Natal, 09 de dezembro de 2016

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REFLEXÃO 


 

Uma realidade emocionante na Música do RN

 

--- Walter Medeiros

Quinta-feira à noite quitei um débito com José Dias, e ele não sabe como foi corrido realizar essa façanha. Minha neta Letícia, de 6 anos, apresentava-se como Rapunzel na Escola Doméstica, em espetáculo memorável de atores e alunos, como parte do encerramento do ano letivo. A apresentação começou às 18:00 horas e foi encerrada às 19:30, devendo seguir outros momentos em família. Mas conseguimos com rapidez atender àquela agenda e chegar a tempo de assistir ao espetáculo “A música brasileira e o RN”, no Teatro de Cultura Popular. Afinal, em todas as outras datas, inclusive no aniversário do amigo, tivemos compromissos que impediram o nosso comparecimento.

Foi a troca de um mundo encantado por outro. José Dias levou o público ao começo do século passado, com acordes capazes de embevecer os amantes da música em qualquer canto do mundo. Revelava traços aristocráticos de um musical herdado de toda a história da música. Nessa viagem secular, mostrou em seguida batidas resgatadas pelo Movimento Modernista, outra grande prospecção no nosso pequenino território. E seguia com o alvoroço de épocas de romantismo, boemia e malandragem que marcaram os corações com as batidas do tantan. Coisas do trio Irakitan, em busca de uma nova ilusão.

Em seguida, a mostra da história da Bossa Nova, que nasceu com forte participação potiguar e ganhou o mundo para se tornar uma das maiores referências de qualificação da música brasileira. E saltou para Elino Julião, com música que só terá oportunidade de ouvir quem for ao espetáculo em 2017, coisas da incursão dita brega daquele artista norte-rio-grandense.  Além de mostrar a presença do estado na chamada Jovem Guarda e na música de Luiz Gonzaga. A produção é tão afiada, que parece uma chamada para a vida, com o fascínio de mostrar a entrada e deixar com cada um o desejo de correr atrás dos discos, para ampliar aquele momento.

José Dias conta sobre seus dias na rua Soledade, de onde ia para o Bar da Noite. Naquela mesma época eu residia na Campo Santo – depois Rafael Fernandes, e ia para o mesmo Bar da Noite, com aquela batida de copos do contrarregra. Era o tempo de Dosinho, de Leno e de tantos outros, que ele cita e explica como influíram e influem no rico repertório musical do RN. Depois de assistir A música brasileira e o RN, percebe-se que há muito mais do que talvez se pudesse pensar. E a isto se some o elenco vibrante e competente, que deixa a sensação de termos assistido vários shows numa só noite.  

 

09.12.2016


 

A verdade sobre a auto-hemoterapia que o CFM esconde

 

O Portal Médico, do Conselho Federal de Medicina - CFM, manipula informações e agride a liberdade de expressão, ao retirar do seu facebook relatos de usuários da auto-hemoterapia que tratam ou curam doenças usando esta técnica. Vejamos aqui uma série de depoimentos enviados por centenas de pessoas e que foram bloqueados sem qualquer explicação no citado portal.

Esse bloqueio foi até previsto por algumas pessoas, que já diziam para o CFM não apagar os depoimentos. Enquanto isso, outros afirmavam que os médicos brasileiros ao fazerem referências à auto-hemoterapia nem parecem médicos, em vista da falta de disposição para usar esta terapia complementar em benefício dos seus clientes.

Se aquele portal abriu um espaço para o público se manifestar, tinha de mantê-lo disponível com as opiniões, fossem favoráveis ou contra a mensagem que divulgou. É assim que funciona a busca científica que tanto dizem defender. Considerando que mais de 99% das opiniões foram a favor da auto-hemoterapia, está claro que a retirada do assunto do facebook do CFM foi uma forma de tentar esconder a verdade. E o ato de obter vantagem dando uma ideia falsa do assunto é um verdadeiro esteliuonato.

Arquivo com os primeiros depoimentos:

www.rnsites.com.br/averdadesobreaautohemoterapiaqueocfmesconde.pdf

 

14.11.2016


 

Seu Sebastião e a valsa dos 100 anos

A festa do 100º Aniversário de Sebastião Rodrigues Bezerra foi algo sensacional. FamIliares e amigos foram reunidos no Biffet Felicitá, com a finalidade de parabenizá-lo, com doces, salgados, um jantar e músicas do repertório da vida do aniversariante. O ambiente estava encantador, proporcionando belos momentos de felicidade entre seu Sebastião, sua esposa, Dona Neusa de Souza Bezerra, os filhos, netos e bisnetos. Cerca de dez pessoas vieram da Alemanha, onde reside a filha do aniversariante Mércia Bodenmülle. E o neto Firmino Medeiros veio de Angola, onde trabalha, especialmente para a festa.

Enquanto corria a música e as conversas pelo salão inteiro, o aniversariante fez uma surpresa a todos. Chamou a sua filha Graça para dançar com ele uma valsa. Dançaram sob os olhares admirados de todos, pois não era de esperar um homem de 100 anos dançando daquela forma. Ele dançou ainda com a filha Mércia e a neta Jana. Foi um momento muito  emocionante para todos. Ele disse, ao final, que sentia-se como um jovem de 16 anos.

Em seguida, seu genro Walter Medeiros fez a leitura de um poema de cordel que conta a vida daquele homem que nasceu durante a Primeira Guerra Mundial, acompanhou as ações do cangaço, vivenciou todas as experiências do sertão, foi morar na capital e completa 100 anos de vida. Depois a neta do aniversarianete, Jana Sá leu um texto no qual relata sua vida e conta o apoio que teve do seu avô, juntamente com a sua mãe, Fátima e seu irmão Gilson.


