Natal, 21 de fevereiro de 2019

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REFLEXÃO 



Auto-hemoterapia na 97.9 FM e TV União

 

Nessa quarta-feira, 20.02.2019, fomos à rádio 97.9, de Natal, para entrevista sobre auto-hemoterapia. Foi muito bom. Falamos sobre a técnica, a história, a perseguição. Na mesa, para outras entrevistas, um juiz criminal e uma promotora de justiça. Ouviram, atentos, e ficaram meio curiosos e abismados com as coisas da Anvisa e CFM. Ao final, perguntaram simultaneamente como era feito. Clandestinamente, respondi, e mostrei que nos baseamos nos documentos, que proíbem  “nos serviços de saúde”. Tranquilo.

 Hoje, fui à TV União, que já me entrevistou em outra ocasião, para uma entrevista de 40 minutos, no programa “De Frente com Roberto Guedes”. Gostei muito da condução e dos resultados. Vai ao ar segunda-feira, e depois teremos no You Tube. Na saída, encontramos – Roberto e eu - um colega jornalista que chegava para trabalhar. Entusiasmado, Roberto perguntou se ele conhecia a auto-hemoterapia. Resposta surpreendente, principalmente para o apresentador. O colega usa desde 1985, e já enfrentou câncer com metástase por 8 vezes.

 E assim caminha a auto-hemoterapia.


AUTO-HEMOTERAPIA NO CONGRESSO

   Deputados e Senadores estão submetendo às suas assessorias um documento enviado por usuários e defensores da Auto-hemoerapia, sob o título de A INCLUSÃO DA AUTO-HEMOTERAPIA COMO TÉCNICA  INTEGRATIVA DO SUS. O assunto vem sendo analisado desde os primeiros dias da nova legislatura. Espera-se que os paralmentares adotem providências com vistas à normatização desse assunto, que vem sendo conduzido de forma enviesada pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Conselho Federal de Medicina – CFM e outros órgãos.

 Segue o texto do citado documento, na íntegra

 “Excelentíssimo(a) Senhor(a) Parlamentar,

 Parabéns pela posse em tão destacada função.

Nesta oportunidade em que V. Exa. assume o seu mandato, com suas propostas de trabalho e bandeiras de luta, gostaríamos de apresentar um tema importante para a saúde, principalmente a saúde pública: a Auto-hemoterapia. Trata-se de uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Mas aqui não se trata apenas da apresentação da técnica ou mostra de quem toma partido por ela. É algo bem mais complexo.

- Saúde para o povo – Uma medida para eliminar gastos

- Pela revogação dos atos arbitrários da Anvisa e do CFM 

Os defensores da auto-hemoterapia querem que seu uso seja liberado nos serviços de saúde do Brasil, e que médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos e demais profissionais de saúde possam utilizá-la sem o sobressalto que vivem atualmente. Querem, inclusive, que os órgãos responsáveis, na academia, nos governos e nas entidades profissionais assumam suas responsabilidades e realizem pesquisas para comprovar a eficácia da técnica, que já é largamente comprovada em muitos casos, mas alijada por não ter sido calcada em métodos científicos que só beneficiam os laboratórios de medicamentos. Realizadas essas pesquisas, sabemos que o resultado será pelo uso da AHT. Aliás, ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, CFM – Conselho Federal de Medicina e COFEN – Conselho Federal de Enfermagem e outros órgãos sabem disso.

Proibição arbitrária e ilegal

Apesar de todas as evidências da eficácia da auto-hemoterapia, seu uso foi proibido aos médicos, enfermeiros e serviços de saúde, através de uma nota técnica arbitrária e ilegal à qual está submetida despoticamente toda a sociedade brasileira.

Diante dessa situação, propomos a V. Exa. uma atenção a este assunto, com o que verá que o uso da auto-hemoterapia trará inúmeros benefícios ao povo brasileiro e terá como consequência uma economia astronômica de recursos despendidos atualmente, e que poderão ser utilizados em outras ações importantes. Para tanto, faz-se necessário a revogação da Nota Técnica da ANVISA que estabelece proibições ao uso da auto-hemoterapia.

Uma técnica simples que pode curar e prevenir muitas doenças

A auto-hemoterapia passou a ser defendida mais fortemente em 2004, quando o Dr. Luiz Moura publicou um artigo intitulado “Auto-hemoterapia” (http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf ), no qual explica o funcionamento da técnica, faz um histórico e apresenta informações sobre a sua ação terapêutica.

Dr. Luiz Moura faz um histórico, mostrando que em 1911 F. Ravaut usa a autohemoterapia em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos, conforme dicionário enciclopédico de medicina, T.1, de L. Braier. Em 1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológicas, pg 37, cita: Auto-hemoterapia, método de tratamento que consiste en injetar a uno indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y glóbules), tomada de este mismo indivíduo. E cita H. Dousset – Auto-Hemoterapia - Técnicas indispensáveis, afirmando em 1941 que é útil em certos casos para dessensibilizações.

O artigo cita também trabalho de pesquisa científica realizado pelo médico Jessé Teixeira - Complicações Pulmonares Pós- Operatórias Autohemotransfusão ( http://www.rnsites.com.br/artigo_jesse_teixeira.pdf ) e texto produzido pelo médico Ricardo Veronese sobre o tema Imunoterapia: O impacto médico do século ( http://www.rnsites.com.br/artigo_ricardo_veronese.pdf ).

