Diversidade Cultural
Arlindo Freire (*)

 amelofreire@hotmail.com 


19.03.2009 

Incoerência Feminina

 

Arlindo Freire

 

- Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão!

Esta verdade já tem mais de 2 mil anos e continua correndo – pelo mundo, sendo amada e reconhecida por todos os povos que conhecem e respeitam o cristianismo.

Foi um jovem carpinteiro – Filho do Homem quem fez esta afirmação, sem deixar escrita no papel, madeira ou pedra, mas na memória de quem acompanhava Jesus Cristo, pelas terras do Oriente.

- Quem duvida desta afirmação e suas conseqüências para a humanidade?

As mulheres e os homens incoerentes – podem ser os primeiros encontrados em qualquer parte, inclusive nas Igrejas, universidades, escolas, residências e nos locais de trabalho, assim como, sobretudo nas ruas por onde passam andando e correndo, visando obter os recursos da sobrevivência.

Antes mesmo de Cristo – ano 300, Aristóteles afirmava que a falta de coerência acontece quando a palavra é destituída de firmeza e segurança, ou seja – carrega a contradição – dizer não e, ao mesmo tempo sim, sobre uma determinada questão relatada em diferentes oportunidades.

Esta concepção assume o caráter do absurdo quando a prática não segue ou obedece à determinação da palavra resultante da formulação teórica, para efeito demonstrativo do que deverá ser o retrato da certeza e determinação do ser humano em torno de um fato ou da idéia que estiver com ele ou tenha origem na sua faculdade mental.

Na pratica da vida atual – a coerência vem sendo tratada com menosprezo e jocosidade, até mesmo nos meios da sabedoria – escolas e universidades, além da família e nas entidades culturais, daí partindo para os laboratórios, setores de estudo e pesquisa, onde a busca da verdade deveria ser fundamental e necessária.

No passado de 23 séculos, desde Aristóteles – a verdade continua na dependência de numerosas pessoas e milhares de perguntas feitas, quase sempre, somente pelos pesquisadores, entre os quais os jornalistas que, diariamente no seu trabalho fazem as interrogações de modo sistemático.

Com esses instrumentos verbais e sem a necessidade da eloqüência, os repórteres ou pesquisadores provocam e irritam as suas fontes de informações, especialmente as indispostas ou contrárias aos fatos reveladores de confusões e sem os fundamentos da coerência acerca das causas e efeitos consistentes.

Quando a fonte não conhece ou nega os elementos legítimos da informação – as conclusões da pesquisa podem ser incompletas, como também duvidosas, inacreditáveis e sem procedência confiável, motivo pelo qual o acontecimento perde a sua razão de ser, o mesmo acontecendo com os responsáveis pela divulgação.

Os paradigmas poderão ser considerados em qualquer situação – quando se apresentam de maneira integrante e complementar para a constituição da idéia e do fato a ser conhecido e analisado pelo publico interessado no reconhecimento da verdade ou da mentira que estiver em jogo.

O maior desperdício em torno da coerência – foi manifestado, recentemente em Natal, a 8 de março – Dia Internacional da Mulher, por ocasião de uma missa celebrada na Casa da Criança – Tirol, com a participação de 300 pessoas, das quais 80 por cento de mulheres, seguidas de 1 a 2 por cento de homens.

Naquele momento, uma das mulheres, após a cerimônia – falou sobre a importância daquela data, sem mencionar os valores e exemplos do cristianismo relacionados e feitos com a participação brilhante e corajosa das mulheres que desejaram a transformação do mundo.

Naquela comunidade católica foram esquecidos os exemplos deixados na história da Igreja, por algumas mulheres de grande expressão histórica, social, religiosa e política, apesar da simplicidade e humildade delas na área do conhecimento em que predominam os loiros do orgulho e vaidade.

Ali faltou a coerência com a doutrina cristã, no plano do respeito e valorização, segundo

as orientações de Jesus Cristo, papas, bispos e cardeais que constituem as principais colunas da Igreja, desde o seu início.

O deslize da coerência sobrou para um pequeno grupo de mulheres que perderam suas vidas em nome da Igreja, ao mesmo tempo em que defendiam o “povo de Deus”, publicamente, sem contar com o apoio de autoridades religiosas que se dizem ligadas ou representantes da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo.

A demência ou alienação daquelas mulheres – foi comprovada quando uma de suas representantes falou sobre a data – deixando no abandono e esquecimento as demonstrações de Maria Madalena, ao lado Jesus e no meio dos Apóstolos, além de Judite, no Velho Testamento, seguida de Joana D´Arc – França,   mais recentemente da Madre Tereza de Calcutá, na India .

-Como será possível fazer alguma transformação cultural e social sem considerar os valores humanos sacrificados?

O bom-senso e a coerência – assinalam que sem o estudo da história feito com dignidade, justiça, respeito, solidariedade e união – jamais haverá possibilidade de fazer alguma mudança social e cultural com bases para o futuro da sociedade carente ou destituída de tais necessidades.

Além disso, o mundo está repleto de numerosas mulheres que perderam a vida em decorrência de suas atitudes na defesa da coletividade, assim como do ensinamento cristão, visando à justiça para os humildes, pobres e miseráveis constituídos pela sociedade burguesa das gerações humanas.

A lembrança dos acontecimentos em que a mulher está configurada – jamais poderia ser

esquecida, por qualquer motivo, menos ainda  na data em que se pretende fazer o reconhecimento da pessoa feminina que foi capaz e destemida  nos propósitos de mudança  do comportamento inconseqüente e desumano.

Com a sua fabulosa reserva de valores humanos, religiosos e espirituais em torno das mulheres, é lamentável que a Igreja Católica, através de seus fiéis e sacerdotes deixem passar a data em questão – sem a organização de intensas comemorações acerca deste assunto, tendo como ponto de partida as suas próprias figuras que embelezam a história de 21 séculos.

Se o procedimento não tiver essa perspectiva, então estará feita a comprovação de que se abate, atualmente, uma das maiores crises no meio da Igreja e, conseqüentemente dos seus fiéis no mundo inteiro, especialmente no lado Ocidental e latino-americano, onde foram plantadas as bandeiras e princípios do catolicismo.

Portanto, surge no horizonte o aviso aos navegantes: remar contra a maré e os ventos é semelhante ao jogo de pedras na Lua.

 

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