Natal, 26 de agosto de 2018

       Natal, o Rio Grande do Norte, o Brasil e o Mundo no foco de Walter Medeiros

SITES DE NATAL E RN

 

 
Visit Beco dos Poetas

 

IMPRENSA

 

NOVO JORNAL  

O JORNAL DE HOJE

TRIBUNA DO NORTE

O MOSSOROENSE

GAZETA DO OESTE

DIÁRIO OFICIAL DO RN

DIÁRIO OFICIAL DE NATAL 

 

PODER PÚBLICO

 

Assembléia Legislativa

Câmara de Natal

Governo do Estado

Tribunal de Justiça

Prefeitura de Natal

Prefeitura de Mossoró

PROCON 

UFRN

 

SITES E BLOGS

 

Artigos - Walter Medeiros

Belo Mundo - Tarcísio Gurgel  

Blog do Miranda Sá

Blog de Roberto Patriota

Canindé Soares - Fotojornalismo

Casa do Bem - Flávio Rezende

Coisas de Jornal - Emmanuel Barrêto

Criação - Alderico Leandro Álvares

Diversidade - Arlindo Freire

Gestos Humanos - Graça Medeiros

Jornal do RN - Paulo Tarcisio Cavalcanti

JoséAécioCosta.com - fatos & notas

Mata Grande

Natalpress

Nicole - Blog

Observando - Wellington Medeiros

Planetajota

 


 

REFLEXÃO 


Estudar e fazer arte, ações

na Escola Casa do Caminho


Crianças fazendo ARTE. Assim encontramos os alunos da Escola Casa do Caminho, onde a orientação é que “A criatividade deve ser explorada, incentivada, aproveitada e elogiada!”. Naquele ambiente fascinante, a pedagogia mostra que “crianças criativas que vêem o mundo com cores, formas, aromas e texturas tornam-se adultos muito mais produtivos.”.
A Escola Casa do Caminho é uma instituição filantrópica, fundada em 1989, e mantida pelo Centro Espírita Irmãos do Caminho. A escola conta com 3 turmas de Educação Infantil, com 25 alunos por turma, totalizando 75 crianças. Os alunos são atendidos em período integral (7:30 às 16h) e recebem 3 refeições diárias.
Além das atividades didáticas e de recreação, as crianças têm horários para banho e repouso, e contam ainda com atendimento de uma equipe multidisciplinar de voluntários composta por médicos, odontólogos, nutricionista, psicopedagogo, psicomotricista, e educadores fisicos.
A Diretora da Escola, pedagoga Mônica Ferreira explica que “Ao adentrarem no ambiente educacional de nossa Escola, as crianças recebem o cuidado físico e emocional, sendo acolhidas em suas necessidades numa estrutura que conta com amplas salas de aula, sala de vídeo, sala de jogos, brinquedoteca, parquinho, sala do soninho, refeitório, consultório médico-odontológico, salão de eventos e banheiros apropriados.”
A Escola definiu como missão “oferecer educação de qualidade, prestando serviço à comunidade, preparando nossos alunos para atingir pleno desenvolvimento intelectual, moral e emocional”. A diretora acrescenta que a escola “Está sempre de portas abertas, para receber os amigos e todos aqueles que tenham interesse em conhecer a nossa instituição”.
Nesta semana as crianças desenvolveram atividades artísticas de pintura, com aulas ministradas pela professora voluntária de psicomotricidade, Aleide Bezeril Regis Ramos. Trata-se de uma atividade que gera grande entusiasmo, transformando cada aluno em verdadeiros artistas mirins, em vista do belo resultado colorido dos trabalhos feitos por cada um.
As crianças da Escola Casa do Caminho são oriundas de famílias da Vila de Ponta Negra, e os familiares fazem parte do projeto de integração, que vincula pais e mães ao trabalho voluntário. Todos os familiares participam das atividades, conforme suas habilidades e disponibilidade. Esta integração faz com que todos sejam responsáveis pela escola como um todo.
Quem desejar conhecer e até apoiar a escola, pode procurar na rua Praia de Muriú, 9150, Ponta Negra - Natal/RN, ou pelo telefone 3236-3489 – Centro Espírita Irmãos do Caminho. Pode também acessar o site da entidade, pelo endereço www.irmaosdocaminho.org e Email: ecccaminho@hotmail.com.

26.08.2018

 

Meu Pai e a Rosa Branca

--- Walter Medeiros


Vou procurar uma rosa
:
Quero uma rosa branca,
A mais bela que houver,
Para marcar esse dia
Com a minha fantasia;
Não é um dia qualquer.

Quero olhar essa rosa
E sentir o seu perfume,
Carregado de saudade;
De quem um dia partiu
E nunca mais me sorriu,
Com um sorriso de verdade.

Vou fazer com essa rosa
Uma bela homenagem,
Singela e merecida;
A quem tanto fez por mim,
Pois a vida é assim:
De chegada e de partida.

A rosa tem de ser branca,
Com toda aquela pureza,
Que rosa branca nos traz;
Para realçar bastante
A hora significante
Que o amor hoje faz.

Quero então contemplar,
Coberto de paciência,
Tudo que ela simboliza;
Quem sabe até chorar,
Pois lá a sua essência
De uma lágrima precisa.

E nessa contemplação
Terei também um sorriso,
Espontâneo e bem real;
Que mostra o sentimento
Vivido neste momento,
Que é tão especial.

Farei também uma oração,
No maior recolhimento
Que um alguém pode ter;
E num profundo segredo
Buscarei aquele ungüento,
Que me faz sobreviver.

Na certa com essa rosa,
Esse dia cheio de amor
Nunca mais da mente sai;
É o que posso fazer,
Para comigo hoje ter
A presença do meu pai.


Fado Celeste
Walter Medeiros 
 

Nove anos atrás, por esses dias, estávamos em Lisboa, conhecendo muitos lugares, sentindo Portugal e entendendo o coração português. Jamais deixaria aquela cidade sem vivenciar uma noite de fados. E fomos, então, Graça, Carol, Cristina, Vasco, sua esposa e eu, para o espetáculo da Luso, um belo lugar, onde se ouve belos fados e janta-se saborosos pratos da culinária lusitana. Uma noite inesquecível.

Muitos fadistas se apresentaram, cantaram fados conhecidos ou novos, transmitindo-nos aquela forte emoção da vida portuguesa. O proprietário do restaurante, ao saber que somos brasileiros, chegou-se à mesa e cantou belo fado de Vinícius de Moreas, “Saudade do Brasil em Portugal”, que começa com um verso abrasador: “O sal das minhas lágrimas de amor formou o mar”. 

Do meu canto, observava uma mulher elegante, com um xale escuro, bebendo algo e fumando, solitária e pensativa. Naquela mulher via-se uma síntese da noite portuguesa, das belezas históricas da Mouraria, do Fado puro, que sensibiliza o mundo e aquece tantos corações. Como aquela que fala sobre as canoas do Tejo, o que manda um recado a Lisboa, ou aquele que diz de vez que tudo isto é fado. 

Eu sabia quem era, mas tive gratíssima surpresa, pois não esperava que estivesse naquela noite cantando no Luso. Chegou o momento mais emocionante, então, quando as guitarras encheram a casa com acordes fortes, para ela dizer com sua bela voz que “Havemos de ir a Viana”. E cantou mais, para encerrar cerca hora, cantando tudo sobre “Uma casa portuguesa”.

Assim estive, uma noite, com Celeste Rodrigues, uma das maiores fadistas da história de Portugal. Muito se está escrevendo sobre ela ultimamente. Mas é uma pena que eu tenha de escrever agora, para simplesmente dizer Adeus, Celeste! Que seu canto alegre todos os ambientes por onde passar, em sua nova vida. Adeus!

02.08.2018


Lembranças em versos

 

--- Walter Medeiros

Uma cidade, uma vida, um livro. É a reflexão que faço da viagem que fizemos agora em julho, por uma parte do nordeste, e que teve um momento mais marcante que as belezas das praias de Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal. Um momento no Teatro Deodoro, belo monumento da cultura alagoana, onde encontramos, de surpresa, amigos de infância e da vida toda. Amigos que nos envolvem em versos, em prosa, em recordações, saudade. Saudade do tempo em que moramos tão longe, no alto sertão de Alagoas.

A tarde caía em Maceió, quando Graça e eu fomos chegando ao Foyer do teatro, mais belamente chamado de Café da Linda. Junto à porta que dá para a praça, duas mulheres sentadas, que recebem nossos cumprimentos. E esboçam curiosidade. Queriam saber se eu era de Mata Grande. Então disse que morei lá, vizinho a Germano. Foi o suficiente para uma delas apresentar-se como irmã do ex-vizinho. Era Helena Mendonça. Aquela mesma mulher magra que há muitas décadas brincava, passeava e estudava com a minha irmã Clemilda. Vieram, então, todas as recordações possíveis, inclusive do cheiro de pão assado com manteiga. O pão que chegava quentinho da padaria de Seu Balbino, pai de Helena, Valdeci, Valderez, Germano e Hidelbrando. 

Pelo outro lado chegou a vizinha do outro lado, Márcia. A neta de seu Zé Lúcio, professora, lutadora, o maior motivo para estarmos ali. Era o lançamento do seu livro de poemas “Lembranças, apenas...”. Belo livro, que autografou carinhosamente para nós, para Wellington, Clemilda e todos os que compareceram ao belo evento. Uma noite de muitas emoções, marcada por reencontros, histórias, amizades, lembranças, quantas lembranças, das coisas de Mata Grande! A cidade que resolveu dar a mim o título de Cidadão Honorário, em 2012, em outra noite alagoana de muita felicidade.