CORDEL

Cem anos do sertanejo Sebastião

--- Walter Medeiros

Neste dia tão festivo,
Que é de comemoração,
Peço um pouco da atenção
Sem Claro, sem TIM nem Vivo;
Pra nesta ocasião
Mostrar seu Sebastião:
Cem anos é o motivo.

Nascido lá no sertão,
Seu pai era seu Manoel,
Sua mãe, Dona Isabel,
No tempo de Lampião;
Criado com leite e mel,
Conheceu doce e fel,
Viu tudo na região.

Menino, brincou com terra,
Na roça ele cresceu;
No ano em que nasceu
Corria a primeira guerra;
Desde novo aprendeu
Com cristão e com ateu
Que bom cabrito não berra.

Na caatinga ele viveu,
Sentindo aquele mormaço,
Com notícias do cangaço
Nas secas ele sofreu;
Mas dominava o espaço
Pegando boi com o laço
Num mundo que era seu.

Sete irmãos ele tinha,
Todos amigos de fé:
Antônio, João e José,
Francisca, Luiz, Rosinha,
Por fim tinha seu Mané,
Ou Manuel, se quiser,
Essa é a lista todinha.

Nos seus dias de menino
Montava em animais,
Não é qualquer um que faz
Essas coisa do destino;
Hoje ele se satisfaz
Contando o feito sagaz
Prá Walter e Severino.

Cada coisa do sertão
Sebastião conheceu
E nunca ele esqueceu
Da roça e do aluvião;
Com gado também mexeu
E muito tempo correu
Num cavalo alazão.

Gosta de carro de boi
Acha algo fascinante
Não é de tocar berrante
Mas sempre afoito ele foi;
Não gosta de ser falante
Mas quer ser sempre elegante
Talvez ainda aboie.

As roupas lá do sertão
Sempre teve tudo em mente
Não pode ser diferente
Em cada ocasião;
Como vaqueiro se sente
Mas terno, chapéu e pente
Ele sempre teve à mão.

Quando rapaz, seu coisinha,
Nas quebradas do forró
Ele nunca dançou só
Com aquela luz fraquinha;
Molhava o paletó
Nos bailes do arigó
Arrochando uma mocinha.

Quando voltava prá casa
Passava experiências
Pelos matos de Pendências
Vencia até água rasa;
A coragem era grande
Mas o medo ele responde
Que era coisa das ciências.

Ele ia todo arrumado
Com a roupa impecável
Usava linho dobrável
Tecido muito cortado;
Chapéu era indispensável
E na escuridão notável
Medo de alma é dobrado.

O seu pai morreu bem cedo
Ficou prá eles uns bens
Mas juntou os seus teréns
Mudando todo o enredo;
Ainda não tinha trens
Mas prá garantir vinténs
Foi buscar outros segredos.

Inda com catorze anos
Aprendeu a dirigir
Seu irmão foi investir
Em caminhões, olhe os planos!
Assim, vivia a sorrir,
Trabalhar, se divertir,
Até em meios profanos.

Cuidava dos caminhões
Com toda desenvoltura
Era uma jornada dura
Mas cheia de emoções;
De forma muito segura
A disposta criatura
Mexia até nos pistões.

Tudo isso ele fazia
Quase sem aparecer
Tão magro queria ser
Que às vezes até sumia;
Mas o que dava prá ver
É que queria vencer
Com força e sabedoria.

Alguns anos já passara
Ele aceitou grande fardo
Com o amigo Abelardo
Dirigiu um pau-de-arara;
Uma viagem petardo
Rio, São Paulo, um enfado,
Mas foi uma coisa rara.

Nunca esqueceu o caminho
Pelas estradas de barro
Passou também por piçarro
Pelo nordeste todinho;
Asfalto também eu narro
Conheceu naquele carro
No Rio tão bonitinho.

Na estrada onde passou
Orlando Silva ele viu
Na estátua com que o Rio
A ele homenageou;
Um sentimento sutil
Mas sempre se referiu
Ao preferido cantor.

Cada um no seu destino
Seguiu vivendo esta vida
Todos tinham sua lida
E não eram mais meninos;
Ele encontrou guarida
Numa função merecida
Trabalhando com grã finos.

Foi lá na LBA
Tempo do Padre Nivaldo
Que teve um bom respaldo
E precisou se enfronhar;
Da Ribeira até o Baldo
Ele melhorava o saldo
Por gostar de trabalhar.

Também na sua lembrança
Nelson Gonçalves ouvia
Aluízio Alves ia
Aquele da esperança;
Nas viagens que fazia
Tão logo amanhecia
Tinha grande confiança.

A vida continuou
Voltou prá sua cidade
Ainda na mocidade
Sebastião se casou;
Neusa é a cara-metade
Que o seguiu de verdade
E assim continuou.

Graça, Marcone e Múcio,
Fátima, Marcos e Mércia
Mostram que não houve inércia
Como diria Confúcio;
Não nasceram na Abernéssia
Termino já a conversa
Nenhum se chamou de Lúcio.

Depois vieram os netos
E os bisnetos também
Acho que breve porém
Estão chegando trinetos;
Todo mundo lhe quer bem
Rezam, e dizem emém
Prá proteção do seu teto.

Se continuar contando
O que sei para você
Chega o amanhecer
E depois o sol se pondo;
Assim, vou agradecer
O silêncio e o prazer
Que deram me escutando.

FIM


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