardoso Fontes de Bonsucesso, um dos maiores hospitais do Rio de Janeiro. Presidente do INPS, na época em que englobava o INAMPS, diretor da DIMED, órgão de fiscalização que deu lugar à ANVISA, diretor de medicina social do estado do Rio de Janeiro, fundador da CEME (Central de Medicamentos), feito que desagradou a indústria farmacêutica.

O Brasil e a saúde pública devem muito a este grande homem, que, do alto de mais de 60 anos de exercício da medicina, sempre ancorado no juramento hipocrático, teve a coragem de enfrentar interesses poderosos e escusos, ao divulgar a auto-hemoterapia, retirando do ostracismo essa técnica que foi esquecida por força da ganância dos que enriquecem às custas das nossas doenças.

Dr. Moura começou a aplicar a auto-hemoterapia ainda como estudante de medicina, em 1943, quando entrou para a faculdade de medicina. O seu pai foi professor da mesma faculdade, e mandava retirar e aplicar sangue nos pacientes que operava. Ele fazia isso baseado no trabalho do professor Jesse Teixeira - que foi feito especificamente para evitar infecções pós-operatórias, e que resultou no maior prêmio de trabalho publicado em 1940.

Ele se limitou a usar durante muitos anos a auto-hemoterapia exclusivamente para tratar de infecções, acne juvenil (que é uma infecção de estafilococos) e também evitar infecções pós-cirúrgicas. Nesse tempo era cirurgião, então também usava o mesmo método. A finalidade era basicamente combater bactérias.  

A partir de 1976 passou a usar numa amplitude muito maior, graças a um médico, Dr. Floramante Garófalo, um ginecologista, que era assistente do diretor do hospital Cardoso Fontes em Jacarepaguá. O professor Garófalo chegou se queixando de uma dor, uma dormência que sentia na perna quando fazia uma caminhada de 100 a 200 metros. Tinha que sentar na rua, no meio-fio porque não conseguia mais andar. O raios-X que mostrou 10 (dez) centímetros de artéria entupida. A solução era fazer uma prótese. O Dr. Garófalo rejeitou a solução e disse: “quem vai me curar é a auto-hemoterapia”. E pediu que Dr. Moura aplicasse nele. No fim de 4 (quatro) meses sentia-se curado. Novo exame de raios-X mostrou que não havia mais obstrução alguma.

Dr. Garófalo presenteou Dr. Moura com dois trabalhos: um do Dr. Jesse Teixeira e outro do Dr. Ricardo Veronesi. Há um intervalo entre esses dois trabalhos de 36 anos, um é de 1940 e o outro de 1976. Mas a impressão é que um foi feito para o outro, para combinar, um com o outro. Enquanto o trabalho do Dr. Jesse Teixeira se limitava à ação da auto-hemoterapia em evitar infecções pós-operatórias, o do professor Ricardo Veronesi, professor da Universidade de Santos, a imunologia já tinha avançado muito mais e se tinha descoberto que o Sistema Retículo - Endotelial (SRE) tem muitas outras funções além de combater as bactérias.

Mostrando que a auto-hemoterapia é um recurso de enorme valor, com a amplitude que o avanço da imunologia deu. Até porque afirma que antibiótico não mata bactéria, ele só paralisa a reprodução das bactérias. Quem mata a bactéria é nosso Sistema Imunológico, completando o trabalho do antibiótico.

Em 1976, num caso de esclerodermia fase final, no qual a médica disse que não tinha nada a fazer, Dr. Luiz Moura propôs o tratamento com auto-hemoterapia. A médica concordou. A melhora foi uma coisa espantosa. Trinta dias depois a paciente saiu andando do hospital.

Assim seguiu receitando auto-hemoterapia para inúmeras enfermidades. 

Em 2004 aceitou gravar uma entrevista na qual conta toda sua experiência e diz como funciona a técnica, incluindo as dosagens recomendadas. Com a audiência do DVD da entrevista ganhando grandes proporções, no primeiro semestre de 2007 a ANVISA emitiu Nota Técnica completamente questionável contra o uso da auto-hemoterapia. Em dezembro daquele ano o Conselho Federal de Medicina aprovou Parecer superficial e incompleto afirmando que a técnica não teria comprovação científica. Desde então os médicos ficaram impedidos de trabalhar com a auto-hemoterapia.


Técnica que não dá lucro

é ignorada pela Anvisa

 

Auto-hemoterapia pode ajudar no tratamento de dengue, zika e chikungunya

A Anvisa recomenda o uso de repelentes por mulheres grávidas; autoriza a fabricação e venda de objetos para detectar as doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti; facilita tudo que gera renda, altos lucros para a indústria e comércio de cosméticos, venenos e remédios. Ao mesmo tempo o Brasil inteiro sabe dos efeitos de uma técnica comprovadamente eficaz para aumentar a imunidade, melhorar as defesas do organismo, a auto-hemoterapia. Mas esta técnica é vedada nos serviços de saúde, quando poderia ser um valioso instrumento à disposição dos profissionais de saúde no Brasil e no mundo. Essa técnica é rejeitada porque não dá lucro.