O livro de Márcia faz a gente viajar a cada canto de Mata Grande, sentir cada emoção dos tipos matagrandenses, passar por tantas épocas que fizeram a bela cidade que hoje tem muita coisa marcante, inclusive o ponto mais alto de Alagoas. Ela transmite muitas emoções fortes, ao transformar em versos aquele dia a dia da feira, dos carros de boi, dos sítios, das serras, dos amigos, dos parentes, da saudade. Versos dedicados ao seu marido, Manuca, a seus filhos e netos. E aos seus pais e avós, que tanto abrilhantam aquelas páginas. Versos que nos trazem tão forte nostalgia, como aquelas do poema “Agendas antigas...”, falando sobre telefones de “Amigos antigos ausentes, dividiram o espaço / Com as agências de viagens, as farmácias...” _/ “Apenas nomes deixados pelo tempo”.

Belo livro. Belos poemas. Belas lembranças. Nova saudade, Márcia!

31.07.2018

 

  Copa do Mundo - Da era do rádio ao árbitro de video

--- Walter Medeiros

Minha relação com o futebol tem uma intensidade que variou através do tempo, com enovimento, torcida, amor. Com passagens por campos de pelada da rua Campo Santo, da Maré e outros, e campos de futebol como o da Escola Industrial e do antigo RO (Regimento de Obuses). No frasqueirão do Estádio Juvenal Lamartini, vi o ABC jogar com Alberi, Piaba, Erivan, Burunga, Zezé, Izulamar, Otávio, e tantos outros, ainda no tempo de Canapu, Dada e Big Milch. Eram ecos da Copa do Mundo de 1958, 1962, 1966.

Em 1958, vivi as emoções do primeiro campeonato brasileiro em Mata Grande. Meu tio Duca, irmão da minha mãe, mandou um rádio de presente para ela, de São Paulo, onde morava e trabalhava como camelô, nas mesmas calçadas frequentadas por Sílvio Santos. Era um rádio grande, com alimentação a partir de uma resistência. Com aquele rádio, meu pai fazia a felicidade de muitos moradores da nossa rua, que se juntavam na calçada para ouvir as transmissões, sofrer, torcer e ficar feliz com a grande conquista, pela Seleção Brasileira, da Copa da Suécia.

Em 1962, já estávamos em Natal. Mas a Copa do Mundo ainda era acompanhada predominantemente pelo rádio. Aí já reunimos a torcida da minha tia, Mariêta, seu marido, Paraguai, meus avós paternos, Fracisco Bezerra e Constância, Antônio e Trezinha, meus primos, além da vizinhança de felizes lembranças. E lá seguia o Brasil no Chile, vitorioso, ganhando a sua segunda Copa do Mundo e ostentando a Taça Jules Rimet. Até então, a marchinha mais ouvida sobre o assunto dizia que “A Taça do Mundo é nossa! Com brasileiro, não há quem possa.”. Mas não deu para o Brasil em 1966, Na Inglaterra.

Nova canção surgiu em 1970, com uma vibração imensa, falando nos “Noventa milhões em ação / Prá frente, Brasil!”. Talvez tenha sido mesmo o melhor momento da Seleção Brasileira, pela conquista definitiva da Tala Jules Rimet que, ganha pela terceira vez, pertenceria definitivamente à seleção vitoriosa. Começava a era da TV a cores, da disseminação do colorido nas revistas e jornais, criando imagens bem agradáveis. Inclusive o grande álbum da época, chamado de TV-Bol. Além da satisfação de preencher as páginas com as figurinhas, das mais simples às mais valiosas, o referido álbum distribuía prêmios, que iam de pequenos utensílios a bicicletas e televisores. Foi a copa em que João Saldanha foi impedido de dirigir a seleção, mas a censura e o regime militar só deixaram a Nação entender os fatos anos depois.

Daquelas copas resultaram belas tabelas, que eram preenchidas com avidez pelos torcedores, mas a cada copa a tecnologia modificava o interesse, até que a internet as transformou em recursos digitais, bem mais fáceis, convenhamos, mesmo que reste na memória um pouco de nostalgia.  E assim o Brasil seguiu sua trajetória, vencendo mais duas Copas do Mundo, tornando-se penta campeão com os resultados das copas de 1994 e 2002. Faz dezesseis anos que não se vê a seleção brasileira erguer a taça. Vamos ver o resultado que sai dessa nova competição, que tem como grande novidade o antes inimaginável árbitro de vídeo, na competição que se realiza nas belas paisagens da Rússia.

24.06.2018


Futebol com Auto-hemoterapia

 

O Dr. Jorge Martins Cardoso, médico sergipano estudioso de imunologia, escreve artigo sobre o uso da auto-hemoterapia no futebol, lembrando citação do Dr. Luiz Moura, segundo a qual Franz Beckenbauer, jogador alemão campeão de muitas competições, utilizava essa técnica e se dava muito bem com ela. Sebe-se que a auto-hemoterapia é utilizada pelos atletas na forma de Plasma Rico em Plaquetas – PRP. O médico sergipano também acredita que a auto-hemoterapia pode ter sido utilizada em muitas outras ocasiões, inclusive na Copa do Mundo de 2018. Ele é autor de cerca de duzentos artigos sobre este tema. 

“A LIBERDADE... A VERDADE...

“FRANZ BECKENBAUER - Um futebolista exemplar e um ESTIMULANTE MUITO EFICAZ”.

FRANZ BECKENBAUER.

Origem: - Wikipédia, a enciclopédia livre.

INFORMAÇÕES PESSOAIS.

Nome Completo – Franz Anton Beckenbauer.

Data de Nascimento – 11 de setembro de 1945 (72 anos).

Local de Nascimento – Munique, Alemanha.

Altura – 1,81 m.

Apelido – Der Kaiser.

INFORMAÇÕES PROFISSIONAIS.

Período como Jogador – 1964 – 1983 (19 anos).

Período como Treinador – 1994 – 1996 (12 anos).

Número – 4, 5 e 6.

Posição – Ex-treinador, Líbero, Meia, Zagueiro e Volante.

Clube da Juventude.

Bayern Munique – 1959 – 1964.

Clubes Profissionais.

Bayern Munique – 1964 – 1977 – 528 jogos e 77 gols.

New York Cosmos – 1977 – 1980 – 105 jogos e 17 gols.

Hamburgo – 1980 – 1982 – 105 jogos e 17 gols.

New York Cosmos – 1983 – 37 jogos e 1 gol + 25 jogos e 2 gols.

Seleção Nacional da Alemanha Ocidental.

1965 – 1977 – 103 jogos e 14 gols.

Times/Equipes que treinou.

Alemanha Ocidental – 1984 – 1990.

Olympique de Marseille – 1990 – 1991.

Bayern Munique – 1993 – 1994.

Bayern Munique – 1995 – 1996.

 

     Franz Anton Beckenbauer, mais conhecido como Beckenbauer (Munique, 11 de setembro de 1945 – 72 anos), é um ex-futebolista Alemão que atuava como zagueiro, líbero e volante/armador.

     Foi presidente do Bayern Munique e presidente da Bayern Munique FC AG, clube com o qual tem sua história entrelaçada.

     Sua alcunha é der Kaiser ("O Imperador", em alemão).

     Com a seleção alemã (da então Alemanha Ocidental), foi campeão mundial como jogador (em 1974) e técnico (em 1990), sendo um dos dois únicos a ter a marca, ao lado do brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo.

     É também um dos 7 jogadores a terem conquistado ambas medalhas de ouro, de prata e de bronze em Copas do Mundo FIFA.

     Internamente, Beckenbauer também é o símbolo da elevação de patamar do Bayern Munique de clube modesto no país à potência principal do futebol alemão e também a potência global.

     Curiosamente, na infância era torcedor do rival Munique 1860, do qual se tornou sócio vitalício em 1998, o que não o impediu de ser ao mesmo tempo presidente de honra do Bayern.

     Um filho seu, Stefan, jogou nos dois clubes.

Beckenbauer é considerado pela maioria dos especialistas como o maior líbero da história do futebol, tendo ganho, além da Copa do Mundo, todos os títulos internacionais possíveis que um atleta pode vencer no futebol europeu: - Liga dos Campeões da UEFA, Eurocopa e Bola de Ouro.

     Também foi responsável direto pelo início da carreira de outra glória do futebol alemão e mundial, o goleiro Sepp Maier, amigo de infância.

 

CARREIRA.

COMO JOGADOR.

BAYERN MUNIQUE.

INÍCIO.

     Nascido em Munique, Beckenbauer cresceu no bairro de Giesing, reduto do Munique 1860, do qual tornou-se natural torcedor.

     Contudo, viria a se desencantar com o clube após enfrentá-lo por um outro time em um torneio sub-14, em partida na qual foi esbofetado por um oponente.

     Preferiu então ingressar nos juvenis do Bayern Munique, ingressando ali exatamente com a idade de 14 anos.

     Na infância, também jogava tênis, tornando-se amigo de Sepp Maier, com quem praticava o esporte.

     Sepp Maier foi convencido relutantemente por Beckenbauer a também jogar futebol, "mais fácil", segundo o futuro Kaiser, que inclusive indicou a melhor posição para o amigo, que não tinha tanta habilidade com os pés: - Goleiro.

     Convencer Sepp Maier, que também foi para o Bayern, não foi tão difícil para quem já havia peitado o próprio pai, que, aposentado devido a ferimentos que sofrera na Segunda Guerra Mundial, não gostava que Beckenbauer utilizasse para jogar futebol, O ÚNICO PAR de SAPATOS que POSSUÍA.

