Diversidade Cultural
Arlindo Freire (*)

 amelofreire@hotmail.com 

01.06.2007 

DESEMPREGO É MITO CRIADO PELA POLÍTICA

 

Arlindo Freire

 

Na madrugada do 1º de maio tivemos, certamente, o maior sonho da vida, mesmo considerando a existência cheia de angústia, sofrimento, decepções e fracassos que acontecem no decorrer do tempo, sem haver um fio de luz para iluminar esse caminho escuro.1

 Isto é uma verdade, sem fantasias, apesar de ser apenas um sonho que constitui a força, alimento e revigoramento para continuarmos no mundo das utopias, sem podermos acreditar muito no que pensamos, falamos e fazemos.

 - Vamos, diretamente ao caso: que sonho foi esse?

 Parece que não tem muita importância, mas, sem dúvida, poderia ser a resposta

para uma indagação centenária do Brasil em que vivemos, assim como de outros semelhantes, regiões e continentes da terra ocupada pelos seres naturais.

 No dia do trabalho - 2007 – acordamos às 3 horas da manhã, após sonharmos que o presidente Lula estava disposto em fazer com que 40 milhões de brasileiros tenham os meios para sair da miséria em que vivem: doença, desemprego, fome, ignorância e abandono.

 - Ora, mas que bobagem, como fazer isso?

 Sim, esta pergunta ficou na cabeça, durante todo aquele dia, sem resposta imediata, pois era difícil encontrar na teoria, o meio para sair do absurdo, segundo o qual – 41 por cento da população brasileira tem a renda de apenas, l dólar ou 2,30 Reais por dia.

Tempo dos Mitos

 No meio deste cenário predomina o caos social em que vivemos e poderia ser considerado, também, como um dos fatores de nossa diversidade cultural na forma da contradição sócio-econômica constituída de 59 por cento da população que dispõe dos recursos para a sobrevivência.

 Além disso, apresenta-se, no mesmo plano, o fator da alienação3                                                                                                                                                                                                                                                              arraigado desde a formação da sociedade brasileira, sob o domínio do feudalismo europeu que veio para ficar em nossa estrutura, sem abrir mão dos seus interesses particulares, tampouco da sua condição burguesa.

  No processo histórico e político dos 500 anos de nossa história, a solidariedade continua sendo – um mito4 reforçado pela democracia constituída, segundo a vontade do elitismo de quem teve oportunidade para elaborar ou entrar no esquema do poder – usando e abusando dos direitos coletivos.

 Esta realidade permanente vem sendo predominante com alguns sinais de sua extinção, os quais são de curta duração, como não poderia deixar de ser, em decorrência dos hábitos e costumes do autoritarismo5 manifestado, até mesmo, pelos intelectuais formados pela escola que não se desenvolve, nem  abre suas portas e janelas para receber os ventos da sabedoria.

 A comprovação deste juízo reside, concretamente nas áreas urbana e rural, onde estão as favelas, periferias das cidades velhas e novas, nos sítios, fazendas improdutivos, nas granjas, assentamentos da reforma agrária com os Sem Terra e outros setores deslocados.

 - Quem sabe e desconhece esta situação?

 Todo mundo sabe do que acontece, na “palma da mão”, mas, prefere desconhecer esta realidade6 do “país do futuro”, em nome do comodismo, da insegurança e do descaso que se ampliam no tempo e espaço ocupados pelos homens e mulheres que baixam a cabeça diante dos fatos.

Mortos ou Vivos

 Na trilha da história ainda se projeta a imagem dos indígenas massacrados e extintos, literalmente7 do Rio Grande do Norte, com escala parcial nos demais Estados do Nordeste, em conseqüência das lutas de resistência aos dominadores.

 A morte e o ostracismo – foi o que sobrou para os índios Janduí, Paraupaba, Canindé e Pedro Poti que tiveram a coragem de resistir ao domínio português do litoral ao sertão no período colonial, sob os governos de Lisboa e Madri, ambos em busca de terras, ouro, prata e especiarias.

  Os negros africanos, sob a liderança de Zumbi, também deixaram suas marcas de sangue, dor e morte8 no regime feudal do norte e sul do Brasil, com efeitos de pouca relevância política para a formação da sociedade atual de curta memória.

  Nos anos dos governos militares, iniciados em 1964, os militantes políticos de vanguarda9 – foram massacrados, assassinados e desaparecidos, sem direito à defesa, pelo simples fato de não aceitar as normas do regime de então que si dizia democrático, sem respeitar a liberdade de pensar e agir.

