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Mata Grande Por Walter Medeiros
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A HISTÓRIA DE SEU OTACÍLIO
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Uma matagrandense nos Estados Unidos

 

Uma mensagem da Senhora Ana Soares de Sousa traz novas palavras emocionantes sobre Mata Grande, sua cidade Natal. Transcrevemos a seguir o e-mail, vindo dos Estados Unidos:

“Senhor Walter,

Foi com muita emoção que li a sua página na internet da nossa querida Mata Grande.

Eu nasci em Mata Grande e la vivi até a idade de 14 anos, quando a minha família se mudou para Palmeira dos Índios e depois para o Rio de Janeiro.

Sou filha do seu Oldadro Soares (o coletor federal) já falecido e de Da. Antônia. Nossa casa ficava de frente para a igreja. Éramos vizinhos do Seu Janjão/Da.Rosalia (famosa por ter um filho que morava em São Paulo e ele lhes enviava doces caramelados maravilhosos).

Cheguei à sua página devido estar buscando uma página que me levasse a qualquer número de telefone em Mata Grande, pois precisava entrar em contato com o cartório de registro civil. Já o fiz, e foi muito emocionante conversar com o Rafael, NETO do Seu Sinval (já falecido).

Saímos de Mata Grande em 1966. Exatamente há 41 anos. Mesmo morando em Palmeira nunca tive a chance de lá voltar. Meus outros irmãos sim, regressaram.

Eu sempre digo: tive a melhor infância que uma criança pode ter, mas ela seria melhor ainda se o meu Pai, ao invés de ser coletor, fosse o dono da padaria. Aqueles pães doces não me saem da cabeça. E a feira? E a festa de natal? Época em que o parque de diversão vinha à cidade? No Natal saíamos de porta em porta pedindo as festas. Todo mundo sempre tinha notas de um cruzeiro (?) novíssimas para nos dar.

Quando sai de Mata Grande, aos 14 anos de idade, (aqui vai uma pequena estória) eu namorava Laércio Pestaninha, que era alguns anos mais velho que eu. Não lembro exatamente se 5 ou 7 anos. Na época ele estudava numa escola técnica perto de Maceió. Agora me falha a memória e quando passava por Palmeira nos víamos. É claro que o namoro não durou muito devido à distância.

Um dos meus textos favoritos do Fernando Pessoa é:

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha aldeia e tão grande como outra terra qualquer

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura..."

Sempre que leio este trecho me vem a Serra da Onça à minha mente.

Hoje moro nos Estados Unidos, Fort Worth, Texas. Já estou aqui com a família há 16 anos. Aqui nesta região não tem montanhas... se assemelha um pouco à vegetacão do serrado de Brasília.

Eu trabalho para a escola publica de Fort Worth. Onde ensino em inglês e espanhol.

Foi um prazer em contar um pouco da minha estória (que é infinita) de Mata Grande para o senhor.

"Inté mais ver".

Ana Soares de Sousa

 

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