     Quando Beckenbauer e Maier ascenderam ao time principal, em 1965, o rival Munique 1860 vivia melhor momento: - Havia acabado de ser vice-campeão da Recopa Europeia, tendo levantado em 1964 a Copa da Alemanha pela segunda vez.

     O Bayern, por sua vez, tinha como títulos a Copa da Alemanha de 1959 e um longínquo campeonato alemão em 1932 e havia acabado de subir para a segunda divisão.

     O time alemão mais vitorioso era o também bávaro Nuremberg, com então sete títulos no campeonato.

     Paralelamente, Beckenbauer encontraria no elenco outro parceiro: - Gerd Müller.

     Em sua primeira temporada profissional, o jovem Beckenbauer viu o outro time da cidade ser o campeão da Bundesliga e igualar-se ao número de conquistas do seu time, que ainda por cima não tinha nenhuma expressão internacional.

     Na Bundes, o Bayern ficou em terceiro, a três pontos do 1860. Já na Copa da Alemanha os vermelhos foram campeões.

     A performance do jovem o levaria de imediato à Seleção Alemã-Ocidental, que o convocaria para a Copa do Mundo de 1966, ao final daquela temporada 1965/66.

     Sepp Maier também foi à Copa, como terceiro goleiro, enquanto Beckenbauer já seria titular.

     Beckenbauer e Sepp Maier voltaram da Inglaterra com a experiência de terem sido vice-campeões (para a própria Inglaterra), o que parece sido bom para a carreira de ambos e para o clube de ambos.

     Na temporada seguinte, os dois conseguiriam com o Bayern o que o rival 1860 perdera na anterior: - O troféu da Recopa Europeia, o primeiro título internacional do clube.

     O troféu veio com vitória por 1 x 0 na prorrogação sobre os escoceses do Rangers.

     A equipe também seria bi da Copa da Alemanha.

     O habilidoso meia de futebol vigoroso, liderança natural, passes precisos de curta e longa distância e capaz de desarmar sem fazer faltas, acabaria recebendo a alcunha de "brasileiro da Alemanha", antes de tornar-se Kaiser.

     Outras marcas registradas de seu futebol vistoso eram a elegância com seu porte ereto, passadas largas e a cabeça sempre erguida, além da grande visão de jogo.

     Na temporada de 1968/69, viria finalmente o primeiro título do Bayern na Bundesliga, o primeiro troféu do clube no campeonato alemão desde 1932.

     A conquista ofuscou a decepção da Alemanha Ocidental em relação à Eurocopa 1968: - Nas Eliminatórias, o país foi desclassificado ao empatar com a inexpressiva Albânia.

 

ERA de OURO.

     “Foto: - Beckenbauer (centro) no New York Cosmos, em um amistoso na Argentina, em 1980”.

     Após o título, Beckenbauer solidificou sua presença na Seleção, juntamente com os amigos Sepp Maier e Müller.

     Aos poucos, o Bayern desvencilhava-se da rivalidade com o 1860 e formava outra, contra o Borussia Mönchengladbach, campeão da Bundes nas duas temporadas seguintes, em que o Bayern foi vice.

     A resposta veio com um tricampeonato consecutivo iniciado em 1971.

     Um outro tricampeonato ocorreria no mais importante torneio europeu de clubes, a Copa dos Campeões da UEFA, que nenhum clube alemão havia conquistado ainda.

     O Bayern venceria o torneio em 1974, 1975 e 1976, sucedendo um igual tricampeonato do Ajax de Johan Cruijff.

     O tricampeonato em 1976 lhe renderia sua segunda Bola de Ouro: - A France Football lhe entregara a premiação pela primeira vez em 1972.

     O primeiro dos títulos foi o mais dramático: - O Atlético de Madrid abrira o placar a seis minutos do fim da prorrogação.

     O lateral Hans-Georg Schwarzenbeck empatou de fora da área nos últimos segundos, forçando um jogo-desempate.

     Os muniquenses levaram fácil a melhor sobre um adversário abatido, goleando por 4 x 0 semanas antes da Copa do Mundo de 1974, da qual 7 dos 11 titulares vitoriosos na final eram do clube: - Beckenbauer, Sepp Maier, Müller, Schwarzenbeck, Paul Breitner e Uli Hoeneb.

     Daí vinha a relação que perdura até os dias atuais entre os grandes jogadores da Seleção Alemã e do Bayern.

     As duas conquistas europeias seguintes, contra Leeds United e Saint-Étienne, vieram com o time perdendo espaço no Campeonato Alemão: O rival novo, Borussia Mönchengladbach, inclusive igualaria o tricampeonato nacional seguido.

     Aos 33 anos, líder do Bayern desde os 22, Beckenbauer decidiu aceitar a proposta do futebol estadunidense.

     O clube era o Cosmos, que no mesmo período contratara outras estrelas internacionais: - O brasileiro Carlos Alberto Torres e o italiano Giorgio Chinaglia.

     Deixou o Bayern como um dos grandes responsáveis por mudar o destino do clube, que se tornaria o maior da Alemanha, a ponto de deixar a rivalidade com o Munique 1860 de lado para despertar outras em todos os grandes times do país.

 

COSMOS e HAMBURGO.

     O Cosmos já era famoso mundialmente por ter contratado ninguém menos que Pelé em 1975.

     O Kaiser superou o próprio Rei na eleição do melhor jogador nos Estados Unidos em seu primeiro ano no clube de Nova York (o único ano em que jogou ao lado de Pelé, que se aposentaria), sendo campeão.

     No mesmo ano em que aceitou o convite, por coincidência ou não, perderia lugar na Seleção: - O técnico Helmut Schön o considerava velho e o avisou de antemão que não o incluiria entre os convocados para a Copa do Mundo de 1978.

     Outros dois títulos nacionais com o Cosmos viriam em 1979 e 1980, com a equipe contando também com Johan Neeskens, Marinho Chagas e Romerito.

     Após o terceiro Soccer Bowl pelo Cosmos, Beckenbauer resolveu voltar à Alemanha Ocidental, visando participação na Copa do Mundo de 1982.

     Escolheu o Hamburgo, sucessor do Mönchengladbach como rival momentâneo do Bayern: - O HSV fora campeão em 1979 sobre os muniquenses, e a ordem fora invertida no ano seguinte.

     Em sua primeira temporada no Hamburgo, o clube foi novamente vice-campeão contra o Bayern, que somava o seu nono título alemão, tornando-se o maior vencedor do campeonato.

     Na segunda temporada, que era a temporada justamente anterior à Copa, o Hamburgo levaria a melhor, com seu ex-clube ficando em terceiro.

     Entretanto, não convocado para o mundial da Espanha, Beckenbauer ficou desgostoso e resolveu voltar imediatamente ao Cosmos, aposentando-se lá no ano seguinte, 1983 - perdendo o bicampeonato do Hamburgo e o título que o clube teria no mesmo ano na Copa dos Campeões da UEFA.

     “Foto: - No duelo entre as Alemanha Ocidental e Oriental, na Copa do Mundo de 1974.

 

SELEÇÃO ALEMÃ.

     Foi utilizado pela primeira vez nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1966, onde começou sua parceria sólida no meio de campo da Seleção com Wolfgang Overath, do Colônia.

     A Alemanha Ocidental classificou-se no grupo que compunha com Suécia e Chipre.

     Aos 21 anos, já era eleito um dos melhores de uma Copa do Mundo.

     Ele, que acabara de chegar à Seleção Alemã-Ocidental, firmava-se rapidamente entre os titulares e seria vice-campeão da Copa do Mundo de 1966. A Copa do Mundo de Futebol de 1966 foi realizada na Inglaterra, sendo a dona da casa a campeã (a Inglaterra) e a Alemanha Ocidental a vice-campeã.

     Ao contrário dos volantes da época, que ficavam no desarme e na proteção à defesa, Beckenbauer mostrou logo no jogo inaugural um diferencial, ao partir de seu campo com a bola dominada para o ataque, e marcando dois contra a Suíça.

     Marcou seu terceiro gol nas quartas-de-final, contra o Uruguai, e outro na semifinal, o segundo dos 2 x 1 sobre a União Soviética de Lev Yashin, em belíssimo chute de fora da área em que a bola entrou no ângulo esquerdo do lendário goleiro soviético, após dar a impressão de que sairia.

     Na final, coube a ele marcar o astro máximo do adversário, a anfitriã Inglaterra: - Bobby Charlton.

     Os dois gênios acabariam então se anulando na decisão, que terminou com vitória britânica por 4 x 2.

     Após a Alemanha Ocidental perder pela última vez um torneio importante, ao ser eliminada da Eurocopa 1968, o país foi à Copa do Mundo de 1970 com Beckenbauer já como capitão da Mannschaft, posto que ocuparia por dez anos.

     Protagonizaria no México uma das cenas antológicas em mundiais, ao participar no sacrifício na semifinal, contra a Itália, em que teve de jogar boa parte do jogo SEGURANDO o OMBRO DIREITO, DESLOCADO.

     A lesão ocorreu aos 25 minutos de jogo, onde levou uma trombada quando tentava entrar na área italiana. Como as substituições permitidas (na época, duas) já haviam sido feitas, ele teve de IMOBILIZAR o OMBRO e voltar ao campo.

     Acabaria em vão: - Os italianos venceriam por 4 x 3 e iriam à final.

     Antes, nas quartas-de-final, os alemães já haviam sentido o gosto de vingar-se dos rivais ingleses: - Reverteram uma derrota parcial de 0 x 2 e viraram a partida para 3 x 2, com o primeiro gol da reação sendo marcado pelo Kaiser, que havia inicialmente sido incumbido de marcar novamente Bobby Charlton, resolvendo deixar a vigilância sobre o inglês de lado após o segundo gol adversário.