  Assim, foi e continua sendo, atualmente, com os nativos e seus descendentes, sobretudo nas zonas rurais ocupadas pelos grandes proprietários apoiados pelos seus correligionários políticos, inclusive a maioria dos que têm assentos representativos10 em Brasília.

 - Esta conversa, não tem mais sentido!

 Nas diversas batalhas das forças regulares com os seguidores de Antonio Conselheiro – foram mortos milhares deles, homens e mulheres, seguidos de outros que saíram fugidos das suas moradias, em busca de lugares que estivessem em paz, sem perseguições, no interior das matas.

 

 Como não, se há menos de 200 anos atrás, houve a morte de Antonio Conselheiro, depois dele haver reunido mais de 20 mil retirantes11 das secas do Nordeste, sem o consentimento do governo republicano de então.

Faz menos de 20 anos que tivemos, por motivos políticos, a morte e desaparecimento de adultos e jovens – mulheres e homens que sonhavam alcançar a liberdade, justiça e dignidade para toda a coletividade brasileira, especialmente os sem condições de sobrevivência – aqueles 40 milhões de pessoas.

 Se olharmos para o exterior – alcançamos ainda, as revoltas de maio12 em Paris, feitas pelos estudantes e trabalhadores em 1968, com aproximadamente 40 anos, sem efeito constante, nos dias atuais, apesar de, no íntimo do silêncio, ser motivo gerador do inconformismo, para quem não perdeu o elo com a evolução.

 Portanto, aqui nasce uma interrogação infinita: o que estamos fazendo com os exemplos deixados pelos nossos mortos, para que no futuro tenhamos os meios indispensáveis à vida com união e solidariedade?

 No dia em que fizermos a comunicação13 dos vivos com os mortos, através da imaginação, idéias, pensamentos, sentimentos e ações – aí sim, todos os problemas serão resolvidos pelos nossos governados e governantes, na linha do tempo em três dimensões.

Saída do Caos

  Na longa caminhada de cinco séculos já sabemos O que Fazer, depois dos trancos e barrancos, segundo a nossa experiência, capacidade e disposição, com o fim de atender às necessidades básicas e fundamentais de quem não teve como sair da miséria.

 Antes de qualquer indicativo – vemos o plano da vida animal e vegetal, em que dois seres unidos fazem a sua reprodução, desde a micro-partícula material para gerar o terceiro ser vivo.

  Se não houver essa integração, o caos ou o nada ocupará o vazio do planeta que, por sua vez, naturalmente entrará nas vias da transformação, em busca do ser, da existência e dos seus objetivos infinitos situados além da concepção humana.

  - A falação entrou num segundo estágio!

 Parece que isto é verdade, mas, no fundo reanima o sonho da solidariedade que poderia ocorrer – se houvesse conhecimento e boa vontade para mergulhar nas profundas águas do oceano em que estão os marginalizados.

 - Mas, então, como chegar ao fundo da questão?

 O cooperativismo constituído e organizado por um grupo de trabalhadores desempregado14, numa pequena cidade da Inglaterra – tornou-se um sistema social e econômico, apolítico que conquistou mais de 100 países, para solução dos problemas humanos.

 São inúmeros os associados de cooperativas que têm encontrado as respostas ou soluções para as suas dificuldades, sem a dependência de esmolas ou favores humilhantes que menosprezam a dignidade dos humildes, pobres e simples da sociedade.

 Uma pequena prova desta situação, consiste numa família de retirantes, saída de Pendências-RN, em 1942 para Natal, formada de 12 pessoas – conseguiu, nos anos de 1950 fazer uma casa no Alecrim, com o empréstimo de uma cooperativa.

 Os casos semelhantes poderiam ocupar grande espaço dos arquivos e, ao mesmo tempo ser conhecido por toda a coletividade, como uma das partes mais honrosas da sua atropelada história de lutas com fracassos e vitórias.

 Até mesmo nos países ricos da Europa, as cooperativas conseguem sob forte resistência, ocupar o seu lugar de atuação em favor das classes menos favorecidas, mediante a vontade, decisão e participação15 dos seus sócios, usando os recursos próprios destes, que somados e divididos, beneficiam também cada indivíduo.

  Hoje em dia, o apoio e reforço em favor do sistema cooperativo, vêm sendo adotados pela OIT16 – Organização Internacional do Trabalho, assim como por todos os sindicatos e federações dos trabalhadores, para que as cooperativas tenham mais avanço em todos os quadrantes do mundo.