Essa ganância capitalista passa por cima de quaisquer princípios humanitários, e a cada dia ultrapassa os mais inimagináveis limites. Um grande exemplo disso é o  que vivemos nos dias atuais, com uma pandemia de doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti. Ao invés de buscarem formas de resolver o problema proporcionando o melhor para a saúde pública, os governos do mundo inteiro, capitaneados pela Organização Mundial de Saúde – OMS não conseguem enxergar a cura, mas apenas as possibilidades de negócios. Ao invés de prestarem atenção nas reais possibilidades de combate aos vetores e suas consequências, deixam de lado o que poderia ser realmente de grande valia nesse momento.

Vendas

Se por um lado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA proíbe e dificulta o uso de técnicas comprovadamente eficazes através do tempo, como a auto-hemoterapia, por outro lado libera de forma frenética a fabricação e venda de testes para diagnosticar doenças. Nem mesmo a inclusão da técnica na lista das prováveis soluções a serem estudadas aquela agência realiza, fazendo literalmente vistas grossas do assunto, enquanto a população fica desassistida e cada vez mais à mercê das doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti. Da mesma forma que libera a realização de testes sem as devidas experiências previstas no chamado método científico, poderia autorizar o uso da auto-hemoterapia como forma de elevar as defesas do organismo, aumentando a imunidade das pessoas contra doenças.

Para ter uma noção do que acontece, basta prestar atenção no noticiário, onde as informações sobre dengue, zikavirus e chikungunia terminam sempre em verdadeiras propagandas de produtos ou laboratórios farmacêuticos. Existem sempre pesquisas que buscam remédios, vacinas ou cosméticos repelentes, sempre no rumo de descobrir novos produtos, mas nunca dão atenção ou valor à cura das doenças. Ficam de lado todas as alternativas que poderiam resultar em soluções menos dispendiosas, sem maiores custos para a população. No final das contas haverá sempre uma grande despesa para os sistemas de saúde, consequentemente para os cidadãos. Quando se olha para a educação sanitária, em vez de combater os focos dos mosquitos, muito pouco é investido em ações nesse sentido, o que leva os mosquitos até para as portas do governo, inclusive do Ministério da Saúde.

Integrativas

Nestas ocasiões são deixadas completamente de lado as chamadas Práticas Integrativas e Complementares, como acupuntura, homeopatia, plantas medicinais, fitoterapia, termalismo social (uso das águas medicinais para tratamento de saúde), ou outras que ainda não estão na lista do Ministério da Saúde, como auto-hemoterapia. É uma mostra de que essa inclusão é algo superficial e puramente demagógico, pois enfrenta a cada dia muitos obstáculos.

Como tem sido mostrado nos últimos dias, essa última técnica - a auto-hemoterapia - consiste na retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo, com o que as defesas do organismo são multiplicadas por 4, em vista da elevação do volume de macrófagos de 5,5 para 22. Segundo médicos como Dr. Luiz Moura, que utilizou a técnica por quase 70 anos, e a médica boliviana Dra. Nilsa Ibarrola, que também usa e defende a técnica no seu país, a auto-hemoterapia seria a melhor forma de prevenir e enfrentar os efeitos do mosquito que causa a dengue, o zika e chikungunya.

Anvisa navega pelo que diz o noticiário

A Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária ignora tudo isso, mas por sua vez autorizou a venda de três novos testes de laboratório que podem detectar o zika virus. Esta notícia foi amplamente divulgada durante a primeira semana de fevereiro. Por outro lado, a Anvisa publicou nota esclarecendo que “Frente às dúvidas surgidas recentemente sobre o uso de repelentes de insetos de uso tópico em gestantes, considerando a relação que possivelmente há entre o Zika vírus e os casos de microcefalia diagnosticados no país não há, dentro das normas da Agência, qualquer impedimento para a utilização destes produtos por mulheres grávidas”.

Aliás, recentemente mais um documento tendencioso foi produzido pelo Conselho Federal de Medicina – a Resolução CFM nº 2.128/2015, que Considera o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) como procedimento experimental. Esta resolução veio tão somente corroborar o Parecer CFM nº 20/11. O parecer foi uma resposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa que, ao invés de se dedicar ao trabalho profissional para assegurar a saúde pública dos brasileiros, prefere basear seu trabalho nos programas de Televisão. Da mesma forma que procedeu em 2007, ao fazer consulta sobre auto-hemoterapia por conta de matéria veiculada no Fantástico, em 2011 a mesma Anvisa pediu parecer sobre PRP devido a matérias veiculadas no Fantástico e Esporte Espetacular. Esta é a qualidade do nosso órgão de regulamentação e fiscalização em saúde.

Leia mais sobre auto-hemoterapia: http://www.rnsites.com.br/imunoterapia.htm

 

07.02.2016


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