     Vinte minutos depois, acertaria de fora da área no canto direito de Peter Bonetti.

     Os alemães-ocidentais terminariam a Copa obtendo a terceira colocação, para cujo jogo Beckenbauer foi poupado, devido à lesão no ombro.

     O primeiro troféu do Kaiser viria dois anos depois, com o título da Eurocopa 1972 sobre a União Soviética.

     Naquele ano ele, campeão nacional com o Bayern, receberia sua primeira Bola de Ouro como melhor jogador da Europa.

     Dois anos depois, a Alemanha Ocidental sediaria a Copa.

     Na primeira fase do Mundial de 1974, o país classificou-se sem sustos, com vitórias sobre Chile e Austrália.

     Perdeu quando podia: - Na última rodada, para a rival Alemanha Oriental, para a surpresa de muitos e, para outros, a acusação de que o resultado foi "permitido" para os anfitriões não enfrentarem o Brasil na fase de grupos seguinte (como seria disputada a segunda fase do torneio, ao invés de mata-matas).

     Na segunda fase, vitórias sobre Iugoslávia e Suécia deixaram a vaga na final ser decidida diretamente contra outra rival, a Polônia.

     Em jogo duro, os germânicos venceram por 1 x 0 e enfrentariam na final a grande sensação, os Países Baixos de Cruijff, que haviam eliminado a Seleção Brasileira.

     Se na Alemanha Ocidental ninguém discutia sua liderança, a ponto de ele interferir na escalação da final - Preferia o parceiro Overath ao herói da Euro 72, Günter Netzer, acusado de mercenário, o mundo aguardava seu tira-teima com o craque neerlandês.

     A final terminaria em vitória de virada por 2 x 1 para os anfitriões, fazendo de Beckenbauer o primeiro jogador a erquer a Taça FIFA.

     Dois anos depois, aos 30 anos, seria vice-campeão da Eurocopa 1976, perdida nos pênaltis para a Tchecoslováquia.

     No ano seguinte, quando foi jogar nos EUA, perderia seu espaço na Nationalelf e não voltaria mais.

     Recebendo premiação por seu título como treinador na Copa do Mundo de 1990.

 

COMO TREINADOR.

     Dez anos após seu último torneio pela Alemanha Ocidental, voltava à Seleção do país como técnico, substituindo Jupp Derwall.

     Em sua primeira experiência como treinador, foi logo vice-campeão da Copa do Mundo de 1986, mas seguiu-se um decepcionante terceiro lugar na Eurocopa de 1988, disputada em casa.

     No mundial seguinte, a Seleção Alemã-Ocidental reencontraria na final o adversário que a vencera em 1986, a Argentina, em uma luta entre ambas pelo tricampeonato mundial, o que igualaria uma das duas, ao Brasil e a Itália.

     Dessa vez, a Alemanha Ocidental levou a melhor.

     Depois da Copa, Beckenbauer deixou o posto para seu ex-colega Berti Vogts.

     A segunda experiência como treinador viria na França.

     Convidado pelo presidente do clube, aceitou a proposta para treinar o Olympique de Marseille após a Copa, mas não teve sucesso. O clube chegou à final da Copa dos Campeões da UEFA de 1990/91 já sem o Kaiser como treinador.

     As outras oportunidades como técnico vieram com o Bayern Munique, duas vezes, acumulando já a função de presidente.

     Foi campeão alemão em 1993-94, assumindo o cargo no decorrer da temporada.

     Em 1996, na segunda passagem, despediu-se com um troféu, o da Copa da UEFA de 1996.

     Mantém-se como presidente do Bayern até hoje, tendo também assumido a superintendência do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha.

     Beckenbauer também é comentarista do caderno de esportes do jornal Bild.

     O atual presidente honorário do Bayern Munique, vive desde 1982 na Áustria e agora está casado pela terceira vez.

     Com suas várias relações tem seis filhos.

 

TÍTULOS.

 

COMO JOGADOR.

BAYERN MUNIQUE.

Liga dos Campeões: - 1973-1974, 1974-1975, 1975-1976.

Copa da Alemanha: - 1965-1966, 1966-1967, 1968-1969, 1970-1971.

Recopa Europeia: - 1966-1967.

Campeonato Alemão: - 1968/1969, 1971/1972, 1972/1973, 1973/1974.

Copa Intercontinental: - 1976.

 

SELEÇÃO ALEMÃ OCIDENTAL.

 

Eurocopa: - 1972.

Copa do Mundo FIFA: - 1974.

 

NEW YORK COSMOS.

 

Campeonato Estadunidense: -1976-1977, 1977-1978, 1979-1980.

 

HAMBURGO 

Campeonato Alemão: - 1981/1982.

 

COMO TREINADOR.

BAYERN MUNIQUE.

Campeonato Alemão: - 1993/1994.

Copa da UEFA: - 1995-1996.

 

SELEÇÃO ALEMÃ.

Copa do Mundo FIFA: - 1990.

Todas as 13 Referências da Wikipédia

     01 - Leandro (2017). 3. O Incrível Fracasso do Munique 1860. À sombra de gigantes: uma viagem ao coração das mais famosas pequenas torcidas do futebol europeu. São Paulo: L. Vignoli, 2017, pp. 38-45.

     02 - FREITAS, Carlos Eduardo (setembro de 2011). Só o Caneco Interessa. Placar n. 1359-A. Editora Abril, pp. 64-67.

     03 - «Auch die Löwen gratulieren dem Kaiser». Abendzeitung. 11 de setembro de 2015. Consultado em 19 de janeiro de 2018.

     04 - «Von Grosser bis Olic: Sie spielten schon für Rot und Blau». Abend Zeitung. Consultado em 19 de janeiro de 2013.

     05 - O Imperador do Futebol (novembro de 1999). Placar - Especial "Os Craques do Século". Editora Abril, pp. 12-13.

     06 - FREITAS, Carlos Eduardo (fevereiro de 2006). Baviera - A Terra dos Campeões. Copa'06  n. 1. Pool Editora, pp. 34-37.

     07 - GEHRINGER, Max (abril de 2006). Mais do Mesmo. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 – 1966. Inglaterra. Editora Abril, pp. 10-15.

     08 - GEHRINGER, Max (abril de 2006). Craque Revelação. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 – 1966. Inglaterra. Editora Abril, p. 28.

     09 - GEHRINGER, Max (abril de 2006). Violência Inesperada. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 – 1966. Inglaterra. Editora Abril, p. 39.

     10 - GEHRINGER, Max (abril de 2006). Campeões no Grito. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 – 1966. Inglaterra. Editora Abril, p. 25.

     11 - GEHRINGER, Max (maio de 2006). Que Prorrogação!. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 9 – 1970. México. Editora Abril, p. 39.

     12 - GEHRINGER, Max (maio de 2006). Para Enterrar 1966. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 9 – 1970. México. Editora Abril, p. 38.

     13 - GEHRINGER, Max (maio de 2006). Um Recorde Alemão. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 9 – 1970. México. Editora Abril, p. 41.

 

VER TAMBÉM.

Seleção de Futebol do Século XX.

CATEGORIAS:

Nascidos em 1945.

Naturais de Munique.

Futebolistas da Alemanha.

Futebolistas do Fubball-Club Bayern München.

Futebolistas do New York Cosmos.

Futebolistas do Hamburger Sport-Verein.

Jogadores da Seleção Alemã de Futebol.

Jogadores da Copa do Mundo FIFA de 1966.

Jogadores da Copa do Mundo FIFA de 1970.

Jogadores da Eurocopa de 1972.

Jogadores da Copa do Mundo FIFA de 1974.

Jogadores da Eurocopa de 1976.

Jogadores Campeões da Copa do Mundo FIFA.

Treinadores de Futebol da Alemanha.

Treinadores do FC Bayern de Munique.

Treinadores da Seleção Alemã de Futebol.

Treinadores da Eurocopa de 1988.

Treinadores da Copa do Mundo FIFA de 1986.

Treinadores da Copa do Mundo FIFA de 1990.

Desportistas Premiados com o Laureus World Sports Awards.

Dirigentes Esportivos da Alemanha.

Dirigentes de Clubes da Alemanha.

Treinadores Campeões da Copa do Mundo FIFA.

     Esta página foi editada pela última vez às 18h39min de 12 de julho de 2018 

Observações do escriba: 

     1ª – No DVD gravado pelo médico Dr. Luiz Moura, em 2004, intitulado “AUTO-HEMOTERAPIA – Conversa com Dr. Luiz Moura”, os realizadores do DVD, Ana Martinez e Luiz Fernando Sarmento fizeram a seguinte pergunta: - O Esporte e a AUTO-HEMOTERAPIA? Resposta do Dr. Luiz Moura: - Quando Beckenbauer pendurou as chuteiras, deixou de ser jogador e passou a ser técnico da Seleção Alemã, ele disse que atribuía o desempenho físico dele à AUTO-HEMOTERAPIA, que, antes de cada jogo, ele fazia uma AUTO-HEMOTERAPIA de 10 ml, antes de todos os jogos. Fazia sempre, e, ele atribuía a isso, tanto a saúde que ele tinha, quanto à resistência física nos jogos. Isso foi a declaração dele quando deixou de ser jogador e passou a ser técnico da Seleção Alemã.

     2ª – Portanto, neste caso o Der Kaiser estaria fazendo um doping? Absolutamente não, segundo o CFM. Como, segundo o CFM não existem evidências científicas da eficácia da AUTO-HEMOTERAPIA, a AUTO-HEMOTERAPIA propriamente dita não pode ser considerada um doping. Em parte, está explicada a derrota da Seleção Brasileira de Futebol em 2014, na Copa das Copas do Partido dos Petralhas, em pleno Mineirão, pelo placar de sete a um em favor da Seleção Alemã. A Delegação Alemã, sabendo que o CFM era anencéfalo, podem ter realizado a AUTO-HEMOTERAPIA em todos os seus jogadores.