 Além disso, haveria o ato solidário do corpo maior do cooperativismo: ACI – Aliança Cooperativa Internacional,17 sediada na Bélgica, fundada em 1825, constituída, atualmente, de 220 organizações estabelecidas em 84 paises com 800 milhões de associados.

 - Fazer cooperativismo ou jogar pedra na lua?

 Quem conhece o sistema cooperativista – confia nos seus resultados sócio-econômicos e políticos, levando em conta mais os frutos produzidos por ele, na vida dos sócios das cooperativas ou a solução de problemas das famílias atingidas pelas grandes dificuldades, não somente quanto aos meios de sobrevivência, assim como nas áreas da saúde, educação, trabalho, produção, além de outras.

 - E os fatos de corrupção, desvios, prepotência, uso indevido das cooperativas, tão comuns e praticados por dirigentes, associados, como ficam?

 O desemprego existente no país assume proporções de gravidades – em escala bastante superior aos erros e defeitos do cooperativismo, sendo que esses dois fatores são a conseqüência, em última análise, das condições culturais estabelecidas no Brasil, desde o dia em que Cabral desviou-se do caminho das Índias para descobrir-?, isto é, ocupar o litoral brasileiro.

 Portanto, o certo é que os fatos mencionados explicam, mas não justificam os impasses degradantes, não apenas do sistema cooperativo, como das demais instituições, inclusive de grupos e famílias, além de pessoas físicas que perderam o bom-senso, ética e moral ao lidar com os bens de outros.

Teoria sem Fato

 Desde o início do seu governo, o presidente Luis Inácio da Silva - Lula vem manifestando a simpatia e seu interesse pelo cooperativismo, motivo pelo qual, os dirigentes do sistema mantêm a expectativa de apoio, atenção e incentivos às organizações desse setor.

 Nos congressos anuais das cooperativas no Rio Grande do Norte, por exemplo, este assunto vem sendo tratado com expectativa pelos dirigentes, adiantando, publicamente que o presidente da República pretende criar os meios para o fortalecimento dessa atividade.

 Nas suas afirmações congressuais, o Eng. Roberto Coelho, presidente da OCERN – Organização das Cooperativas no RN, sempre aproveita a oportunidade para reafirmar a sua confiança no governo atual, desde o período do primeiro mandato.

 Para que a teoria seja o fato real – seria indispensável uma definição da Presidência da República: criar e aplicar, através do sistema cooperativista brasileiro, os instrumentos capazes de atender ao universo dos desempregados.

 Nas dezessete palavras expressas acima – reside o clímax do sonho ou da imaginação em que fomos ouvidos pelo presidente Lula, num determinado momento e lugar, sem haver dele, qualquer resposta contrária, mas, o silêncio de atenção e receptividade.

 - Como e quando elaborar e aplicar esse plano?

 O governo Federal poderia consultar todas as cooperativas do país, quanto ao que fazer, através do sistema, visando acabar com o desemprego no país, segundo o que já foi realizado em numerosos países, visando à solução dos impasses sócio-econômicos, de maneira livre e independente.

 A consulta seria realizada às instituições representativas do cooperativismo brasileiro – partindo, indispensavelmente, das federações e suas filiadas, assim como da confederação – OCB, além das organizações latino-americanas e internacionais.

  Os sindicatos nos vários níveis, também poderiam ser consultados e convocados para todo o trabalho, desde o início, não apenas como fonte de pesquisa, mas, em seminários a ser realizados com eles e as cooperativas, de acordo com o que tem sido feito em outras nações e continentes.

  Com esse procedimento, o Presidente Lula daria o seu recado, de modo objetivo, direto e coerente aos princípios de sua origem – para reafirmar-se no presente e futuro, sob a linha da história e política, em contraposição ao que tem sido manifestado por... outros.

Guerras Civis

 Entre os séculos 6 e 7, no leste do Peru, o povo Moche19 foi extinto, pela falta de união, solidariedade e organização causadas pelas secas, enchentes e temporais ocorridas naquela área dos Andes, segundo a pesquisa arqueológica de 1990.

 Os pesquisadores chegaram a essa conclusão, depois de longos estudos acerca deste assunto, efetuados em equipe, com modernos aparelhos da tecnologia atual, entre os quais as sondas de extração das diversas camadas de gelo retiradas do sub-solo, naquele território.

 - Eis a fantasia sem fundamentos!

 Sim, talvez seja, porém, tudo é possível na terra e no céu – para a humanidade e a natureza constituída de mistérios que desafiam a sabedoria humana em cada passo de sua passagem pelo universo.