Recentemente foi mostrado também que a auto-hemoterapia foi tema de tese de doutorado em 1924, “A auto-hemoterapia nas dermatoses”, realizada pelo Dr. Alberto Carlos David na Universidade do Porto (http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf )

O Conselho Federal de Medicina emitiu Parecer em 2007 afirmando que a técnica não teria comprovação científica, mas, ao contrário do que está colocado no parecer – que é incompleto e superficial - na base de dados Pubmed, do NIH (Instutito Nacional de Saúde americano), considerada a maior base de dados médicos do mundo, existem cerca de 106 estudos científicos publicados sobre auto-hemoterapia, a maioria sendo clínicos (http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm ).

A despeito dessas ações arbitrárias daqueles órgãos, a população continuou utilizando a auto-hemoterapia, com o que vem prevenindo e curando muitas doenças, conforme milhares de depoimentos publicados nos meios de comunicação e na Internet.

Chamado a explicar o uso da auto-hemoterapia em processos éticos instaurados no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro - CREMERJ e no Conselho Federal de Medicina – CFM, Dr. Luiz Moura foi ao final absolvido em ambos. Mesmo assim a perseguição que é feita à técnica que ele sempre usou e tem convicção dos benefícios que traz à clientela, causou-lhe muito mal e muitos transtornos.

Ressaltando que Medicina é a arte de curar, Dr. Luiz Moura diz que só tem um único compromisso com seus pacientes: aliviar o sofrimento e, quando possível, curar. Por isso não respeita os padrões chamados científicos. Para ele, o que comprova qualquer coisa é o efeito do tratamento. Se ele produz benefícios para o paciente é um tratamento científico, mesmo que não saibamos qual o mecanismo de ação deste tratamento. Defende o uso de recursos - sejam quais forem - para beneficiar os pacientes, para que tenham alívio do sofrimento e, se possível, a cura.

Aos médicos e futuros médicos recomenda conferir sempre, nunca aceitar nada como ‘isso é coisa do passado’, isso é ‘atrasado’, ‘está fora de moda’. Se possível, sempre somar o antigo com o novo. E sempre conferindo que não haja prejuízo para quem vai usar o tratamento.

Aos pacientes recomenda em primeiro lugar mente positiva, porque a mente negativa agrava o sofrimento. O Sistema Imunológico, quando a pessoa fica negativa em relação ao seu padecimento, declina. Se a pessoa crê na sua cura, ela tem toda chance de vencer a doença.

O que é Auto-hemoterapia?

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangue da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo.

Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias.

A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete) em 7 (sete) dias.

Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeção no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo.

Diante desse quadro, é urgente que as autoridades sanitárias vejam que os atos da ANVISA

e CFM sobre auto-hemoterapia estão ultrapassados

Senhor(a) Parlamentar,

Auto-hemoterapia deixou, portanto, de ser apenas uma questão de permissão da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Conselho Federal de Medicina – CFM ou outros órgãos que os acompanham. A intervenção da Anvisa no assunto, desde o ano de 2007, foi contrariada pela verdade dos fatos. A mesma verdade dos fatos que desmantelou o parecer fajuto, tendencioso e incompleto do CFM, que tentava proibir o uso dessa técnica pelos médicos. Tão logo entrou em vigor a decisão do CFM manifestada no citado parecer.

Os anestesiologistas fizeram com que o órgão se retratasse e admitisse o uso do Tampão Sanguíneo Peridural – TSP; a medicina esportiva vem mostrando a eficácia através do Plasma Rico em Plaquetas – PRP; a medicina estética também faz uso e obtém excelentes resultados; da mesma forma que são usadas a ozonioterapia e a auto-isoterapia de sangue; além do que a população, através de milhões de exemplos exibidos diariamente, continuou tratando seus males com a chamada AHT.

Como se vê, não adianta mais a Anvisa, o CFM, o Conselho Federal de Enfermagem – COFEN, o Conselho Federal de Farmácia – CFF e a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia – SBHH citarem o Parecer do CFM ou a Nota Técnica da Anvisa para dizer que a técnica não tem eficácia. As experiência realizadas durante todos esses anos reforçaram as afirmações do Dr. Luiz Moura, grande defensor da auto-hemoterapia, comprovando o seu funcionamento em todos os lugares e áreas onde é utilizada, tanto na medicina convencional como na veterinária.

Desta forma, é hora de reconhecer que a Anvisa foi precipitada ao emitir uma Nota Técnica tão somente para tentar conter o uso da técnica pelos brasileiros, como o CFM foi desumano ao forjar uma conclusão baseada em dados tendenciosos e mentirosos. A questão, no momento, é que as autoridades sanitárias devem conduzir com responsabilidade os atos relacionados com a auto-hemoterapia, reconhecendo a sua eficácia em todas as formas que já são amplamente comprovadas, e abrir espaço para estudos e pesquisas  que esclareçam o funcionamento da técnica para cada finalidade que é utilizada.

Vale lembrar o que afirmou o Dr. Francisco Rodrigues, médico potiguar, professor da UFRN, que analisou as informações sobre a auto-hemoterapia, e concluiu, a respeito das atitudes arbitrárias de todos aqueles órgãos: “Faltou ouvir a parte mais interessada, ou seja, os usuários”. Conforme podemos observar em todas as manifestações da Anvisa, CFM e outros, em nenhum momento a opinião dos usuários foi levada em conta. Nenhuma audiência pública foi realizada. E em todas as vezes que tentaram abordar o assunto na TV, rádio e imprensa, tiveram de mostrar sempre experiências que comprovaram a eficácia da auto-hemoterapia no tratamento e cura de mais de cem doenças.

Contamos com o seu apoio a esta causa, que tanto bem traz ao povo brasileiro.

Brasil, 1º.02.2019

Atenciosamente,

(Assinado por setenta cidadãos)

 
 
 

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