     3ª – A Medicina na Alemanha é bem superior à Medicina Brasileira. Inclusive no campo da IMUNOLOGIA, da IMUNOTERAPIA e da AUTO-HEMOTERAPIA. Apenas uma suposição. Mas, será apenas uma suposição? Cinco a zero no 1º tempo? Meninos e meninas. Vão estudar! Viu?

     4ª – Segundo a atual Medicina Brasileira, é impossível detectar um doping feito com a AUTO-HEMOTERAPIA. Ou será possível?

     5ª – Vamos ver quem ganha a final da Copa Mundial de Futebol na Rússia! França ou Croácia?

     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.

      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.

     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE, localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos supostos MACONHEIROS ESQUIZOFRÊNICOS”.

     Domingo, 15 de julho de 2018.

            Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.

     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – GOOGLE. (3) – Wikipédia. (4) - DVD do Dr. Luiz Moura sobre a AUTO-HEMOTERAPIA. (5) – OUTRAS FONTES.”

15.07.2018


 

Para Irmi, de Starnberg

 

Numa das nossas viagens à Europa tivemos a sorte de ser convidados pela nossas amigas alemães Sabine e Gigshi Rix para passar uns dias em Starnberg, um dos lugares mais belos que já visitamos. Trata-se de um imenso lago da Bavária, com cerca de 50 km de comprimento, rodeado por uma bela floresta e no qual situa-se a bela Ilha das Rosas. Foi uma viagem inesquecível.

Partimos de Stuttgart – era julho de 2004, e passamos por Munique, onde vimos em andamento as obras do estádio que sediaria a Copa do Mundo de 2006. Em Starnberg fomos recebidos pela irmã de Gigshi, Irmi, que nos hospedou por uns dias, numa casa aconchegante e bela. Ao ar livre, saboreamos um churrasco daqueles que os alemães fazem com alta qualidade, contemplando, ao longe, os Alpes da Áustria.

No dia seguinte, fizemos um belo passeio pela floresta e atravessamos as águas antes singradas pelo Imperador Ludwig, no tempo em que convivia com a bela Sissi, “a Imperatriz”. E fomos percorrer os canteiros perfumados da Ilha das Rosas, com jasmins caindo sobre nossa face. O souvenir mais desejado era o cupido, com belas imagens feitas até em ouro.

Em meio àquele movimento cinematográfico, um casamento, pois muitos noivos escolhem aquele belo lugar para concretizar o sonho do matrimônio. Pode-se também seguir algumas pequenas trilhas para a água, onde passam, elegantes, belas garças, tendo ao fundo navios, barcos, lanchas, iates e outras embarcações. Um sobrinho de Irmi possui um apartamento de cuja varanda se contempla o lago, cada momento com paisagem encantadora. Difícil encontrar lugar de semelhante beleza.

Coincidentemente estávamos lá no dia 17 de Julho. Era meu aniversário. Ali recebi parabéns de Graça e da família Rix presente. À noite saímos para jantar numa pizzaria, onde tivemos momentos muito agradáveis, excelente comida e guloseimas, mais do que suficiente para ficar feliz naquela data. Mas não ficou somente nisso: quando menos esperava, lá vem um garçon com um bolo, velas vibrantes acesas e Graça, as Rix e demais clientes do local cantaram animadamente “Parabéns prá você!”.

A casa de Irmi nos marcou. E Irmi, com um semblante tranquilo, havia ficado viúva pouco tempo atrás. Fazia de tudo para que nos sentíssemos bem na sua casa. Foi ela que nos fez – Graça e eu vestir trajes típicos alemães pela primeira vez. Sempre seguidos pela sua imensa cadela de estimação, de nome Fronn. Depois seguimos de volta para Stuttgart, levando belas lembranças de Starnberg.

Catorze anos faz daquela viagem. Muita coisa mudou. A internet evoluiu, já tivemos Orcut e agora vivemos a era do facebook, Watszap, Twitter, Skype, entre outras formas de comunicação. E por uma dessas formas Sabine Rix dá notícias de Irmi, direto de Stuttgart. Mas notícias que nos deixam tristes. Irmi não resistiu aos males provocados pelo hábito que teve de fumar. Irmi morreu hoje, vítima de uma complicação de doença pulmonar. Trago aqui estas lembranças dela, na certeza de que ela terá paz em sua nova vida. Adeus, Irmi!

(Walter Medeiros - 11.06.2018)


 

AUTO-HEMOTERAPIA - A TÉCNICA QUE CURA DOENÇAS,

E A MÁ VONTADE DOS ÓRGÃOS DE MEDICINA E SAÚDE

 

---  

Por Walter Medeiros*

---

DESTAQUES:

 

1. A Anvisa deixou de levar em conta os aspectos mais importantes: o interesse da população, e o direito à saúde.

2. Pelas pesquisas realizadas desde a proibição, 99% dos usuários de auto-hemoterapia ficam satisfeitos com os resultados.

3. O Ministério da Saúde distribui seringas para usuários de drogas injetáveis, a fim de evitar contaminações. Ou seja: dá apoio aos usuários de drogas ilegais, mas não permite que os serviços de saúde atendam às pessoas que pretendem enfrentar doenças através de uma técnica de eficácia amplamente comprovada.

4. Faz quase duzentos anos que a auto-hemoterapia é usada, e nunca foi mostrado nenhum dano causado pelo seu uso.

5. O CFM devia estar preocupado com a pesquisa da auto-hemoterapia, a fim de garantir a saúde da população.

6. Usuários da auto-hemoterapia estão resolvendo seus problemas de saúde e aumentando a sua imunidade.

7. Qualquer doente hospitalizado ou internado com doença dita incurável ou terminal, só tem - segundo o CFM e a Anvisa - que esperar a morte chegar.

8. Pelo fim de uma agressão à arte de curar, é preciso que liberem a auto-hemoterapia.

 

EFICÁCIA DA AUTO-HEMOTERAPIA

www.rnsites.com.br/Auto-hemoterapia-cura-tratamento-medicina.pdf

 

20.05.2018


Homenagem a Dona Vera

--- Walter Medeiros

A luta das mulheres por melhores dias para a humanidade se dá em todas as horas, a cada instante, embora seja feito anualmente um forte registro no dia 8 de Março. A cada ano faço homenagem a uma mulher que considero merecedora de destaque por conta da sua trajetória de vida. E neste ano trago as mais elevadas honrarias que posso encontrar para uma mulher que foi exemplo de luta por melhorias para a população e contra o arbítrio e as injustiças.

Aquela forte mulher viveu dias de luta, superando as perseguições sofridas pelo seu marido, destacado médico que dedicou toda sua vida a um trabalho propositadamente incompreendido por quem deveria trabalhar em prol dos menos favorecidos. Acompanhei boa parte dessa sua luta, vendo o quanto ela colocava a causa em que acreditava acima de interesses pessoais. Daí eu afirmar com certeza que a humanidade deve muito a ela.

Refiro-me a Dona Vera, profissional com formação em Farmácia e defensora de tratamentos complementares importantes para a saúde pública. Tive a sorte de ser atendido por ela ao telefone, quando dela recebi a notícia de que o Conselho Federal de Medicina – CFM absolveu o seu marido, Dr. Luiz Moura, no processo em que pediam a cassação do seu registro de médico por propagar a Auto-hemoterapia. Em seguida ela passou o telefone para Dr. Moura, que agradeceu o apoio de todos os que lutam em defesa dessa técnica e argumentaram contra aquele processo injusto.

Dona Vera Moura foi uma grande vítima da perseguição dos Conselhos de Medicina ao seu marido, Dr. Luiz Moura, por causa da auto-hemoterapia. Viveu por dentro cada momento em que o Conselho de Medicina do Rio de Janeiro - CREMERJ e o próprio Conselho Federal de Medicina - CFM tentaram aplicar medidas contra o Dr. Luiz Moura, mas ao final de tudo ele foi absolvido de todas as acusações.

Exemplo de profissional e esposa, a avidez com que setores da Medicina mercenária tentavam processar o Dr. Moura causou a ela sérios problemas de saúde e resultaram na sua morte, em 11 de fevereiro de 2018. Foi para cuidar da esposa que Dr. Moura resolveu, com mais de 90 anos, suspender o atendimento que fazia diariamente no seu consultório, onde receitava Auto-hemoterapia para os seus clientes, com autorização do Conselho de Medicina.

Presente em todos os momentos da luta pela divulgação e liberação da auto-hemoterapia, Dona Vera era testemunha das mais de seis décadas de trabalho do seu marido com o uso da auto-hemoterapia na prevenção, tratamento e cura de inúmeras doenças. Para quem ainda não sabe, Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos, e foi usada e difundida pelo Dr. Luiz Moura, do Rio de Janeiro.

A história de vida e dedicação de Dona Vera Moura tornar-se-á, com certeza, um legado de valor inestimável para estimular as ações de outras mulheres, principalmente as que participam dessa luta, onde se destacam, sem desmerecer nenhuma outra, Genaura TorminIda Zaslavsky, Telma Geovanini, Maria Antonina de SalesGraça Sousa Beserra Medeiros,Clarice GontowRoberta Achy SantosSueli Câmara AlmeidaMaria Do Socorro Teixeira e Lenira Figueiredo.