 No estágio em que vivemos – parece haver impossibilidade para a compreensão do final mochiano pelas guerras internas de 30 anos consecutivos, depois das secas e enchentes que fizeram com que, essa mesma população indígena – reconstruísse ou recuperasse20 os seus meios de produção e sobrevivência.

  Os especialistas em Arqueologia responsáveis por essa conclusão – asseguram que os fatores climáticos – jamais provocariam a extinção dos Moche, sem os conflitos sangrentos ocorridos no meio daquela sociedade que nasceu e morreu na autodestruição.

 Nos períodos de grandes colheitas, os Moche construíram suas grandes cidades, vilas e povoados, com bom gosto e requinte de sua cultura, nas terras andinas, onde, também, nos anos de grandes secas – fizeram o aproveitamento das águas armazenadas, pelos canais de até 150km., abertos em território queimado pelo sol.

 Na superfície do solo, os Moche passaram mais de seis séculos acreditando que as longas estiagens poderiam ser resolvidas com o sangue21 dos seus heróis, derramado sobre a terra em que as sementes plantadas – dariam os frutos para alimentação humana e animal.

 O primitivismo cultural dos Moche peruanos no aspecto climático esclarece, sem dúvidas, que tanto a seca, quanto à água – não decidem os meios para a sobrevivência humana, a exemplo do que, infelizmente, verifica-se nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

  Se os mochianos não tivessem perdido a cabeça – equilíbrio cultural diante das intempéries climáticas, certamente teriam saído dos efeitos delas, ou seja, o controle sistemático da natureza poderia ter sido adequado à produção de alimentos que evitaria a fome e miséria – guerras civis.

  Os egípcios de antes e depois de Cristo, tiveram as suas difíceis experiências22 climáticas diante das guerras, êxodos, secas, chuvas, pestes e doenças, além dos governos faraônicos da incompetência e exploração social que fizeram a longa estrada da miséria.

  Em condições proporcionais, mais ou menos semelhantes – estão o Nordeste e Norte23 do Brasil, com secas e chuvas, 40 milhões de pessoas sem os meios de sobrevivência, solidariedade, união e cooperação para o trabalho produtivo e organizado.

  Se o governo e a sociedade brasileiros não tiverem a política especifica para atender as populações abandonadas pelos caminhos da cultura cooperativa, então as crises da nacionalidade24 poderão adquirir o crime e castigo inesperados dos Moche e outros povos.

 O futuro dirá sua verdade sobre essa mentira atual, a exemplo do que fez com o passado na perspectiva dos séculos.

Notas:

At.: N-A = Nota do Autor.

 

01-     O caminho escuro pode ser igual à situação atual do país – falta de meios para que grande parte do cidadão brasileiro

02-     encontre as oportunidades para viver com justiça e paz, sem temer o seu futuro. N-A.

03-     O cooperativismo nasceu em Rochdale, Inglaterra – com 28 tecelões desempregados, sofrendo as conseqüências de guerras na Europa, mediante a fundação de uma cooperativa de consumo em 1844, a qual serve de modelo para as demais, no mundo inteiro, ainda hoje, depois de 163 anos da iniciativa pioneira.Ver Pinho, Diva Benevides – 1967, pp. 28,29.

04-     Alienação aqui – tem o sentido da falta de interesse sobre o conhecimento e participação no cooperativismo, como resultado da situação criada pela educação burguesa, competição e complexo de superioridade entre as pessoas. N-A.

05-        O mito da solidariedade nos quinhentos anos de Brasil constitui o principal fator para a miséria de grande parte da sua população, sem haver a decisão governamental para corrigir este problema. N-A.

06-        Autoritarismo também pode ser a forma de fazer com que as questões sejam resolvidas, segundo a vontade de grupos interessados nas melhorias de seus negócios, sem levar em conta a coletividade. N-A.

07-        O país do futuro ou a esperança brasileira não se combina com a realidade da miséria em que vivemos: fome, doença, desemprego, ignorância e outros bichos seculares. N-A.

08-        A extinção dos indígenas foi realizada a partir do Nordeste, mais precisamente do Rio Grande do Norte, durante quase três séculos – 1597-1825, de forma sanguinária adotada pelos colonizadores. Lira, A. Tavares de – 1982.

09-        Depois dos 165 anos da escravidão negra no Brasil, Zumbi foi perseguido e morto pelos Bandeirantes paulistas, sob o comando de André Furtado de Mendonça, das tropas do coronel Domingos Jorge Velho cumprindo as ordens do reino. Chevrand, César – 2007.  In www.odia.com.br.

