August de 2010

Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ.


INFORMAÇÕES SOBRE AUTO-HEMOTERAPIA, A TERAPIA QUE CURA ATRAVÉS DO SANGUE


14.08.2010

CFM ABSOLVE MÉDICO QUE DEFENDE AUTO-HEMOTERAPIA

 

--- Walter Medeiros – waltermedeiros@supercabo.com.br

O médico carioca Luiz Moura, que estava sendo acusado de postura anti-ética em dois processos do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, por divulgar informações sobre a auto-hemoterapia, foi absolvido de todas as acusações, em julgamento realizado nesta sexta-feira, 13.08.2010 no Conselho Federal de Medicina - CFM. A sessão durou cerca de quatro horas, presentes 28 conselheiros, que decidiram pela não aplicação de nenhuma punição ao representado.

Como vem sendo amplamente divulgado nos últimos anos, Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos.  Embora tenha absolvido o Dr. Luiz Moura, segundo as informações de Brasília o CFM não mudou a posição quanto à liberação do uso da técnica. Os defensores da auto-hemoterapia consideram que a absolvição foi uma vitória imensa, mas afirmam que por outro lado a luta continua, certamente com novos momentos em busca da vitória final.

O julgamento dos processos encerra um período muito desgastante para o Dr. Luiz Moura, seus familiares e todos os que de alguma maneira estão ligados a ele. Um dos usuários no Rio Grande do Norte comentou a decisão afirmando que “É muito bom se ver a justiça ser feita”, acrescentando que “Melhor ainda seria ver o interesse e a necessidade do cidadão serem respeitados”. E completou: “Todos nós sabemos o porque deste problema criado em torno de uma solução simples, prática e econômica”.

A TÉCNICA

Eis uma rápida mostra da técnica, conforme explicação do Dr. Luiz Moura, num DVD gravado em 2004: 

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangue da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo.

Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias.   

A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete) em 7 (sete) dias.   

Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeção no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo.   

 

EDITORIAL

GESTO DE GRANDEZA DO CFM - II

 

Em janeiro deste ano (2010) escrevemos artigo intitulado “Gesto de Grandeza do CFM”, defendendo o que parecia muito difícil ou quase impossível: que aquele colegiado maior dos médicos brasileiros não cassasse o registro do médico Luiz Moura, de 85 anos e com 60 anos do exercício da medicina, por ter dado entrevista explicando como funciona a auto-hemoterapia, a técnica que aumenta a imunidade do organismo e vem curando milhares de pessoas no mundo inteiro.

O julgamento - antes previsto para 4 de fevereiro - foi adiado e realizado agora, na sexta-feira 13 de agosto, e o Conselho Federal de Medicina decidiu dando um exemplo de humanidade, ao manter o registro daquele profissional exemplar, que naquela idade comparece religiosamente ao seu consultório e atende a sua clientela. Esta decisão merece o reconhecimento e o aplauso de todos, considerando que naquela ocasião o CFM esteve sintonizado com o pensamento da sociedade brasileira, para fazer justiça. Parabenizar o CFM pela decisão lúcida e justa.

Acreditamos que esta decisão levou em conta também os apelos que ecoaram pelo Brasil inteiro, de médicos, enfermeiros e outros profissionais, usuários da auto-hemoterapia, e personalidades como o Senador Eduardo Suplicy e a escritora Maria Adelaide Amaral, que foram enfáticos na defesa de uma solução para o problema que não trouxesse prejuízos ao Dr. Luiz Moura.

Aquela proposta que fizemos incluía outro ponto - que não foi tratado na ocasião, até porque não era assunto da pauta, mas que certamente pode ser transformado num novo momento de grandeza do CFM -, que é a liberação do uso da auto-hemoterapia no Brasil, proibida de forma enviesada desde dezembro de 2007. Através desse novo gesto, o CFM pode editar resolução determinando que os médicos podem fazer uso da técnica, que é usada há mais de 150 anos e teve seu uso impedido a partir do momento em que aquele conselho aprovou um parecer, depois criticado, quando ficou comprovado que é incompleto e prejudicial à sociedade.

A permissão do uso da auto-hemoterapia pode ser estabelecida em protocolos, considerando o conhecimento acumulado a respeito da técnica; levando em conta que não existe nada que deponha contra o seu uso, a não ser a alegação - não comprovada - de que não teria comprovação científica; e a orientação com vistas à realização de novas pesquisas para consolidar o seu uso, inclusive no Sistema Único de Saúde - SUS. É fato que a burocracia atrasa as práticas científicas, mas uma coisa é certa: se a auto-hemoterapia não tem a comprovação dentro do padrão que alguns exigem, isto não anula sua eficácia, pois sua eficácia pode ser e vem sendo diariamente comprovada. Para tanto, basta observar o universo imenso de usuários que relatam o uso e os benefícios que com ele conseguem.

O assunto pode ser tratado no âmbito das normas que deixam nas mãos dos médicos a decisão de utilizar os procedimentos, desde que informem ao paciente em que situação se encontra no que se refere a pesquisa científica e obtenham o consentimento para usá-la, aliando a isto a responsabilidade que cada profissional tem sobre os seus próprios atos.

Na mesma ocasião pode ser determinada a elaboração de uma resolução estabelecendo as formas já comprovadas de eficácia no uso da auto-hemoterapia, como Tampão Sanguíneo Peridural -TSP e Plasma Rico em Plaquetas, bem como determinando os tipos de pesquisas que precisam ser feitas para regulamentar o uso da terapia nos demais casos.

Isto resolveria um vazio que surgiu depois que o uso da auto-hemoterapia foi simplesmente proibido, gerando até problemas internos, como o caso dos anestesiologistas, que reclamaram para usar o TSP e o próprio CFM emitiu nota alterando sua resolução e afirmando que esse procedimento tem vasta comprovação científica.

Uma decisão nesse nível seria mais um gesto de grandeza, pelo qual a sociedade brasileira seria grata e reforçando sua crença na justiça, seriedade, responsabilidade e nos bons propósitos da entidade máxima dos médicos brasileiros. Por um lado, o CFM já decidiu o destino profissional de um homem de 85 anos, que já passou seis décadas salvando vidas e sua luta é por salvar outras mais. Por outro lado, esse novo gesto de grandeza seria superar a precipitação do parecer, editando medida para liberar o uso da auto-hemoterapia, medida de alcance abrangente, para beneficiar toda a coletividade.


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