8 de Março de 2018

 

Grupo do facebook faz pesquisa

online sobre a auto-hemoterapia 

O grupo de discussão do facebook “Auto-hemoterapia, meu sangue me cura” está realizando uma pesquisa virtual sobre o uso desta técnica terapêutica, que previne, combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas em muitos países, há mais de cem anos. 

A pesquisa é dedicada à comprovação da eficácia e à divulgação da técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura. Ao responder ao questionário, o participante vai somando importantes informações sobre o efeito da auto-hemoterapia no tratamento e cura de doenças.

Pesquisa idêntica foi realizada há dez anos pelo site Orientações Médicas, que recebeu 1.115 respostas, todas com resultados satisfatórios do uso da técnica. Naquela ocasião foram listadas mais de 140 enfermidades ou sintomas combatidos com a auto=-hemoterapia.

O grupo “Auto-hemoterapia, meu sangue me cura” conta com mais de 52.000 participantes. Para responder à pesquisa, basta acessar o link a seguir: https://www.onlinepesquisa.com/s/bb47801 .

14.01.2018
 
 

Caern instala nova tubulação para

substituir rede que nunca funcionou

 

A justificativa é de que a primeira rede instalada está entupida com areia 

Um somatório de absurdos ronda as obras de drenagem e pavimentação de Capim Macio. As obras da Prefeitura de Natal e Caern já duram mais de vinte anos e não tem qualquer previsão de término. Apenas uma coisa é certa. Serviços são repetidos, enterrando encanações que já foram executadas. Os moradores não recebem informações, mas hoje, ao presenciar a abertura de novo buraco fomos saber de que se tratava. Surpresa!

No quarteirão que envolve as ruas Antônio Farache e Neusa Farache, desaguando pela Industrial João Mota, os tubos avermelhados que foram instalados há anos, em obras que causaram muitos transtornos, estão sendo substituídos por canos iguais. O motivo é que os anteriores, que nem chegaram a ter ligações autorizadas pela Caern, estão entupidos. O poder público e a sociedade, portanto, vão pagar mais uma conta.

Tento não acreditar que no século XXI, 2017, uma tubulação dessa entupa e a troca seja a única alternativa. Consequentemente, as ruas estão sendo novamente esburacadas. Numa vez anterior, haviam começado a reinstalar a rede porque não localizaram outra que já estava enterrada. Desta vez, a alegação é de que a Prefeitura teria entupido uma caixa de recepção de esgotos quando efetuou a pavimentação.

---

O Ministério Público recebeu informações sobre a forma estranha pela qual são realizadas as obras de Capim Macio. Muitas outras informações estão disponíveis na internet, a partir da mensagem no facebook intitulada “Areias de ninguém”: https://www.facebook.com/waltermedeiros/media_set?set=a.564544406933019.1073741851.100001323954878&type=3&pnref=story


23.20.2017

 

O último eucalipto

--- Walter Medeiros

"... a árvore, olhando a Pátria, a serra / Caiu aos golpes do machado bronco..."

O soneto de Augusto dos Anjos, manuscrito com uma letra desenhada de fazer gosto, estava num caderno sem pauta que meu irmão, Wellington Medeiros tinha no tempo em que estudava na Escola Industrial de Natal. Naquele tempo começavam a falar em jornais e revistas sobre um tema relativamente novo, cuja palavra mais citada era "ecologia". Ainda não era tão usado o termo "meio ambiente".

Pois lembrei desse poema tão belo e profundo, na minha caminhada de hoje pela avenida Engenheiro Roberto Freire. Cada vez que caminho reflito sobre o Parque das Dunas, patrimônio da cidade de Natal sob proteção do Exército Brasileiro, em cuja cerca está exposta, entre outras, uma placa que diz: "Perigo de vida; tiro de fuzil com bala real".  Ao mesmo tempo em que aprecio muitas coisas belas do caminho.

Nuns cantos, gatos esperando por Neide, para receber a comida matinal. Noutros, revoadas de pombos que embelezam a passagem de quem segue para a Rota do Sol ou quem vem de Ponta Negra ou Via Costeira. E tem ainda os canteiros centrais, sempre cuidados e que fazem lembrar mulheres que vibravam com as belezas de Natal, entre elas Katia Garcia e Marilene Dantas.

Hoje, entretanto, senti um impacto forte, uma tristeza grande, de quem há 28 anos sempre nas caminhadas fazia questão de passar por perto, apreciar a beleza e sentir o cheiro exalado avenida afora.  Um cheiro herdado da infância em Mata Grande, da alameda que adornava a escadaria da subida para a Igreja. Havia uma semana, apanhara uma folha, quebrara e cheirara, oferecendo à companheira de caminhada, Graça, para sentir o mesmo cheiro.

Hoje não tinha mais folhas, não tinha mais aquela árvore que embelezava e perfumava a passarela da Av. Roberto Freire. Pois cortaram e não sei que destino deram ao grande pé de eucalipto. Talvez tenham até explicação, justificativa, para o que fizeram. Mas nada impede que da surpresa de ver a paisagem nua e menos bela sinta-se uma tristeza, grande tristeza, tristeza da perda. Foi-se, assim, o último eucalipto da antiga estrada de Ponta Negra.

04.08.2017

 

Reviver Tambaú

 

--- Walter Medeiros 

Há quase 50 anos, num dia assim, fins da década de 70 do século passado, portanto - um ônibus cheio de estudantes do ginásio industrial da Escola Industrial Federal do Rio Grande do Norte – EIFRN, agora IFRN, partia de Natal com destino a João Pessoa. Era um pic-nic educativo, liderado pela nossa professora de Francês, Expedita Medeiros, em viagem que teria duração de dois dias. Foi um belo passeio, que nos levou à bela praia de Tambaú, tão pouco habitada à época; à Igreja barroca de São Francisco e a Cabedelo. 

Aqueles jovens, cheios de sonhos e dúvidas, aproveitaram bem o passeio, com um acampamento, onde pernoitamos na areia da praia que já era um belo cartão postal da capital paraibana. No dia seguinte, receberam as informações históricas e geográficas dos lugares visitados. Diferentemente de hoje, nada de telefone e raríssimas fotos foram tiradas para o acervo dos professores. Eram momentos de extrema beleza a ser gravados  na memória, pela retina, algo poético que faz lembrar agora o poema de Drummond sobre Itabira.

O passeio incluía uma esticada a Cabedelo, onde vimos à chegada do navio japonês Kaio Maru rebocando uma baleia pescada (Naquele tempo a pesca da baleia era intensa e permitida). E assistimos, de quebra, a subida da baleia para uma grande plataforma de metal, na qual, com rapidez impressionante, com uso de imensas foices amoladas, toda a carne foi retirada, restando deitada aquela imensa espinha de uns seis metros de comprimento.

Neste ano de 2017, resolvemos passar o dia do meu aniversário em João Pessoa. A pesca da baleia não existe mais. A areia da praia tem a mesma vida. E parece que ficou muito mais bela. Tanto que muito mais gente fervilha pelo calçadão, hotéis, restaurantes, bares, feirinhas e shoppings. Percorro esses lugares ao lado de Graça, companheira que encontrei pouco tempo depois daquela memorável viagem, e temos mais de 40 anos de casados. Ela bem sabe da minha saudade daquele tempo. Saudade dos amigos de turmas da EIN/EIFRN/ETFRN. Saudade da professora Expedita, que tanto nos emocionava ensinando a letra de “La dernièra valse”.

20.07.2017

 

Dez anos de insegurança jurídica criada pela

Anvisa e CFM, proibindo a auto-hemoterapia

 

Uma Nota Técnica que não tem poderes, mas que há dez anos proíbe o uso de uma técnica centenária. Um parecer incompleto e fajuto, que impede os médicos de trabalhar com liberdade profissional. São fatos que compõem a realidade brasileira, criando um estado de arbitrariedade e reforçando a sensação de insegurança jurídica que se vive no Brasil. E assim se passou uma década de um dia triste para a história da medicina brasileira.

Dez anos de sofrimento para uma sociedade que desejaria, tão somente, que lhe fosse assegurado o direito sagrado à saúde. Mas que se vê diante de um quadro onde os médicos, no exercício da profissão em hospitais e demais unidades de saúde, têm de deixar os pacientes desenganados morrerem, porque oficialmente não podem experimentar a auto-hemoterapia, e a desobediência poderia valer-lhe a cassação do direito de exercer a Medicina.

Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças, com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Conforme explicou Dr. Luiz Moura, que receitou e usou a técnica por mais de sessenta anos, a taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, é elevada para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Com isto eleva-se a imunidade do organismo, combatendo ou ajudando a combater as doenças, muitas delas desenganadas pelos médicos ou sem tratamento formal estabelecido.

Distorção

A Nota Técnica da Anvisa, datada de 13 de Abril de 2007, é uma peça que distorce a realidade, para proibir o uso nos serviços de saúde de uma técnica que tem eficácia comprovada há mais de um século no tratamento e cura de inúmeras doenças. A única explicação para tanta violência contra a saúde popular, é a submissão dos órgãos governamentais aos interesses econômicos dos laboratórios de medicamentos, pois muitos remédios deixam de ser vendidos para as pessoas que usam a auto-hemoterapia e não precisam ir à farmácia. Pois enquanto impedem o uso dessa técnica, regulamentam o uso de remédios que têm mais efeitos colaterais que benefícios - e causam inúmeros males à saúde - através dos Protocolos de conteúdos assustadores.

Um dado que merece muita atenção é que a proibição ocorreu após 109 anos de uso permitido da auto-hemoterapia no Brasil, sem qualquer registro de efeito negativo. Mas apesar do arbítrio da Anvisa e do CFM, a técnica continua sendo amplamente utilizada e difundida no Brasil, enquanto a sociedade busca e espera ação do Ministério Público Federal, para garantir o direito à saúde da população e aos profissionais o direito ao exercício plena das suas profissões. Até porque, conforme pode ser constatado através de documentação resultante do uso da técnica durante todos esses anos, a auto-hemoterapia traz melhoras e até cura para mais de cem doenças.