10-        Os governos militares – 1964-1985 mantiveram o regime de exceção dizendo-se democráticos, sem respeitar a liberdade brasileira, tampouco o direito de ir-e-vir do cidadão, fazendo ainda, perseguições e mortes das lideranças políticas de vanguarda. In Brasil: Nunca Mais, organização Cardeal Arns, 1985.

11-        Os fatos apurados pelas CPIs-2006, do Congresso Nacional revelam a situação de descrédito ou falta de confiança na maioria dos representantes políticos brasileiros, situação esta que vem tendo prosseguimento este ano – 2007, segundo as investigações da PF – Polícia Federal, nos jornais, Tv, rádio e Internet..

12-        Aos 67 anos de idade, o beato ou missionário Antonio Conselheiro foi morto em Canudos-BA, a 22 de setembro de 1897, depois de haver reunido naquele município, mais de vinte mil sertanejos – retirantes das secas, famintos, desempregados – homens e mulheres, dos quais foram mortos em guerra feita pelas tropas oficiais – quase todos.

13-        Foi a partir da revolta dos estudantes e trabalhadores, em Paris, naquela data, que os demais paises seguiram aquela experiência, visando acima de tudo, às transformações políticas e culturais no mundo inteiro, as quais continuam sendo reivindicadas.

14-        A comunicação dos vivos com os mortos é possível e vem sendo feita, através da leitura em história, trabalhos de pesquisa, discussão e análise dos fatos – para que assim possamos ter a visão do mundo no sentido tridimensional do tempo.

15-        O cooperativismo continua firme e forte no mundo, apesar de alguns fracassos localizados, principalmente no meio capitalista, enquanto nos paises com tendências socialistas, os resultados são bastante expressivos: França, Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica e outros, inclusive da América do Sul.

16-        Idem, idem – 14.

17-        ACI – tem sua representação no Brasil pela OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras. Menezes, Antônio – 2005.

18-        OIT- Organização Internacional do Trabalho filiada da ONU, atua no setor trabalhista, preferencialmente nos sindicatos, cooperativas e associações, sem distinção, visando melhorar as condições para essas atividades em todos paises a ela filiados.

19-        O povo Moche, do Peru – passou por diversas secas e enchentes até os anos de treze séculos passados, quando foi extinto, deixando algumas centenas de sucessores, depois de fazer o canibalismo com motivos religiosos, dos seus dirigentes com os guerreiros. Documentário – History Channel, maio-2007.

20-        Idem, idem –  Nota 17.

21-        Apesar das calamidades naturais – os Moche conseguiram fazer a sua recuperação física e econômica, durante o século 7, mediante a construção de um canal de irrigação com mais de 150km.em terras secas que se tornaram agricultáveis nos Andes peruanos. Fonte: idem Nota 17.

20-      O sangue dos Moche, no Peru foi derramado a cada ano, pela degola radical e extração do coração, durante festa anual, especialmente nos anos de boas chuvas e colheita farta, conforme decisão dos caciques maiorais ou pajés. Idem, idem Nota 17.

21-      As secas e inundações em diversas regiões do mundo, inclusive Egito – lembram as condições climáticas do Nordeste e Norte do Brasil, assim como as identidades iguais de fome e miséria, apesar das terras com muita água e sol que poderiam ser aproveitadas pela fartura, em vez da sub-nutrição, doença e morte.

22-      Nas regiões semi-áridas do planeta, a ignorância resultante do baixo nível em educação seria o fator primordial para o não aproveitamento dos recursos naturais, sem a cooperação e solidariedade. N-A.

23-      As secas e enchentes podem ser vistos como um dos maiores problemas para desenvolver o Norte e Nordetse, desde quando o país passou a ser colonizado – 1500 e até mesmo ao ser habitado pelos indígenas que tiveram essas dificuldades climáticas. Cascudo, Luis da Camara – 1957, Lira, A. Tavares de – 1958.

24-      A nacionalidade brasileira vem sendo colocada em dúvidas, desde o início da história, tendo em vista as diferenças culturais, econômicas e políticas existentes nas regiões, sobretudo do Leste e Sul com Norte e Nordeste – onde, nas duas últimas a nação teve seu início. N-A.

* -    O autor é Jornalista e Sociólogo pela UFRN, sócio do IHG-RN.

 

 

 

(*) Arlindo Freire é Jornalista, sociólogo – UFRN, Ex-Presidende-fundador do SINDJORN, pesquisador, sócio do IHG-RN e membro da Naya-Argentina.

. Esta coluna será atualizada periodicamente

 

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