Eficácia da auto-hemoterapia

A confusão criada pela Anvisa e CFM é tal, que tão logo foi emitido o Parecer do CFM proibindo os médicos de utilizarem a técnica, este Conselho teve de voltar atrás para permitir o uso em casos de anestesia, através do Tampão Sanguíneo Peridural – TSP, e o mesmo CFM teve de informar publicamente que se trata de procedimento calcado em vasta comprovação científica. Por outro lado, entre outros usos, como nas clínicas de estética, é admitido o uso da auto-hemoterapia através de tratamentos com Plasma Rico em Plaquetas – PRP, que foi motivo até de resolução daquela entidade. Trata-se de um assunto cuja discussão vem sendo encaminhada de forma totalmente enviesada.

Para ter uma ideia da situação, o Portal Médico, do Conselho Federal de Medicina – CFM abriu um tópico contra a auto-hemoterapia, mas a resposta do público foi favorável à técnica. O órgão passou, então, a manipular as informações, numa verdadeira agressão à liberdade de expressão, ao retirar do seu facebook relatos de usuários da auto-hemoterapia que tratam ou curam doenças usando esta técnica. Centenas de depoimentos foram bloqueados sem qualquer explicação, no citado portal.

Se o portal do CFM abriu um espaço para o público se manifestar, tinha de mantê-lo disponível com as opiniões, fossem favoráveis ou contra a mensagem que divulgou. É assim que funciona a busca científica que tanto dizem defender. Considerando que mais de 99% das opiniões foram a favor da auto-hemoterapia, está claro que a retirada do assunto do facebook do CFM foi uma forma de tentar esconder a verdade. E o ato de obter vantagem dando uma ideia falsa do assunto é um verdadeiro estelionato.

MPF cobra explicações

A postura arrogante, autoritária e de última palavra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e o Conselho Federal de Medicina – CFM vêm mantendo há dez anos a respeito do uso da auto-hemoterapia no Brasil pode estar com seus dias contados. As respostas evasivas, incompletas, repetitivas, entraram em discussão no âmbito do Ministério Público Federal (MPF), onde está em andamento Inquérito Civil no qual foram apresentados estes questionamentos pelo Ministério Público Federal: a) Se existem estudos que comprovam que a auto-hemoterapia é prejudicial à saúde humana, ou existem casos de pessoas que ficaram doentes devido a sua prática, encaminhando documentos comprovantes; b) Se existem estudos em andamento, dirigido pelos órgãos competentes, capazes de sanar as dúvidas acerca do procedimento; c) O que é necessário para que a auto-hemoterapia seja aceita como tratamento – seja tradicional, seja alternativo, tais como a homeopatia e acupuntura – discorrendo sobre as fases e etapas necessárias para aprovação, e se há notícias de sua proibição/autorização em outros países. d) análise da literatura científica trazida pelo representante, manifestando-se, fundamentadamente, sobre a validade ou não dos achados.

Por outro lado, o MPF ouviu o Dr. José de Felippe Junior, professor doutor, sobre a técnica. Sabe-se que o seu depoimento põe por terra todos os argumentos da Anvisa e do CFM contra a auto-hemoterapia. O referido pesquisador, de notória competência científica, tem importante artigo onde analisou a auto-hemoterapia, e não há dúvida de que ele defende o emprego daquela técnica. Técnica empregada por mais de sessenta anos pelo médico carioca Luiz Moura, que a receitava em seu consultório, baseado em pesquisas científicas que comprovaram a eficácia da auto-hemoterapia.


13.04.2017


A mulher que fez seu próprio caminho

 

--- Walter Medeiros*

A humanidade tem certas figuras que se sobressaem pelas oportunidades de viver experiências - boas ou más - mas as vivem de forma tão intensa, que depois torna-se difícil até entender como conseguiram viver tanto em uma só vida. Pessoas de tão profunda vivência em épocas e lugares próprios, e respostas capazes de impulsionar com força hercúlea as aspirações que cultivam, pelas quais lutam e se responsabilizam como causas inarredáveis.

Refiro-me a uma mulher que viveu ainda no Império brasileiro, no tempo em que as pessoas do sexo feminino tinham direito apenas de cuidar das casas e dos filhos, e o dever de obedecer aos homens: maridos, pais, etc. Que foi entregue em casamento aos 13 anos, como resultado de negócio de família, que vivia sob as leis de adultério e abandono do lar com rigores difícil de imaginar em certos ambientes atuais. 

Naquele tempo - primeira parte do Século XIX, enquanto Karl Mark e Friederich Engels redigiam o Manifesto do Partido Comunista e conclamavam: "Trabalhadores de todos os países , uni-vos", ela escrevia ali bem perto que as mulheres deviam ter direitos iguais aos dos homens. Algo de significado imenso, numa época em que n'alguns lugares as mulheres não tinham permissão legal nem mesmo para aprenderem a ler, enquanto n'outros podiam ler e contar, mas não podiam entender de negócios nem de política.

Destoando do que previam as leis e os costumes, aquela precursora do movimento feminista rompeu o casamento arranjado e teve a sorte de ser aceita de volta em casa. Casou novamente, porém em sua trajetória de estudo, trabalho de educadora e lutas, ficou viúva. Ao mesmo tempo em que firmava suas ideias e via crescer o respeito pela forma destemida, inteligente, clara e inquestionável com que argumentava por mudanças no tratamento da questão da mulher.

Na Europa, no Brasil e demais regiões do mundo, aquela mulher foi dedicando sua vida a escrever, falar e lutar por melhores dias para as mulheres. Deixo os lugares, fatos, datas e casos aos estudiosos do feminismo, para trazer aqui apenas a minha homenagem fervorosa a nossa conterrânea, a potiguar Nízia Floresta, que foi importante precursora do feminismo no mundo e precisa ter seu nome e sua história cada vez mais destacados por todos os que defendem e lutam por uma humanidade mais justa.

Que sua obra continue inspirando ações mundo afora, a partir da interpretação do seu escrito do século XIX:

"Todos sabem que a diferença dos sexos só é relativa ao corpo e não existe mais que nas partes propagadoras da espécie humana; porém, a alma que não concorre senão por sua união com o corpo, obra em tudo da mesma maneira sem atenção ao sexo. Nenhuma diferença existe entre a alma de um tolo e de um homem de espírito, ou de um ignorante e de um sábio, ou a de um menino de quatro anos e um homem de quarenta. Ora, como esta diferença não é maior entre as almas dos homens e a das mulheres, não se pode dizer que o corpo constitui alguma diferença real nas almas. Toda sua diferença, pois, vem da educação, do exercício e da impressão dos objetos externos, que nos cercam nas diversas circunstâncias da vida." (FLORESTA, 1989a, p.47. [Do livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”]).

Viva Nízia Floresta! Viva o 8 de Março!

 

*Jornalista

08.03.2017


Carnaval, Zé Pereira e o Tempo

 

 

Uma tradição humana de 2.600 anos. Assim talvez possamos chamar o Carnaval, esta festa que a cada instante vai se adaptando às culturas e aos tempos. Dizem estudiosos que certamente teve origem na Grécia, ambientada e amparada por uma divindade, o Deus Momo. Ele era o Deus do riso. "Quanto riso, oh quanta alegria!". E o Carnaval permeou por pelo Egito, por Roma, por todos os continentes e tempos.

Para nós, brasileiros, vem o registro do Zé Pereira. "Viva Zé Pereira!". Português animado, que ganhou a imortalidade com o sábado de Carnaval dedicado a ele. O sábado é do Zé Pereira. E foi num desses sábados, há mais de trinta anos, que o vi passar seu bloco, de forma inesquecível, pelas ruas do Alecrim. Um bumbo; apenas um bumbo, nada mais, e uma multidão pulando cidade adentro, formando uma imagem eterna para a memória de todos que tiveram o privilégio de o ver.

Mas para a minha memória o Carnaval começou antes, lá nos anos 50 do século passado, quando morava em Mata Grande, alto sertão de Alagoas, e não tinha idade nem tamanho para ir às festas carnavalescas, mas já podia ficar meio assombrado com as danças ameaçadoras dos papangus. Era o tempo de "Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon..." e "O bloco da vitória está na rua / Desde que o dia raiou.".

Com meus sete anos de idade, queria crescer para vestir uma roupa daquelas e sair de papangu, com um chicote na mão. Nem imaginava como o Carnaval é amplo e o que seria possível viver com ele, através dos anos. Em cada canto assimilava uma beleza carnavalesca, como a Jardineira, tão "Mais bonita que a camélia que morreu".

Carnaval, Zé Pereira e o Tempo - Década de 60

Um dos períodos de maior irreverência, criatividade e ebulição carnavalesca no Brasil ocorreu nos anos 60 do século passado. Aquele período, que chegou a ser definido como "A década que mudou tudo", sucedeu o romantismo dos boleros, a fossa do samba canção, e melodramas de telas e palcos. E deu vez a uma enxurrada de marchinhas novas e frevos, atraentes e animados, que levaram os temas do dia a dia do Brasil e do mundo para as ruas e os salões de baile.

Era um tempo em que a irreverência do Carnaval se dava de forma meio comedida, embora o destaque de revistas, jornais, rádio e a ainda iniciante TV fosse para as partes mais ousadas. Assim, grassavam belas fantasias, pó, confetti, serpentina e lança-perfume. Tudo para se apresentar em corsos, bailes, blocos e desfiles, tendo como condutor central a alegria, a diversão e o que mais surgisse de surpresa.

O vozeirão de Claudionor Germano já levava para os salões, o rádio e as radiolas o convite: "Vamos prá casa de Noca, que lá é bom, tem tudo que se quer". Brigitte Bardot virou tema de marcinha, com a indagação: "... BB, por que é que todo mundo olha tanto prá você?". As cantoras do rádio faziam sua parte deslumbrante, e Dalva de Oliveira eternizava Zé Kéti com o aviso: "Vou beijar-te agora, não me leve a mal, pois é Carnaval". Nosso conterrâneo Dozinho estava presente, com a explicação: "Se parar eu tombo e caio".

Logo no começo da década de sessenta, o que hoje é tido como preconceito e politicamente incorreto, fazia a festa, enquanto lança-perfume - de inesquecível cheiro e perigosos efeitos -  passava a ser proibido. A graça era por conta da dúvida sobre Zezé: "Será que ele é?".  As brigas de casais já iam para a delegacia, como a que resultou na exclamação do delegado: "Será o Benedito!".

Tinha versos que tocavam forte os corações, também: "Quem nesta vida / Não amou nem sentiu saudade / Certamente desconhece também / A felicidade.". Os que apelavam para a economia: "Me dá um dinheiro aí". Além do descaramento do "Ou dá ou desce!". Da irreverência dos que queriam "Sair com três mulheres".  E da preocupação de quem indagava: "O que é que eu vou dizer em casa / Quando chegar, quarta-feira de cinzas?".

Naquela década também vivemos momentos marcantes que definiriam o novo formato do Carnaval brasileiro. Depois da Máscara Negra, chegava Caetano Veloso, dizendo que "Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu". Isto, anos depois de cantarmos emocionados "A noite é linda / Nos braços teus / É cedo, ainda / Prá dizer adeus".

As coisas da folia tiveram grande influência também nas campanhas políticas do Rio Grande do Norte. Basta vermos dois exemplos. No primeiro, Aluízio Alves usou a melodia e animação do frevo Vassorinhas, para fazer a campanha do Monsenhor Walfredo Gurgel, dizendo: "Aluízio apareceu / E o povo acompanhou / A Gentinha elegeu / Seu fiel governador / Dessa vez é com Walfredo e Clóvis Mota prá Valer / Agnelo e Ernani / Todos, todos vão vencer". No outro exemplo, a campanha de Denarte Mariz foi mais longe, e entrou na era do trio elétrico. Trouxe para Natal, nada mais, nada menos que um "Carro da Bahia", que desfilou imponente pelas ruas de Natal, com sua pintura em vermelho e preto.

Imperadores do Samba, antes de tornar-se a escola de samba que fez história no nosso Carnaval de rua, era um bloco e desfilava com belos carros alegóricos, disputando com os demais pela cidade afora. Num desses carnavais, com meus catorze anos, tomei aquele banho à tarde, vesti uma bermuda caqui, uma camisa branca, engomadas com o capricho da minha mãe, Dona Cristina, e saí para assistir ao desfile dos blocos. Depois de três passos pela calçada, o vizinho, meu primo Antônio Freitas, extremamente brincalhão, acertou-me um banho com uma caixa inteira de Maizena.

Carnaval, Zé Pereira e o Tempo - Década de 70

Os carnavais de Natal na década de 70 do século passado tiveram particularidades que precisam ser realçadas, para que se tenha uma boa noção daquela época. O legado musical tem histórias interessantes e até chocantes,  em vista da vida que se levava em anos de liberdades tolhidas. Mas a vida continuava e em fevereiro tinha festa de Momo, com o reinado inigualável de Paulo Maux.

A prefeitura organizava e ajudava na realização do desfile de escolas de samba, onde os grandes destaques eram sempre Malandros do Samba, do lendário Melé, e Balanço do Morro, do Mestre Lucarino. Antes das escolas, desfilavam tribos de índios, com destaque para os Guaranis, que tinham à frente do cacique Bum Bum. Na taba, provamos a bebida predileta da tribo, o Caoin. Blocos e troças seguiam com suas agendas de desfiles e assaltos.

Até aquela década o Carnaval de clubes era organizado e bem frequentado em todos os chamados sodalícios, em todos os níveis. Assim, a agenda de Paulo Maux e a rainha do Carnaval, bem como a nossa, dos repórteres de rádio, incluíam visitas ao América, Aeroclube, Albatroz, Assen, AABB, Alecrim, Camana, Quintas, Intermunicipal da Cidade da Esperança, Atlântico e outros, além do carnaval popular que era promovido no Palácio dos Esportes, sob as ordens de Pacheco, e com animadas orquestras.

Os ventos da década anterior trouxeram temas como Paz e Amor (Guerra não senhor), marchinha popularizada na voz de Clóvis Bornay; O importante é ser fevereiro, de Wando, popularizado na voz de Jair Rodrigues; Eu quero é botar meu bloco na rua, de Sérgio Sampaio;  Lá vem Portela - o mundo melhor de Pixinguinha, samba-enredo que transpôs décadas; e Madrugada, carnaval e chuva, um poema carnavalesco inspiradíssimo, de Martinho da Vila, narrando o sofrimento da escola de samba que se preparou para desfilar e uma chuva estragou a festa.

Em meio a este musical carnavalesco, algo lamentável se dava a cada ano, quando as emissoras de rádio preparavam em suas discotecas as seleções de músicas a serem executadas no período de Momo. Na Rádio Cabugi, Alnice Marques, Vera Lúcia, Glorinha Victin e Anunciada elaboravam a lista das músicas tinha de ser enviada para a censura federal. O mesmo fazia Macrino Gomes, da Rádio Poti, e os discoterários das demais emissoras: Nordeste, Rural e Trairi. Normalmente, pelo valor da obra e toda sua lógica, era listada a música Bandeira Branca, com Dalva de Oliveira:

"Bandeira branca, amor

Não posso mais

Pela saudade

Que me invade

Eu peço paz."

Pois por anos e anos seguidos essa marcha rancho foi censurada, e teve sua execução proibida nos carnavais. Existe uma Bandeira branca de autoria de Geraldo Vandré, e este seria o motivo automático para censurarem, e ponto final.

Os corações batiam forte, mesmo assim, com os acordes de Retalhos de cetim: 

"Mas chegou o Carnaval

E ela não desfilou

Eu chorei, na avenida, eu chorei...".

Em seguida veio o acorde veloz de Vassorinha elétrica, com Novos Baianos, que fortalecia a linha melódica dos trios elétricos. Por fim, ali surgiu também uma música que marcou profundamente a década carnavalesca: Turbilhão, com Moacyr Franco:

"A nossa vida é um Carnaval

A gente brinca escondendo a dor...".

 

Carnaval, Zé Pereira e o Tempo - Década de 80

O Carnaval de Natal esteve meio desnorteado nos anos 80 do século passado. Os bailes carnavalescos dos clubes foram fraquejando, na medida em que começava uma corrida para as praias, um verdadeiro modismo que levou natalenses para lugares como Barra de Maxaranguape, Jenipabu e Pirangi, esvaziando a capital.  Os desfiles de blocos acabaram e os desfiles de escolas de samba e tribos de índios foram promovidos em lugares incerto de ano para ano.

No ano de 1984, a festa das escolas, blocos e tribos foi transferida para o Alecrim, sendo realizada na avenida 1 - Presidente Quaresma, em frente à sede da Rádio Trairi, que se tornou Tropical em seguida. Naquele ano ocorreu a tragédia do Baldo, na qual um bloco carnavalesco foi atropelada por um ônibus, resultando na morte de mais de vinte pessoas.

No ano seguinte, o Brasil viveu o que foi denominado de Carnaval da Democracia, em vista da campanha das Diretas Já, que resultou na eleição de Tancredo Neves Presidente da República no Colégio Eleitoral. Era uma época onde vinha sendo fortalecido o Carnaval da Bahia, disseminando na região o chamado Axé.

Em 1986, seguindo essa influência, a Prefeitura trouxe para Natal o trio elétrico de Dodô e Osmar, que fez um percurso do CCAB até a praia, descendo a Ladeira do Sol com uma potência impressionante. Daquela festa nasceu o compromisso de Osmar para fazer uma música sobre  a cidade, e nasceu Natal, como eu te amo, que ganhou bela gravação na voz da baiana  Margareth Meneses: " Na terra do sol / Beleza sem rival / Não há nada igual".

A década de 80 teve outras músicas que marcaram para sempre o Carnaval. Entre elas, Pombo Correio, com Moraes Moreira - "Voar o mundo / Se preciso for / O mundo voa / Mas me traz uma notícia boa". E a bela Gal Costa lançou um dos maiores sucessos da música brasileira em todos os tempos: Festa no Interior - "Nas trincheiras da alegria / O que explodia era o amor".

 
 

01.03.2017

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

REFLEXÕES ANTERIORES

UTILIDADE PÚBLICA


 



A Voz do Cidadão

Abelardo, o alcoólatra

ADOTE

Alcoólicos Anônimos

AldeiasSOS 

Aeroporto

APAE

Auto-hemoterapia

CACC

Câncer-Liga

Casa do Bem

CEIC

Guia da nova ortografia

Informação Turística

Loterias 

Resultados:                                                 Lotomania --- Lotofácil --- Lotogol --- Megasena ---                                                 Duplasena --- Quina --- Loteca

OAB-RN



LIVROS


TELEFONES

Polícia

190

SAMU 192
Bombeiros 193
Defesa Civil 199


 




CONTATO

ARTIGOS DE WALTER MEDEIROS





contador gratuito